4. Analytical method development
4.4 Development of LC-MS/MS method
A Pesquisa TIC Domicílios 20066, realizada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil - CGIBR7, sinaliza a continuidade do trabalho dessa instituição iniciada com uma primeira pesquisa no ano de 2005.
Em relação ao acesso ao computador, conforme a figura a seguir, no domicílio, foi identificado que 19,63% dos domicílios têm acesso ao computador, representando uma proporção referente a cada 100 domicílios. Este resultado apresentou um acréscimo em relação aos resultados do ano de 2005 de três pontos percentuais. Segundo a pesquisa, a posse do computador tem relação direta com a classe social, a renda e a escolaridade do respondente.
Gráfico 1 - Indicadores de Propriedade de Computador no Brasil
Fonte: CGIBR (2006)
A pesquisa aponta, em 2006, as regiões Sul (24,6%) e Sudeste (24,2%) cujos percentuais de domicílios com computador apresentam-se acima da média
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Em 2006 foram realizadas 10.510 entrevistas na zona urbana, com pessoas a partir de 10 anos de idade, cobrindo as cinco regiões do país. As entrevistas foram feitas entre os meses de julho e agosto de 2006.
7 CGIBR - O Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) foi criado pela Portaria Interministerial nº 147, de 31 de maio de 1995 e alterada pelo Decreto Presidencial nº 4.829, de 3 de setembro de 2003, para coordenar e integrar todas as iniciativas de serviços Internet no país, promovendo a qualidade técnica, a inovação e a disseminação dos serviços ofertados.
nacional, em contraste com os percentuais das regiões Norte (10,4%) e Nordeste (8,6%), bem abaixo dessa média. O sistema operacional predominante é o Windows, sendo que apenas 1% da população, que possui computador, utiliza o software livre
Linux como sistema operacional.
Na questão do acesso à Internet, no domicílio, foi apurado que 14,49% dos domicílios pesquisados têm acesso. Segundo a pesquisa, este percentual tem relação com a classe social, a escolaridade e a renda do respondente, pois, na medida em que estas aumentam, aumenta a proporção dos domicílios com acesso à Internet. Segundo a análise comparativa desse resultado, considerando os períodos de 2005 e 2006, a pesquisa apresenta esta situação estável, pois, incluindo o acesso via telefone celular, em 2005, estes dados apresentaram um percentual de 21,4%, enquanto o acesso apenas por laptop ou desktop era de 13%.
Entre as justificativas apresentadas pelas pessoas, que não dispõem de acesso à Internet em casa, a pesquisa aponta como a de maior incidência aquela referente à falta de computador e o alto custo desse equipamento, refletindo preponderantemente as classes sociais “B”, “C”, ”D” e “E”.
Em relação ao uso do computador, local e freqüência desse uso, dos entrevistados com mais de 10 anos de idade, 45,65% afirmaram já ter usado o computador, sendo que 70% desses estavam no intervalo de 10 a 24 anos de idade. A proporção de pessoas que já utilizaram o computador varia com o grau de instrução, a renda e a classe social, pois de 44%, entre os que tinham ensino fundamental, passou para 94% entre os que apresentavam ensino superior; 17,78% dos que percebem até R$ 300,00 já utilizaram o computador, em contrapartida com os 79% que percebem seis ou mais vezes esse valor; 23% das pessoas das classes “D” e “E” e 54% das pessoas da classe “C” já utilizaram computador, comparando com os 97% das pessoas da classe “A”.
Em relação a gênero, também foi possível observar, através da pesquisa, uma diferença entre o percentual de 49% de homens que já utilizaram o computador e o de 43% das mulheres.
No que diz respeito ao local de uso do computador, 43% afirmou usar em casa, 25% usou no trabalho, 25% em lan houses e 18% na escola. Desses indicadores, o único que apresentou uma queda percentual, na ordem de 6%, tem
relação com o uso na escola, e as classes “D” e “E” utilizam o computador em lan
houses, na proporção de 34%; e na escola na proporção de 30%. O uso na escola
está, segundo a pesquisa, sendo substituído em parcela significativa pelos centros de acesso público pagos, lan houses, cyber cafés, entre outros.
Essa pesquisa apresentou que, entre os hábitos que levam as pessoas, com mais de 10 anos de idade, a utilizarem a Internet pode ser destacado que: 33% já utilizaram a Internet pelo menos uma vez; a proporção das pessoas que já tiveram contato com a Internet aumenta, à semelhança do computador, de acordo com a classe social, a escolaridade e a renda.
Enquanto 95% das pessoas da classe “A” já usaram a Internet, somente 12% das pessoas da classe “D” e “E” tiveram a oportunidade de usar a Internet. Tem-se que 87% das pessoas, com nível superior, já acessaram a Internet contra 28% daquelas que apresentaram escolaridade em nível de ensino fundamental.
Em relação à renda, 7% das pessoas que recebem até R$ 300,00 já usaram a Internet, enquanto aquelas que recebem acima de seis vezes mais esse valor apresentaram a proporção de 70%. De acordo com o mesmo parâmetro de uso do computador, o uso da Internet pelos homens apresentou percentual de 36%, enquanto o uso pelas mulheres ficou em um patamar de 31%. A idade também foi um fator de diferenciação na medida em que a pesquisa apontou que os mais jovens têm mais acesso à Internet que os mais velhos.
