Chapter 4: DATA AND DESCRIPTIVE STATISTICS
4.4. DESCRIPTIVE STATISTICS OF STRUCTURE OF FIXED CAPITAL
Para realização do estudo de campo recorreu-se ao contato inicial com os agentes dos governos locais. Ao mesmo tempo que figuraram como público-alvo da avaliação, foram eles os responsáveis por facilitar o acesso aos beneficiários, devido ao fato do conhecimento das realidades envoltas aos residenciais. Portanto, a partir do assentimento à pesquisa, agendamento das entrevistas e das visitas aos conjuntos habitacionais, a pesquisa in loco pôde ser executada e concluída.
AVALIAÇÃO DERESULTADOS
Eficácia Análise das Redes Sociais
Teoria do Programa
Percepção dos Gestores Satisfação dos Beneficiários Vivência de Campo
65 Esse momento do estudo ocorreu em duas etapas: a primeira, que aconteceu entre os dias 27/09/2015 até 10/10/2015, tendo visitado os municípios de Juiz de Fora, Alfenas, Ituiutaba e Uberlândia; e a segunda, durante os dias 18/10/2015 até 30/10/2015, abrangendo Almenara, Janaúba, Montes Claros e Betim. No total foram 25 dias e cerca de 4.900km percorridos.
Quanto aos gestores públicos locais, em cada município sugeriu-se a indicação de profissionais que mais se envolveram nas atividades do Programa, tendo em vista as peculiaridades dos roteiros – Operacional e Social. A recomendação apresentou distinções nos municípios, uma vez que em determinado lugar mais pessoas se envolveram do que em outros.
Nesse sentido, foram abordados 24 indivíduos (09 para o Operacional e 15 para o eixo Social), que ao longo do texto são mencionados preservando a identidade e conforme os códigos expostos no Quadro 11, sendo EO para os entrevistados do Eixo Operacional e ES para os entrevistados do Eixo Social. Interessante comentar, ainda, que as entrevistas renderam cerca de 12 horas de áudio, isto é, aproximadamente 720 minutos de gravação e, quando transcritas, somaram 139 páginas de informações.
Quadro 11 – Entrevistados por eixo e designação ao longo do texto
EIXO DESIGNAÇÃO MUNICÍPIOS
Operacional EO1 a EO9 Alfenas, Almenara, Betim
Ituiutaba, Janaúba, Juiz de Fora Montes Claros e Uberlândia
Social ES1 a ES15
Fonte: elaboração própria.
Dentre os gestores públicos locais entrevistados, a média de idade foi de 43 anos, sendo 25 anos o mínimo e o máximo 63 anos. A maioria foi do sexo feminino (14) – masculino (10). Todos possuíam ensino superior, sendo 05 com pós-graduação (especialização e/ou mestrado acadêmico). As formações mais recorrentes, nesse sentido, foram Serviço Social (11), Engenharia Civil (3) e Administração (3). No que diz respeito aos cargos ocupados, a maioria foi Técnico Social (8), cargos comissionados (4); e coordenador/assessor de projetos (3). Para aqueles que exerciam função de chefia, direção e/ou coordenação em seus respectivos setores identificou-se 07 entrevistados. Do total, 06 encontravam-se filiados a partidos políticos, sendo o Democratas o que trouxe mais adeptos (2).
Sobre as instituições das quais faziam parte, a maioria estava lotada nas Secretarias Municipais de Assistência Social (9) e suas variações de nomenclatura (Desenvolvimento Social e/ou Promoção Social) e nas Secretarias/Superintendências/Empresas Municipais de Habitação (9).
O outro público-alvo da avaliação correspondeu aos beneficiários. A delimitação do número de indivíduos que foram entrevistados teve como base o cálculo amostral. A aplicação das variáveis descritas na Tabela 7 resultou numa amostra mínima de 96 sujeitos.
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Tabela 7 – Aplicação do cálculo amostral
SÍMBOLO DESCRIÇÃO VALORES
Nível de confiança escolhido 1,960
Q Probabilidade de ocorrência do fenômeno 0,50
P Probabilidade de não ocorrência do fenômeno 0,50
N População 17.163
Ε Erro amostral 0,10
N TAMANHO DA AMOSTRA 96
Fonte: resultados da pesquisa.
Como a população considerada correspondeu ao número de famílias (equivalente ao número de unidades habitacionais entregues), considerou-se pertinente estratificar a amostra, isto é, segmenta-la conforme a participação de cada município na população total. Na Tabela 8, além da estratificação, apresenta-se o total de aplicações evidenciando que este montante superou a amostra determinada. Nota-se, com isso, que a aplicação dos questionários conseguiu abordar 110 beneficiários.
Tabela 8 – Estratificação da amostra e aplicações
MUNICÍPIO UNIDADES ENTREGUES ESTRATIFICAÇÃO AMOSTRA ESTRATIFICADA APLICAÇÕES
Alfenas 854 5% 05 10 Almenara 500 3% 03 08 Betim 2.396 14% 13 13 Ituiutaba 2.438 14% 13 13 Janaúba 1.268 7% 07 11 Juiz de Fora 2.980 17% 16 16 Montes Claros 2.903 17% 16 16 Uberlândia 4.159 24% 23 23 Total 17.498 100% 96 110
Fonte: resultados da pesquisa.
