A Folha de S.Paulo inicia sua cobertura no mesmo dia de O Globo, 7 de junho, também surpresa pelas manifestações e condenando a ação de manifestantes. Os protestos não são noticiados nas páginas da editoria de Poder, mas na seção Cotidiano, com o título Protesto contra aumento de ônibus tem confronto e vandalismo em SP183. Logo há associações do Movimento Passe Livre (MPL) à “ala radical de partidos” como o PSOL e o PSTU, ressaltando sempre o confronto e a violência, e afirmando que a Polícia Militar “utilizou balas de borracha e gás lacrimogêneo para tentar conter a depredação”. A palavra “protesto” já aparece quatro vezes, seguida de “ato” (2) e “manifestação” (1). A maioria dos personagens são duas pessoas prejudicadas pelo acontecimento daquela noite, além de um detido e de um policial.
No dia seguinte, há mais conflito e infração em novo ato, registrado na chamada de capa Manifestantes causam medo, param marginal e picham ônibus184. Apenas uma
página, a capa do caderno Cotidiano, é dedicada à cobertura das ruas em si, em que a palavra mais utilizada é, novamente, “protesto”, e com destaque aos danos causados pela manifestação: ônibus pichado, comércio fechado e um colégio particular que decidiu dispensar os alunos mais cedo. Inclusive, além de dois políticos (o prefeito Fernando Haddad e o governador Geraldo Alckmin), os personagens da narrativa são duas pessoas prejudicadas pelo acontecimento, o diretor da escola fechada e uma mãe que precisou buscar a filha mais cedo. Internamente, o jornal faz análises políticas sobre o MPL, como Grupo Passe Livre foi apoiado por petistas em 2011 e Haddad silencia; Alckmin diz que manifestação é ‘vandalismo’.
A edição do dia 10 não traz informações sobre novos protestos, mas há uma chamada secundária na capa que diz: Haddad apoia atuação da PM em protestos contra tarifa. Para o prefeito, os policiais agiram “para liberar as ruas” ao usarem bombas de gás e balas de borracha contra os manifestantes, repressão que volta a ocorrer na edição do dia 11, desta vez, no Rio de Janeiro. A fotolegenda na capa, intitulada Triste rotina185, mostra um policial no que parece ser um campo de batalha, com escudo levantado, colete e
183 Análise disponível no Apêndice 6 - Quadro 6.1. 184 Análise disponível no Apêndice 6 - Quadro 6.2. 185 Análise disponível no Apêndice 6 - Quadro 6.3.
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capacete. A cobertura do ato carioca é relatado, mais uma vez, pelo viés do confronto, com prisões de manifestantes.
De volta a São Paulo, seu território, a Folha de S.Paulo noticia, no dia 12, “o mais violento protesto contra o aumento da tarifa”186. Na capa, há três fotos, e em todas há chamas, o que condiz com o relato dos fatos, reportados como um “clima de guerra”. A palavra “protesto” é usada sete vezes para definir o acontecimento, enquanto “ato” aparece seis vezes. As pessoas prejudicadas são três e voltam a ser maioria entre os personagens da narrativa, porém, também há dois organizadores da manifestação. Nesse dia, a Folha registra que um repórter do jornal foi detido, juntamente com um fotógrafo de outro veículo, sob acusação de estar atrapalhando a ação da Polícia Militar. Ambos foram liberados.
Outro jornalista na cobertura, Giba Bergamim Jr., escreve um depoimento sobre a cena que testemunhou: um policial ferido, sangrando, é cercado por cerca de dez pessoas que “quase” o lincharam. Ele consegue se levantar e puxar a arma do coldre, aponta para os manifestantes, mas não atira, o que deixou o repórter impressionado. Na edição do dia seguinte, uma grande foto do registro da cena descrita por Bergamim estampa a capa do jornal. Trata-se do policial Militar Wanderlei Vignoli, que concede uma entrevista sobre os momentos pelos quais passou.
