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Diskusjon om ukjent fly

TEKNISKE, METEOROLOGISKE OG ANDRE UNDERSØKELSER KNYTTET TIL RUTE WF 933 MELLOM BERLEVÅG OG MEHAMN,

7. RADAROBSERVASJONER OG TOLKNINGER

7.7 Diskusjon om ukjent fly

Em continuidade, expõem-se os modelos de predição significativos do Sofrimento Sociorrelacional, avaliado pelo IESSD, de forma a testar os efeitos independentes das

Competências de Comunicação Não-Verbal dos Enfermeiros (EACNV), sobre os níveis de

Sofrimento Sociorrelacional experienciados pelas pessoas com doença oncológica.

Nas Tabelas 5 e 6 exibem-se os resultados das regressões hierárquicas múltiplas para as variáveis preditoras do Sofrimento Sociorrelacional.

Tabela 5

Resultados da Regressão Hierárquica Múltipla com a Comunicação Não-Verbal Global dos

Enfermeiros (EACNV) como preditor do Sofrimento Sociorrelacional (IESSD)

(

N

= 84)

R

2

F

β

t

RESULTADO/PREDITORES

Sofrimento Sociorrelacional (IESSD)

Passo 1

.131 3.804*

Idade -.246 -2.133*

Género a)

ns

ns

Filhos b) .329 2.840**

Passo 2

.052 2.362*

Com Atividade Profissional c) .319 2.105*

Passo 3

.034 3.202

Tempo de Diagnóstico d)

ns

ns

Passo 4

.011 1.029

EACNV – Comunicação Não-Verbal Global

ns

ns

R

2= .228;

R

2

Ajustado = .153; (

F

(7,72) = 3.040;

p

<.010)

Nota. a) Variável dicotómica: 0 = Masculino, 1 = Feminino. b) Variável dicotómica: 0 = Não, 1 = Sim. c) Variável dicotómica: 0 = Não, 1 = Sim. d Variável dicotómica: 0 = Tempo ≤ 1 Ano, 1 = Tempo > 1 Ano.

ns >.10. +p < .10. *p ≤ .05. **p ≤ .01. ***p ≤ .001.

O modelo discriminado na Tabela 5, apresenta-se significativo na predição do Sofrimento

permitindo explicar 15.3% da variância total corrigida. Especificamente, as variáveis sociodemográficas explicam 13.1% da variância total encontrada, exibindo maior sofrimento sociorrelacional os doentes mais jovens (β = -.246), assim como aqueles que possuem filhos (β = .329). Paralelamente, a variável Situação Profissional permite explicar 5.2% da variância encontrada, verificando-se que relatam maiores níveis de sofrimento sociorrelacional os doentes detentores de uma atividade profissional (β = .319).

As Competências de Comunicação Não-Verbal dos Enfermeiros (EACNV), tendo em

consideração a dimensão global da comunicação, não se revelaram preditores significativos do Sofrimento Sociorrelacional (IESSD) das pessoas com doença oncológica. Todavia, produziu-se um modelo de regressão alternativo, apresentado na Tabela 6.

Tabela 6

Resultados da Regressão Hierárquica Múltipla com a EACNV-Expressividade/Autenticidade,

EACNV-Proximidade/Clareza e EACNV-Atenção/Contacto como preditores do Sofrimento

Sociorrelacional (IESSD)

(

N

= 84)

R

2

F

β

t

RESULTADO/PREDITORES

Sofrimento Sociorrelacional (IESSD)

Passo 1

.131 3.804*

Idade -.246 -2.133*

Género a)

ns

ns

Filhos b) .329 2.840**

Passo 2

.052 2.362

Com Atividade Profissional c) .319 2.105*

Passo 3

.034 3.202 Tempo de Diagnóstico d)

ns

ns

Passo 4

.021 .650 EACNV – Expressividade/Autenticidade

ns

ns

EACNV – Proximidade/Clareza

ns

ns

EACNV – Atenção/Contato

ns

ns

R

2=.238;

R

2 Ajustado = .140; (

F

(9,70) = 2.433;

p

<.05)

Nota. a) Variável dicotómica: 0 = Masculino, 1 = Feminino. b) Variável dicotómica: 0 = Não, 1 = Sim. c) Variável dicotómica: 0 = Não, 1 = Sim. d) Variável dicotómica: 0 = Tempo ≤ 1 Ano, 1 = Tempo > 1 Ano.

ns >.10. +p < .10. *p ≤ .05. **p ≤ .01. ***p ≤ .001.

O modelo detalhado, na Tabela 6, visou testar os efeitos preditivos das dimensões das Competências de Comunicação Não-Verbal dos Enfermeiros, avaliadas pela EACNV, i.e.,

Expressividade/Autenticidade, Proximidade/Clareza e Atenção/Contacto. Os resultados das análises demonstram, mais uma vez, que estas dimensões da comunicação não-verbal dos enfermeiros, não se constituem preditores significativos do Sofrimento Sociorrelacional (IESSD).

Experiências Positivas de Sofrimento

Apresentam-se, de seguida, os modelos preditivos significativos das Experiências Positivas de Sofrimento das pessoas com doença oncológca, avaliadas pelo IESSD, de forma a testar os efeitos independentes das Competências de Comunicação Não-Verbal dos Enfermeiros (EACNV). Na Tabela 7 apresentam-se os resultados da regressão linear simples para as variáveis preditoras das Experiências Positivas de Sofrimento.

