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2 Eksperimentelle metoder

2.2 Densiometri med oscillerende rør

A Teoria Social Cognitiva apresentada por Bandura (1997a;1997b) postula que o comportamento é aprendido e influenciado pelas interações sociais. Por conseguinte, os indivíduos possuem a capacidade de autoavaliação como resultado das suas ações. Com base no proposto por Bandura (1997a), entende-se que quando se fala em competência do cuidador não se pode dissociar dois elementos fundamentais: a capacidade e a autoeficácia.

A capacidade traduz os conhecimentos, habilidades e as competências, sem descurar do potencial físico necessário para introduzir modificações (quando necessário), diminuindo ou restringindo os riscos associados e que não podem ser mudados. A autoeficácia diz respeito ao potencial individual na organização e execução dos procedimentos necessários na satisfação das exigências situacionais. Poder-se-á afirmar, então, que a autoeficácia corresponde a um juízo formulado por cada indivíduo sobre as suas capacidades para atingir um determinado nível de performance (Bandura, 1997a).

Schumacher, Stewart, Archbold, Dodd e Dibble (2000) referem que a mestria (mastery) tem sido definida como uma perspetiva pessoal positiva sobre a habilidade e comportamento durante o processo de cuidar. A autoeficácia é definida como a confiança do cuidador relativamente ao como ele(a) é capaz de gerir os problemas comportamentais e disfuncionalidades da pessoa idosa. Nesse sentido, tratando-se de uma autoperceção, os cuidadores necessitam de uma avaliação e orientação profissional para complementar a autoperceção em períodos críticos do cuidado. Logo, a autoeficácia, embora importante, não é suficiente para uma compreensão abrangente sobre como prestar bem os cuidados. A propósito do conceito de mestria, Meleis (2010) entende que esta é desenvolvida através da integração de novas habilidades no decurso do processo de transição. Incorpora diferentes dimensões, como a competência associada ao conhecimento desenvolvido e a iniciativa, a destreza psicomotora, a autoconfiança, bem como a capacidade de tomar decisões no desempenho do papel de cuidador.

Schumacher, Stewart, Archbold, Dodd e Dibble (2000) estudaram a competência dos cuidadores principais de pessoas idosas, tendo os resultados traduzido nove processos de cuidar:

 Monitorizar - corresponde à observação realizada pelo cuidador informal sobre a condição de saúde da pessoa idosa dependente, bem como às possíveis alterações decorrentes da doença crónica;

 Interpretar - compreende o significado atribuído ao que é observado pelo cuidador;  Tomar decisões - define-se como o processo de escolha de uma determinada

ação baseada na situação que é observada e interpretada;  Ser eficiente - traduz a concretização da tomada de decisão;

 Cuidar da segurança e do conforto do doente - compreende a maturação das ações concretizadas até ser encontrada uma melhor estratégia;

 Fazer ajustes - corresponde ao processo de maturação das ações até ser encontrada uma melhor estratégia;

 Aceder aos recursos - integra a obtenção dos equipamentos necessários para a prestação de cuidados;

 Trabalhar junto com o idoso - com o intuito de preservar a autonomia da pessoa cuidada;

 Assegurar-se que as necessidades do doente são adequadamente satisfeitas - através da negociação com o sistema de saúde.

Considera-se, então, que prestar bem os cuidados é importante para os cuidadores, e desenvolver os seus conhecimentos, competências e perícia, é fundamental no processo de assumirem esse papel.

De acordo com Schumacher e colaboradores (2008), a evidência sugere que alguns cuidadores se encontram melhor preparados por evidenciarem mais conhecimentos, experiências e envolvimento no cuidado, assim como demonstram melhor relação com a pessoa cuidada e melhor organização do sistema familiar.

Barg et al. (1998, in Schumacher, Stewart, Archbold, Dodd & Dibble, 2000) referem que sessenta e cinco por cento dos cuidadores que participaram numa intervenção psicoeducacional referiram extrema dificuldade em vigiar/assistir o doente e não sabiam o que fazer. Setenta por cento tinham preocupações em como gerir os cuidados no futuro. Em resultado desta exigência, e tal como reportam Schumacher e colaboradores (2000), o conceito de perícia das famílias cuidadoras é um conceito relevante, com significativas implicações clínicas e de investigação. À medida que as famílias vão sendo cada vez mais responsabilizadas pelos cuidados complexos aos seus familiares doentes, as intervenções destinadas a assisti-los precisam assentar numa base teórica sólida. O

desenvolvimento de conhecimento formal pode tornar mais explícita a natureza da perícia

dos cuidadores e possibilitar a investigação na qual este conceito seja a variável.

Recuperando o trabalho de Benner (2001) no que diz respeito aos níveis de expertise dos enfermeiros, Schumacher e colaboradores (2000) transferem este conhecimento para o estudo das famílias cuidadoras. Apropriando-se, ainda, do postulado por Benner (2001), estes autores consideram que, da mesma forma que o desenvolvimento da perícia dos enfermeiros ocorre ao longo de anos, o desenvolvimento da perícia das famílias cuidadoras também requer prática e experiência.

Estes processos são considerados por Schumacher dimensões do papel de cuidador, o qual pode ser desempenhado de forma mais ou menos competente. Schumacher e colaboradores (2000) trabalharam também a definição da competência da família para o cuidado e identificaram as suas propriedades. Este conceito foi definido como “the ability

to engage effectively and smoothly in nine core caregiving processes” (p. 199). Tirando

uma conclusão genérica, pode dizer-se que o cuidado era considerado eficaz quando deixava antever os melhores resultados, como por exemplo, uma ótima gestão dos sintomas, prevenção de danos e deteção precoce de problemas. Embora muitos dos resultados estivessem fora do controlo dos cuidadores, a competência para o cuidado conduzia aos melhores resultados apesar das circunstâncias. O cuidado era tranquilo quando fluía com o esforço aparente dos ganhos resultantes das ações executadas com base na experiência e na prática.

Face a estas conclusões os autores entendem que os enfermeiros precisam de conceitos e medidas que tornem as suas avaliações tão precisas e replicáveis quanto possível. Para Schumacher e colaboradores (2000) desenvolver conhecimento acerca da competência para o cuidado informal proporciona aos enfermeiros evidência teórica e empírica para suportar continuidade e tempo como imperativos terapêuticos.

1.8 Da evidência sobre a capacitação dos cuidadores informais de