A abordagem com os beneficiários ocorreu por meio da aplicação de questionários pessoalmente nos residenciais. A atividade contou com o auxílio de profissionais da área de assistência social dos municípios que, devido a suas funções, possuem proximidade às famílias. Uma vez direcionados aos residenciais, procurava-se, quando existente, uma liderança local para facilitar o acesso às famílias (normalmente representantes do bairro, no caso de empreendimentos compostos por casas por 01 pavimento; ou síndicos/zeladores, para os residenciais construídos sob a forma de apartamento). As estratégias foram tomadas por conta dos relatos de insegurança que circundavam os conjuntos habitacionais (principalmente quando ocorriam invasões e/ou repasses indevidos – fatos que serão mais bem discutidas adiante), além de evitar quaisquer constrangimentos e/ou situações invasivas.
O perfil dos beneficiários entrevistados apresentou as seguintes características: a maioria era mulher (83%), de baixa escolaridade (66%), solteiras (54%), com rendimento mensal de até 01 salário mínimo (77%), originário de benefícios sociais e trabalho informal (66%) e com idade média de 40 anos. Um dado interessante é que 38% dos entrevistados declararam que a única fonte de rendimento familiar advém de benefícios sociais, com destaque
67 para o Bolsa Família. Tal informação corrobora com a similaridade entre os públicos-alvo dos dois Programas, ou seja, mulheres em situação de vulnerabilidade. As famílias, por sua vez, tinham em média 04 membros, com maior frequência de crianças (28%) e adultos (48%). Identificou-se baixo percentual de idosos (6%) e de núcleos familiares com algum integrante com deficiência física (9%). Na Tabela 9, traz-se os atributos dos beneficiários e de suas respectivas famílias.
Tabela 9 – Características do perfil dos beneficiários entrevistados e de suas famílias
CARACTERÍSTICA F
REQUÊNCIA RELATIVA FREQUÊNCIA ABSOLUTA
GÊNERO
Masculino 17% 19
Feminino 83% 91
TOTAL 100% 110
ESCOLARIDADE FREQUÊNCIA RELATIVA FREQUÊNCIA ABSOLUTA
Nenhuma 5% 06
Ens. Fundamental Incompleto 44% 48
Ens. Fundamental Completo 17% 19
Ens. Médio Incompleto 11% 12
Ens. Médio Completo 20% 22
Ens. Superior Incompleto 3% 03
TOTAL 100% 110
ESTADO CIVIL FREQUÊNCIA RELATIVA FREQUÊNCIA ABSOLUTA
Solteiro 54% 59
Casado 35% 38
Separado ou Divorciado 8% 08
Viúvo 5% 05
TOTAL 100% 110
RENDA FAMILIAR MENSAL FREQUÊNCIA RELATIVA FREQUÊNCIA ABSOLUTA
Até 1 S.M. 77% 85
Entre 1 a 2 S.M. 20% 22
Entre 2 a 3 S.M. 2% 02
Mais do que 3 S.M. 1% 01
TOTAL 100% 110
ORIGEM DA RENDA FAMILIAR FREQUÊNCIA RELATIVA FREQUÊNCIA ABSOLUTA
Trabalho formal, apenas 16% 18
Trabalho informal, apenas 11% 12
Benefícios sociais, apenas 38% 42
Trabalho formal e benefícios sociais 5% 05
Trabalho informal e benefícios sociais 28% 31
Trabalho formal, informal e benefícios sociais 2% 02
TOTAL 100% 110 < IDADE Entre 18 e 34 anos 38% 42 Entre 35 e 59 anos 50% 55 60 anos ou mais 12% 13 TOTAL 100% 110
NÚMERO DE OCUPANTES FREQUÊNCIA RELATIVA FREQUÊNCIA ABSOLUTA
Até 2 pessoas 20% 22
Entre 03 a 05 pessoas 61% 67
06 ou mais pessoas 19% 21
TOTAL 100% 110
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Tabela 9 – Características do perfil dos beneficiários entrevistados e de suas famílias
(Conclusão) CARACTERÍSTICA
FREQUÊNCIA RELATIVA FREQUÊNCIA ABSOLUTA
COMPOSIÇÃO DAS FAMÍLIAS
Crianças 28% 97
Adolescentes 18% 61
Adultos 48% 166
Idosos 6% 20
TOTAL 100% 344
PESSOA(S) COM DEFICIÊNCIA FÍSICA FREQUÊNCIA RELATIVA FREQUÊNCIA ABSOLUTA
Sim 9% 10
Não 91% 100
Total 100% 110
Fonte: resultados da pesquisa.
De modo a auxiliar no processo de avaliação dos resultados, segmentou-se os beneficiários em três grupos diferentes, delimitados como forma a reunir características específicas (Tabela 10).
Tabela 10 – Agrupamento dos beneficiários conforme características estabelecidas
GRUPO DE BENEFICIÁRIOS FREQUÊNCIA RELATIVA FREQUÊNCIA ABSOLUTA
Fase do Programa Fase I Fase II 40% 60% 44 66
Tipologia do empreendimento Casas 01 pavimento Apartamentos 51% 49% 56 54
Tamanho da família
Até 02 pessoas 20% 22
Entre 03 a 05 pessoas 61% 67
06 ou mais pessoas 19% 21
TOTAL 100% 110
Fonte: resultados da pesquisa.
Devido ao estudo abranger as duas fases do Programa e as entrevistas terem ocorrido em empreendimentos de ambos os períodos, o primeiro grupamento dividiu os beneficiários da fase I e da fase II. Outro aspecto, diz respeito à tipologia do empreendimento, ou seja, beneficiários em casas de 01 pavimento ou em apartamentos. Além destas, utilizou-se a variável tamanho da família, tendo beneficiários com até 2 pessoas na família, de 3 a 5 pessoas e acima de 06 moradores. Entendeu-se que esses distintos agrupamentos têm a possibilidade de trazer diferentes posicionamentos e auxiliar na melhor interpretação das satisfações dos beneficiados quanto aos principais produtos e resultados ocasionados pelo Programa, além de permitir análises comparadas.