Tabela 7

Resultados da Regressão Linear Simples com a EACNV - Atenção/Contacto como preditor

das

Experiências Positivas de Sofrimento (IESSD)

(

N

= 84)

R

2

F

β

t

RESULTADO/PREDITORES

Experiências Positivas de Sofrimento(IESSD)

Passo 1

.047 4.018*

EACNV – Atenção/Contato -.216 -2.005*

R

2=.047;

R

2

Ajustado = .035; (

F

(1,82) = 4.018;

p

= .048)

Nota. ns >.10. +p < .10. *p ≤ .05. **p ≤ .01. ***p ≤ .001.

Nos resultados de regressão, expostos na Tabela 7, verifica-se que a dimensão Atenção/Contacto, das Competências de Comunicação Não-Verbal dos Enfermeiros, constitui-se um preditor significativo das Experiências Positivas de Sofrimento dos doentes, embora contribuindo apenas com 4.7% da variância total. Observa-se que menos competências de Atenção/Contacto exibidas pelos enfermeiros se associam a mais Experiências positivas de

sofrimento dos doentes (β= -.216).

Resumindo, confirma-se o efeito preditivo das competências de comunicação não-verbal dos enfermeiros na experiência subjetiva de sofrimento das pessoas com doença oncológica, tal

como formulado na

H1

. Constatou-se um efeito independente das Competências de Comunicação

Não-Verbal nas Experiências Positivas de Sofrimento na Doença, apenas, para a dimensão Atenção/Contacto da comunicação não-verbal dos enfermeiros.

3.3.2. Resultados do Teste da Hipótese 2: Relação Comunicação Empática e Experiência Subjetiva de Sofrimento

Segundo a

Hipótese 2

prevê-se que as competências de comunicação empática dos

enfermeiros (EACEE) sejam preditores significativos da experiência subjetiva de sofrimento (IESSD) de pessoas com doença oncológica.

Esta hipótese foi testada recorrendo a análises de regressão hierárquica múltipla. Em todos os modelos testados, no 1º passo, introduziram-se as variáveis sociodemográficas que apresentaram uma associação significativa com a variável de resultado, ou foram apontadas pela investigação como correlatos com a variável de resultado; no 2º passo, as variáveis profissionais que se correlacionaram significativamente com a variável de resultado; e, no 3º passo, as variáveis clínicas com correlato significativo com a variável de resultado. No 4º passo, introduziram-se as variáveis referentes às competências de comunicação empática dos enfermeiros (EACEE – Comunicação Empática Global e as suas subescalas Abertura/Flexibilidade, Escuta/Interesse e Influência). À semelhança de análises anteriores, foram reproduzidos dois tipos globais de modelos por se verificar a existência de multicolinearidade entre algumas variáveis, quando introduzidas, em simultâneo, no mesmo modelo de regressão (e.g., EACEE – Comunicação Empática Global e subescalas).

Quando as variáveis profissionais não eram significativas, introduziram-se as variáveis sociodemográficas e clínicas nos dois primeiros passos. Igualmente, consideraram-se como variáveis de resultado, indicadoras das experiências subjetivas de sofrimento dos doentes, o IESSD – Sofrimento Global e as suas subescalas, o Sofrimento Psicológico, o Sofrimento Físico, o Sofrimento Existencial, o Sofrimento Sociorrelacional e as Experiências Positivas do Sofrimento.

Apresentam-se, seguidamente, os resultados das análises efetuadas para testar a

Hipótese 2

. De salientar que se obtiveram modelos preditivos estatisticamente significativos,

apenas, para as dimensões do

Sofrimento Global

,

Sofrimento Psicológico

,

Sofrimento Existencial

,

Sofrimento Sociorrelacional

e

Experiências Positivas de Sofrimento

. Apresentam-se, em sequência,

apenas os resultados significativos referentes a estas variáveis.

Sofrimento Global

Expõem-se, em baixo, os modelos significativos de predição do Sofrimento Global (IESSD) para testar os efeitos independentes das Competências de Comunicação Empática dos Enfermeiros (EACEE), sobre os níveis de Sofrimento Global das pessoas com doença oncológica.

Nas Tabelas 8 e 9 encontram-se os resultados das regressões hierárquicas múltiplas para as variáveis preditoras do Sofrimento Global.

Os dados da Tabela 8 permitem constatar que o modelo apresentado é significativo na

predição do Sofrimento Global experienciado pelas pessoas com doença oncológica (

F

(5,77) = 3.082;

p

< .05), permitindo explicar 11.3% da variância total corrigida. Assim, relatam mais sofrimento

global os doentes que apresentam mais Tempo de Diagnóstico (β = .256), bem como os doentes internados em Unidade Hospitalar Concelhia (β = .275). Estas variáveis permitem explicar 14.3% da variância total encontrada. Por fim, verifica-se que a Comunicação Empática (EACEE), dada

pela variávelEACEE – Comunicação Empática Global, não se constitui preditor significativo do

Sofrimento Global das pessoas com doença oncológica.

Tabela 8