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A (FLSM) tem como Presidente o sr. Lúcio Crespo, de 63 anos de idade, e na direção há 30 anos. A mesma divide-se em duas áreas distintas, uma funciona como Atividades de Tempos Livres (ATL) e a outra funciona como Jardim de Infância e Creche.

De acordo com a opinião do Presidente, o impacto que a FLSM tem para a Freguesia é bastante positivo, uma vez que dá a possibilidade de acolher as crianças, pois “acolher cá as crianças é dar possibilidade para que os pais procurem a sua subsistência, nomeadamente com a possibilidade que tanto as mães como os pais possam ter,

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desenvolver uma atividade profissional” (cf. apêndice 5B e 5C). Para além de todas as suas polivalências, uma das colaborações diretas com as outras entidades da freguesia é o fornecimento de refeições ao pré-escolar, nunca desprezando a abertura quando se trata de outras atividades propostas, como é o caso da SAMA, da JFA, do RFF e do LSA. Com o avançar da entrevista, e de modo a tentar perceber que tipo de atividades a FLSM desenvolve colaborativamente com outras entidades e quais são, o sr. Lúcio Crespo afirma não serem muitas “para além da atividade que temos com o fornecimento de refeições ao pré-escolar, em colaboração com a associação de pais”. Porém, mencionou que também estão “sempre disponíveis para desenvolver outro tipo de atividades”, sempre que lhes sejam propostas, revelando alguns trabalhos desenvolvidos, segundo menciona, com “a Filarmónica, se calhar parcerias com a Junta, se calhar com o Rancho, com o Lar Social. Essencialmente, sempre que nos pedem colaboração nós estamos disponíveis” (cf. Apêndice 5B e 5C).

Quanto à melhoria do trabalho em rede, o sr. Lúcio Crespo afirma que todo o trabalho em rede na freguesia pode ser melhorado, salientando a falta de convivência entre as diversas coletividades, e apontando como principal motivo a sobreposição de eventos nas mesmas datas, o que em nada beneficia as coletividades, necessitando de uma entidade que possa fazer esta mediação. Assim, justifica que, para “além da cooperação que eu acho que deveria de existir em todas as coletividades, eu acho que, havendo essa colaboração, poder-se-ia desenvolver qualquer tipo de trabalho ou qualquer tipo de atividade” (cf. Apêndice 5B e 5C).

Como trabalho/atividade em rede que poderia ser ainda mais desenvolvida, o mesmo confessa não ter uma resposta, justificando que dado o tempo que se encontra à frente da instituição, acaba por estar mais ligado gestão da instituição, afirmando deixar “esse tipo de atividades, tipo de propostas que possam surgir para as nossas colaboradoras, nomeadamente, portanto, aqui no ATL é a Luísa ou a Ana Rita e neste momento a Bárbara, lá em baixo é a Irene e a Dulcínea. Elas é que coordenam mais esse tipo de atividades. A nós só nos pedem luz verde e nós, se entendermos que devem de avançar, avançam e pronto” (cf. Apêndice 5B e 5C).

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Perante esta lacuna, agendei entrevista com uma das colaboradoras mencionadas por Lúcio Crespo, a Ana Rita Júlio, que embora não seja da Freguesia, já desenvolve atividade no ATL à quatro anos, permitindo assim uma visão do que atualmente é realizado na freguesia, e uma opinião isenta do que atualmente se faz e do que poderia ser ainda mais desenvolvido.

A Ana Júlio mencionou como atividades a serem melhoradas o Arrabal em Movimento que “pessoalmente, não conhecia” e que achou “superinteressante”, justificando que “são atividades […] que são benéficas para as próprias instituições. Também são formas de valorizar o seu trabalho, darem a conhecer”. No fundo dar a “conhecer o trabalho que é feito pelas outras instituições” (cf. Apêndice 5.1B e 5.1C). Mas não se fica só por este projeto, pois para além do Arrabal em Movimento, também mencionou mais dois eventos, o projeto Novos Ventos e o Dia da Criança.

O projeto Novos Ventos é um programa de teatro comunitário para as freguesias, que é desenvolvido ao longo de uma semana com os vários grupos da freguesia e que culminam numa apresentação dos trabalhos que foram desenvolvidos e com uma peça de teatro profissional (Leirena Teatro, s.d.). A FLSM também participou nas duas edições realizadas na Freguesia, mas de acordo com a Ana Júlio, embora tivesse resultado muito bem, na edição passada o projeto “não correu da mesma maneira. […] Porque calhou- nos, à freguesia, a vinda dos Novos Ventos em período escolar, ou seja, nós, enquanto fundação, não conseguimos funcionar da mesma maneira” (cf. Apêndice 5.1B e 5.1C). O Dia da Criança, consiste numa atividade realizada pela JFA, em articulação com a escola e jardins de infância da freguesia, de modo a proporcionar um dia de atividades e diferentes experiências às crianças da freguesia, evento que Ana Júlio considera ser uma articulação importante.

No que diz respeito a críticas, Lúcio Crespo afirma que o trabalho desenvolvido é “feito com cabeça, tronco e membros”. Já a Ana Júlio surpreende-lhe o facto de a Freguesia do Arrabal “ter tantas instituições, de ter tanta valência, tanta cultura, de ter uma oferta cultural excelente”. Porém, como crítica em concreto, ressalta que por vezes, “enquanto ATL, como nós apanhamos uma faixa etária que é mais relacionada com a escola, muitas vezes a escola é que fica convidada a participar e o ATL, nesse momento, não é tanto. Ou seja, nós participamos enquanto Cresce e Jardim de Infância e depois vai à escola, ou

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seja, nós, enquanto ATL, não tanto. Por isso, o que eu posso dizer é que, nas férias, ou sempre que seja possível, e que nós aí estamos a tempo inteiro com os meninos, sempre que for necessário também estamos disponíveis… Aí somos nós a resposta, não é a escola, não é, aí somos nós, é connosco que eles estão, por isso o que precisarem da nossa parte é a nós que podem recorrer” (cf. Apêndice 5.1B e 5.1C).

Em suma, através da entrevista ao sr. Lúcio Crespo e a Ana Júlio, foi possível constatar uma visão bastante clara e objetiva do que se passa na sua instituição e na freguesia, referindo, assim como a grande maioria dos entrevistados, haver pouca colaboração e diálogo entre as várias instituições que existem na freguesia, mas por outro lado perceber que as atividades realizadas são bem sucedidas.

É de ter em conta que ambos os entrevistados têm uma visão completamente diferente da realidade da associação, por um lado, temos o sr. Lúcio Crespo que assume estar mais ligado à gestão da instituição, mencionando apenas as atividades habituais (cf. apêndice 5B e 5C), e por outro, a colaboradora Ana Júlio, que manifesta ter um conhecimento mais amplo das atividades dinamizadas pela fundação, mais concretamente pelo ATL. A mesma chega a referir, dando seguimento ao raciocínio do sr. Lúcio Crespo quando menciona que sempre que são solicitados para atividades estão disponíveis e participam ativamente (cf. apêndice 5B e 5C), que as atividades que poderiam ser desenvolvidas novamente poderiam ir de encontro ao que é feito no Arrabal em Movimento, nos Novos Ventos e no Dia da Criança (cf. apêndice 5.1B e 5.1C). Ou seja, toda a atividade que fosse criada poderia ser “uma desculpa qualquer” para que todos ficassem a conhecer o que de melhor é feito na freguesia e inclusivamente cada associação/coletividade conhecer o trabalho que as outras fazem (cf. apêndice 5.1B e 5.1C).

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