Sobre a foto, está a manchete Governo de SP diz que será mais duro contra vandalismo, posição endossada pelo editorial Retomar a Paulista. Para o veículo, a “avenida vital de São Paulo se tornou território preferido de protestos abusivos, que prejudicam milhões para chamar a atenção do público”, atribuindo os atos a “jovens predispostos à violência por uma ideologia pseudorrevolucionária”. O jornal defende, ainda, que “o poder público deveria vetar as [manifestações] potencialmente mais perturbadoras e indicar locais alternativos”.
No dia 14, há mais protestos na cidade e, na capa, acompanhando a manchete Polícia reage com violência a protesto e SP vive noite de caos187, estão flagras da repressão policial que havia sido denunciada anteriormente por manifestantes. São duas fotos, uma de um PM agredindo um casal que, conforme o jornal, “tomava cerveja em um
186 Análise disponível no Apêndice 6 - Quadros 6.4 e 6.5. 187 Análise disponível no Apêndice 6 - Quadros 6.6 a 6.8.
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bar”, e outra que mostra a repórter da Folha de S.Paulo Giuliana Vallone sentada no chão, com o rosto ensanguentado após ter sido ferida por um tiro de bala de borracha da polícia. Com muito conflito na cobertura, a palavra “protesto” define o ato 21 vezes, contra 12 de “ato” e 10 de “manifestação”, comprovando mais uma vez a nossa hipótese inicial. A expressão “manifestantes” é a que majoritariamente aparece no texto para definir as pessoas que participam dos acontecimentos, 26 vezes.
À primeira vista, a cobertura da Folha parece ser bem mais gráfica e imagética do que a de O Globo, pois constam mapas e cronologia dos protestos, inclusive com fotografias que registram cada ponto importante da cobertura. Ademais, com sete repórteres próprios feridos em uma noite, o jornal paulista parece assumir um tom mais balançado na crítica aos manifestantes, como também fez o jornal carioca, tentando deixar evidente a cisão entre os “radicais” que promovem os tumultos, e os ativistas que querem apenas se manifestar.
Essa visão é refletida no editorial do dia 15 de junho, Agentes do caos, condenando a “inaceitável violência” com que agiu a Polícia Militar, ajudando a promover a desordem e a parar a cidade num “espetáculo de despreparo, truculência e falta de controle”: “De promotores da paz pública, policiais transformaram-se em agentes do caos”, lamenta o veículo. Nesta data, não há notícias de novas manifestações, apenas repercussão dos atos anteriores.
A edição do dia 16 traz a notícia de uma manifestação com presos e feridos, também reprimida pela ação policial, na abertura da Copa das Confederações, em Brasília188. Felizmente, em campo, o Brasil derrotou o Japão por 3 a zero, e a foto escolhida para a capa foi a comemoração do atacante Neymar Jr. Noticiada nas páginas do caderno de Esporte, a reportagem é curta, mas tem tamanho suficiente para mostrar manifestantes e policiais em confronto mais uma vez.
No mesmo dia, o caderno Cotidiano traz mais cenas do último protesto em São Paulo, noticiado também na capa da edição189. Sem o factual, o jornal usa um tom mais moderado, como na reportagem A caminho do confronto, em que o repórter Fabiano Maisonnave relata como acompanhou alunos da Universidade de São Paulo (USP) até o
188 Análise disponível no Apêndice 6 - Quadro 6.9
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local da manifestação sem que nenhum conflito ocorresse. Talvez pelo viés mais solidário ao movimento e ao soft news, no caderno Cotidiano desta edição, a palavra “manifestação” é usada o dobro de vezes de “protesto”, mencionada apenas quatro vezes.
