5. DISCUSSION
5.1 EVOLUTION OF THE MÅSØY FAULT COMPLEX
5.1.1 Devonian to Early Carboniferous
Como já foi anteriormente especifi cado, o turismo assume um papel transversal como fenómeno sociológico. A sua capacidade relacional com um vasto leque de actividades societais, desencadeia uma dialéctica entre aspectos económicos, sociais e políticos e in- crementa um diálogo entre todos os sectores da vida comunitária. A satisfação das ne- cessidades fundamentais das populações locais é uma preocupação com alta relevância no contexto do Desenvolvimento Local, pelo que as práticas prosseguidas valorizam a capacitação comunitária (Amaro; 2008), conferindo a possibilidade de efectuar escolhas conscientes e responsáveis porque o resultado da disponibilidade de informação.
Os actores locais são considerados como estratégicos para a promoção do turismo no quadro do desenvolvimento, pelo que o apelo à participação activa e à mobilização dos recursos endógenos desencadeia a emergência de referenciais sócio-culturais e eco- nómico-produtivos fundamentados na capacitação a partir dos saberes-fazer tradicionais. É através da valorização dos saberes ancestrais e das práticas tradicionais que as comu- nidades locais podem criar e dar continuidade a matrizes de referência dos caminhos de desenvolvimento (Amaro, 2008). Estes intervenientes são habitualmente considerados como simples benefi ciários das iniciativas planeadas e prosseguidas, fi cando muitas ve- zes excluídos do protagonismo, do envolvimento e da participação. Contudo, os acto- res locais, incluindo os promotores e gestores das iniciativas, comunidades locais, guias e agentes turísticos, entre outros, são aqueles que contactam directamente com os viajantes, estabelecendo com eles relações que podem ser vantajosas para ambos, ou pelo contrário prejudiciais. Assim, todos os que intervêm no processo, de forma directa ou indirecta, de- verão ser considerados como protagonistas, e por isso actores, conscientes e responsáveis, regulando os seus comportamentos por princípios éticos e de respeito pelas diferenças, quaisquer que elas sejam.
Paralelamente à valorização das culturas tradicionais, seguramente necessárias para as actividades turísticas, o sector requer adaptação de conhecimentos, modernização no
desempenho funcional e a efectivação do critério da qualidade na prestação de serviços. É também através da capacitação dos agentes locais, que se promove e valoriza as tradições e os costumes, tão importantes para ser descobertos pelos viajantes que privilegiam a cultu- ra e os saberes populares. O turismo tem um papel determinante no que respeita às práti- cas e aos saberes locais: só com preservação dos saberes e da cultura das comunidades lo- cais, os diferentes recursos patrimoniais (naturais, construídos e reproduzidos) podem ser valorizados, reabilitados e recriados através do desenvolvimento de actividades geradoras de rendimentos para as comunidades (Amaro, 2008). Estes factores estimulam e reforçam identidades comunitárias, contribuindo, por um lado, para a manutenção de elementos culturais de referência para as populações locais e, por outro lado, para a redefi nição das prioridades na relação com a natureza e com os recursos disponíveis, permitindo criar novos equilíbrios, mais justos, equitativos e sustentáveis.
A tomada de consciência da importância de recursos ambientais, tais como a bio- diversidade, o endemismo e os ecossistemas, representa uma mais valia para a vida das comunidades locais por garantir a sustentabilidade ambiental. Assim, o turismo surge como o meio que permite comercializar produtos ambientais e culturais, promovendo a relação entre eixos estruturantes do desenvolvimento comunitário: o social; o económico; e o ambiental, tendo na base do processo as próprias populações.
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