No que diz respeito à freqüência do uso da Internet, a pesquisa identificou que esta é determinada pela classe social, pela escolaridade e pela renda, que os homens usam mais que as mulheres.
Comparando o ano de 2005 com o de 2006, a pesquisa aponta uma tendência de aumento de domicílios com computador e com acesso à Internet, considerando o número de pessoas que acessam ter aumentado de um ano para o outro, conforme demonstra o Gráfico 2, a seguir.
Gráfico 2 - Indicadores de acesso à Internet no Brasil – 2006
Fonte: CETIC (2007)8
A casa, com 40%, foi indicada como sendo o local de maior uso da Internet, seguido pelos centros de acesso públicos pagos em 30%; trabalho em 24%; escola em 16%; e casa de pessoas conhecidas em 16%. Também no local de uso da Internet é possível identificar uma queda de 5%, considerando o dado do ano de 2005, do percentual referente à escola, enquanto os centros de acesso públicos pagos cresceram de forma significativa, principalmente nas classes “C”, passando de 19,55%, em 2005; para 35,54%, em 2006, e na “D” e “E”, passando de 30,02%, em 2005; para 48,08%, em 2006.
A qualificação em cursos de informática também foi uma questão abordada pela pesquisa. Do público entrevistado, 61% realizou um curso de informática há mais de um ano e 31% há mais de três anos.
A justificativa que aqueles que nunca fizeram qualquer curso de informática apresentaram tem relação ao custo dessas capacitações e, quanto mais baixa a classe social, maior o desejo de, em algum dia, realizar cursos de informática. Outra justificativa apresentada foi a falta de tempo, sendo que, de acordo com o aumento
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Disponível em <http://www.cetic.br> Acesso em: em 12/08/2007> Acesso em: 12 de agosto de 2007.
de idade e escolaridade, as pessoas apresentaram maior motivação para encontrar tempo disponível.
Um número expressivo de pessoas, na proporção de 59% sobre o total da população entrevistada, afirmou não possuir habilidade suficiente no uso do computador, para atender às exigências de mercado. Daquelas que declaram possuir tal habilidade, a pesquisa identificou que são, predominantemente, pertencentes à classe social “A” e com ensino superior.
Com relação a habilidades com a Internet, usando como base respondente 3.502 pessoas que declararam já ter utilizado a Internet, cerca de 64,39% o fizeram para fins de treinamento e educação, sendo, neste percentual, identificado que as mulheres e as pessoas com nível de ensino superior utilizam mais a Internet para esses fins. Ainda com foco nessa finalidade, foi identificado que, quanto menor a idade, maior a renda e mais alta a classe social, e maior a freqüência para esses fins.
Considerando as atividades realizadas pelas pessoas que utilizaram a Internet, nos três meses que antecederam a investigação, a pesquisa escolar demonstrou ser a de maior freqüência, com 88,5% das respostas. A educação a distancia, via Internet, apresentou uma baixa freqüência, de 10,13%, sendo as pessoas com maior nível de instrução, com maior renda e integrante das classes mais elevadas, que tendem a usar essa modalidade de ensino.
Os dados apresentados pela pesquisa apontam que, embora tenha havido avanços em relação à propriedade e ao uso do computador e da Internet, estes ainda continuam sendo determinados pelos aspectos socioeconômicos, pois a população, com nível de escolaridade mais alto, com maior renda e mais jovem, tem mais acesso à infra-estrutura de telecomunicações e aos serviços da rede. A pesquisa indica, também, que as políticas públicas de inclusão digital, promovendo o uso e direcionadas para pessoas que apresentam menor renda através de centros públicos de acesso, de forma paga ou gratuita, podem ser mais eficazes que políticas que promovam a propriedade, pois ainda continua muito elevado o custo para a aquisição dessas tecnologias para a população mais pobre.
Rogério Santanna dos Santos, conselheiro titular do CGIBR, diz que os dados divulgados pelas duas pesquisas realizadas pelo Comitê Gestor da Internet, no
Brasil, demonstram que o índice de acesso à Internet, pela população brasileira, tem como fatores determinantes a renda e a educação. “[...] acesso cresce à medida que
aumenta o nível educacional e a média de renda da população” (AGÊNCIA
FAPESP, 2007).
Clifford Young, diretor geral da Ipsos Opinion9, considera que o grupo de pessoas que utilizam a Internet é constituído, significativamente, por jovens; e o acesso também é realizado nas escolas e nos Telecentros. Também argumenta sobre a relação da exclusão digital e o espaço geográfico dos centros urbanos, podendo, entre dois indivíduos que apresentam a mesma situação econômico- financeira, ter, aquele que mora próximo a um bairro nobre, três vezes mais chance de ter acesso a um computador do que aquele que mora na periferia (AGÊNCIA FAPESP, 2007).
Frente a essa realidade diagnosticada no território brasileiro, apresentando índices significativos de exclusão digital, as instituições, sejam públicas ou privadas, e o Estado, em suas diferentes esferas de poder, precisa elaborar e, implementar, políticas públicas e sociais que promovam a inclusão digital como uma medida de combate à exclusão social.
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