No dia 17, há mais cortina de fumaça, causada pelo lançamento de bombas de gás lacrimogêneo, na capa da Folha de S.Paulo. Outra vez, em um protesto em frente ao Maracanã, no Rio de Janeiro190, durante jogo da Copa das Confederações, manifestantes do movimento Copa pra Quem? Decidiram se aproximar da arena e foram reprimidos pelas forças de segurança. O acontecimento é noticiado no caderno de esportes, e tem apenas uma ocorrência da palavra “protesto”, sem o registro de outras definições. O restante da capa da edição é dedicado à preparação para as manifestações que ocorreriam na data em diversos municípios, cujas proporções, já sabemos, iriam muito além de qualquer expectativa oficial.
Em 18 de junho, a icônica foto de jovens ocupando o teto do Congresso Nacional, em um jogo de luz e sombra com a cúpula que representa a Câmara, é destaque na capa junto à manchete Milhares vão às ruas ‘contra tudo’; grupos atingem palácios191, na maior
manifestação no país “desde o ‘Fora, Collor’ (1992)”. A cobertura tem nove páginas e segue no caderno Cotidiano, apesar de o resto do país ter aderido à manifestação.
O veículo tenta mostrar as pautas difusas dos manifestantes, que são “contra tudo e contra todos”. Os critérios de noticiabilidade são conflito, infração, relevância e proximidade, e a palavra protesto é a mais mencionada, 45 vezes, seguida de “manifestação” (25) e “ato” (22). Notamos que, nas primeiras páginas, onde constam mais menções a confrontos e também cobertura fotográfica mais escura e com cenas de caos, o “protesto” tem mais ocorrências no texto.
No editorial do dia, os protestos são apenas desculpa para criticar o governo federal. O texto Protestos e vaias critica a falta de respostas de Dilma para a inflação, saúde, educação, segurança e transportes. Conforme acredita a Folha, os mutuários do programa Minha Casa, Minha Vida, que estariam por receber linhas de crédito subsidiado para a compra de eletrodomésticos são os únicos “com bons motivos para aplaudir o Planalto”. “Todos os outros brasileiros, em contraste, veem sua capacidade de consumo
190 Análise disponível no Apêndice 6 - Quadro 6.12. 191 Análise disponível no Apêndice 6 - Quadros 6.13 a 6.17.
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estreitar-se de forma acelerada, sob o golpe duplo do aumento da inflação e dos juros”. O veículo acredita que os protestos fazem parte dos “sinais de que se rompe a bolha de otimismo que levou Dilma ao Planalto”.
No dia 19, as manifestações ficam mais violentas, e são registrados saques e depredações pelo centro de São Paulo, sempre com a ressalva de ser um grupo de “baderneiros” atuando para desmerecer o protesto da maioria pacífica. Com a manchete Ato em SP tem ataque à prefeitura, saque e vandalismo; PM tarda a agir192, há pelo menos três fotos de conflito. Internamente, há um relato, em primeira pessoa, da colunista Mônica Bergamo, que estava no prédio da prefeitura no momento da tentativa de invasão e descreveu o pânico de funcionários. Novamente, a palavra “protesto” é a mais utilizada pela reportagem.
Já o editorial Incógnita nas ruas não deixa claro se está contra ou favorável aos protestos, mas ressalta que, “apesar de cenas isoladas de vandalismo”, os atos mobilizam uma classe média insatisfeita com o desempenho de vários níveis de governo. O jornal também explica que este movimento é diferente dos anos 1980 e 1990, uma vez que é “espontâneo e descentralizado”, e as lideranças não estão nas ruas, mas nas redes sociais. O artigo ainda ressalta as incertezas relativas aos desdobramentos do movimento: “nem os manifestantes sabem”.
A notícia aguardada pelo Movimento Passe Livre chega à manchete no dia 20: Protestos de rua derrubam tarifa193s. Já são 13 dias desde o primeiro ato, e os governos de Rio de Janeiro e São Paulo decidem ceder às reivindicações. Ainda assim, o povo está nas ruas mais uma vez. Há bloqueio de rodovias em diversos pontos do país, e novos confrontos entre policiais e manifestantes durante jogo da Copa das Confederações, desta vez, em Fortaleza. São 19 as vezes que ocorre a palavra “protesto”, dez a mais do que manifestação.
A opinião da Folha traz o texto Vitória das ruas afirmando que, ao mesmo tempo em que a revogação do aumento da tarifa é uma vitória para o MPL, os governadores e prefeitos de Rio e São Paulo “saem atônitos das manifestações que os encurralaram”.
192 Análise disponível no Apêndice 6 - Quadros 6.18 a 6.20. 193 Análise disponível no Apêndice 6 - Quadros 6.21 a 6.23.
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Conforme o veículo, nenhum partido “parece dar conta, por enquanto, de fenômeno tão multifacetado e amplo”.
Apesar da tranquilidade que se imaginou conquistar com a revogação do aumento da tarifa, a manchete do dia 21 é Protestos violentos se espalham pelo país e Dilma chama reunião194. Na capa, mais correria, confusão e cortina de fumaça. É nesta edição que está noticiada a primeira morte decorrente das manifestações, do estudante Marcos Delefrate, 18 anos, atropelado em Ribeirão Preto. Em Brasília, pessoas que participavam do ato depredaram o Palácio do Itamaraty e a presidenta Dilma cancelou viagem marcada a Salvador e ao Japão para acompanhar a situação. Na Avenida Paulista, militantes partidários foram hostilizados por ativistas antipartidários e, em Campinas, policiais entraram em confronto com manifestantes. No meio desta confusão toda, a palavra mais usada é “protesto” (30), seguida de “manifestação” (19) e “ato” (17).
No dia 22, ainda há tensão na capa da Folha. A manchete é o pronunciamento da mandatária da Nação, que prometeu receber líderes das manifestações e coibir “arruaça”. Os protestos do dia estão noticiados em chamadas secundárias, sobre o bloqueio ao acesso a aeroportos e lojas saqueadas no Rio de Janeiro, ambos com imagem na capa195. Com os transtornos causados à população, a maioria dos personagens são pessoas prejudicadas pelo acontecimento, especialmente quem precisou caminhar até o aeroporto. A palavra “protesto” é, mais uma vez, a mais utilizada.
Na edição dominical de 23 de junho, há uma área nobre dedicada a analisar “a semana em que o Brasil ardeu”, com resgate até da “estética da manifestação” e comparações com movimentos internacionais. Sobre a cobertura de protestos, há apenas um ato registrado na capa, subtítulo para a manchete Maioria dos paulistanos defende mais atos nas ruas. O texto diz Em Belo Horizonte, confronto próximo ao estádio do Mineirão deixa 19 feridos. Contudo, no que deve ter sido uma falha de edição, não há qualquer registro desse ato internamente, nem na seção Cotidiano e nem na seção Esporte196.
Ademais, nesta data, o editorial Mensagem bem-vinda comenta o pronunciamento de Dilma sobre as manifestações, afirmando que a presidenta reagiu “em tom conciliador
194 Análise disponível no Apêndice 6 - Quadros 6.24 a 6.27. 195 Análise disponível no Apêndice 6 - Quadros 6.28 e 6.29.
196 Encontramos a matéria apenas no caderno Cotidiano do dia seguinte, 24 de junho. Análise disponível no Apêndice 6 - Quadro 6.30.
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aos protestos, mas firme no repúdio à violência”. Porém, há críticas. Na opinião do veículo, a mandatária prometeu “um vago pacto”, sem se comprometer com “metas mais ambiciosas”.
Com as ruas mais esvaziadas, a capa do dia 24 traz na manchete as medidas anunciadas pelo Planalto para estancar os atos nas ruas, começando pela saúde. Uma fotolegenda na capa, da estátua de Carlos Drummond de Andrade, na orla do Rio, vestida com a máscara do movimento Anonymous197, chama para uma matéria sobre um ato diferente do que estávamos vendo nos últimos dias: “Em clima de domingão”, milhares de manifestantes fazem passeata pela orla pedindo o fim da tramitação da PEC 37, sem que seja registrado qualquer confronto.
Mas ainda é cedo para dizer que o movimento acabou, embora tenha arrefecido. O conflito e a infração voltam na capa da edição do dia 25, noticiando problemas em Brasília, Porto Alegre e Teresina198. Em um relato rápido e bastante imagético, sem personagens, o jornal volta a insistir que as situações de vandalismo são causadas por pessoas exteriores às marchas.
O jornal insiste nessa interpretação na edição do dia 26, na chamada Bandidos usam atos para assaltar e saquear, diz PM199, noticiando um arrastão no Rio de Janeiro, que terminou com um sargento do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e outras nove pessoas mortas. Os bandidos teriam se aproveitado de uma passeata de estudantes para fazer assaltos, e foram perseguidos pela polícia. Neste caso, as palavras “protesto” e “manifestação” têm ocorrências semelhantes, seis e sete vezes, respectivamente. Acreditamos que seja porque o jornal quer reforçar a hipótese de que os atos são pacíficos, atrapalhados por pessoas sem ligação com a causa.
No dia seguinte (27), mais uma morte é relatada na capa da edição: Jovem morre após cair de viaduto em protesto em MG200, durante mais um ato em dia de jogo da seleção brasileira de futebol pela Copa das Confederações. O texto de apoio dessa chamada também fala de novas manifestações em Brasília e em São Paulo, onde manifestantes promoveram um “beijaço” contra o deputado pastor Marco Feliciano. Na cobertura das
197 Análise disponível no Apêndice 6 - Quadro 6.31. 198 Análise disponível no Apêndice 6 - Quadro 6.32. 199 Análise disponível no Apêndice 6 - Quadro 6.33. 200 Análise disponível no Apêndice 6 - Quadro 6.34 e 6.35.
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manifestações do dia, encontramos sete vezes a palavra “protesto”; três vezes “ato”; e uma vez “manifestação”.
Além disso, o texto editorial Brasília se agita comenta a reação frenética dos três Poderes às reivindicações populares, mas adverte que eles correm o risco de “se perder em medidas de caráter inócuo ou populista”. “Os políticos foram tirados da inércia. Precisam, como se vê, encontrar o rumo certo”, alerta a Folha de S. Paulo.
Em 28 de junho, os protestos contra a Copa das Confederações continuam, e há uma fotolegenda que mostra um manifestante, sozinho, vestido de amarelo. Encarando a Tropa de Choque em Fortaleza201. A notícia diz que houve confronto e que há pelo menos sete feridos no ato. Como de costume, nas coberturas periféricas, fora de São Paulo, não há personagens, e a palavra “protesto” é novamente a mais utilizada, remontando a critérios de noticiabilidade de conflito e infração.
Nossa análise se encerra no dia 1º de julho, segunda-feira em que o país acorda em festa pela vitória da seleção brasileira na Copa das Confederações, mas em que também há notícia de um protesto, o derradeiro, que encerra a movimentação de junho de 2013. Ocorrido no último dia do mês, 30, no entorno do Maracanã, a chamada conta que houve confronto entre cerca de 1,2 mil manifestantes e a Polícia Militar202. Neste dia, o veículo parou de utilizar a cartola País em protesto, usada em uma faixa vermelha no topo das páginas da cobertura desde o início dos confrontos. A cobertura utiliza uma vez a palavra “protesto” e uma vez a palavra “manifestação” se atendo aos detalhes do confronto nas cercanias do estádio.
No dia 1º, ainda, o editorial Depois do tsunami comenta as pesquisas de avaliação do Datafolha, que mostram queda nas avaliações de Dilma, Alckmin e Haddad. Para o jornal, foram as manifestações que tiveram “efeito devastador” na avaliação dos governos federal, estadual e municipal e fizeram os cenários para as eleições do próximo ano se tornar indefinidos, com um “notável aumento dos votos brancos e nulos”, ponto de análise em que o jornal acertou.
201 Análise disponível no Apêndice 6 - Quadro 6.36. 202 Análise disponível no Apêndice 6 - Quadro 6.37.
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