O coco começou a ser cultivado no Brasil somente a partir do século XVI e sua produção concentrava-se exclusivamente em território baiano, conforme já indicamos. Martins e Jesus
Júnior (2011, p. 15) asseguram que, a partir da Bahia, “o coqueiro disseminou-se pelo litoral nordestino, especialmente por ser uma frutífera típica de clima tropical onde encontrou condições favoráveis para cultivo, e posteriormente acabou se adaptando em outras regiões do país”. Do litoral do Nordeste, essa produção se difundiu também para os Estados do Pará e do Espírito Santo, ainda na década de 1980, passando a ser cultivado em escala comercial pela primeira vez no Norte e no Sudeste. Assim, até o início dos anos 1990 o cultivo de coco se restringia apenas às regiões Nordeste, Sudeste e Norte, mas ainda continuava sendo produzido majoritariamente no litoral nordestino.
Esse quadro começou a ser alterado, entretanto, com a reestruturação produtiva do setor, que vem sendo responsável por uma importante dispersão espacial do cultivo de coco pelas cinco grandes regiões do país. Depois de já produzido em todo o litoral do Nordeste, no Pará e no Espírito Santo, o fruto passou a ser cultivado também no interior nordestino e nos outros Estados do Norte e do Sudeste100, como também no Centro-Oeste, por volta do começo dos anos 2000, e no Sul, apenas no início da década de 2010. A esse respeito, Cavalcanti, Mota e Silva (2006, p. 136) afirmam que “largamente cultivado no Nordeste em condições de sequeiro, principalmente por pequenos produtores, o coco é um produto em ascensão em diferentes regiões do Brasil”; como também acrescentam Fontes e Wanderley (2006).
Conforme revelam os dados divulgados pelo levantamento da Produção Agrícola Municipal, do IBGE, apresentados nas tabelas a seguir (tabelas 12, 13 e 14), o Nordeste continua sendo o principal produtor de coco no Brasil, destacando-se tanto em quantidade de frutos produzidos quanto em total de área plantada, tendo a produção dobrada em um período de 20 anos. Todavia os maiores crescimentos foram observados nas outras regiões, sobretudo quando consideramos a evolução da área plantada no período de 2000 a 2010, que obteve importante expansão em todas as regiões, especialmente no Sudeste, Centro-Oeste e Sul, com exceção apenas do Nordeste, onde se observa uma ligeira queda da área plantada em 2010. Ademais, todas as regiões apresentaram um aumento na quantidade produzida com coco.
Além do Nordeste, a região Norte também se destaca no quesito área plantada com coqueiros e quantidade produzida. Logo atrás vem o Sudeste, com uma importante área plantada e em crescente ascensão, sendo uma das regiões que mais teve seu espaço agrícola ocupado com coqueiros nas últimas duas décadas, apresentando ainda uma produtividade
100 O jornal Folha de São Paulo noticiou essa dispersão da produção em direção ao restante do território nacional
já no início dos anos 2000. De acordo com a reportagem, “típico das praias nordestinas, os coqueiros estão se proliferando rapidamente no Centro-Sul do país, e mesmo apesar dos altos investimentos que devem ser realizados, a proximidade com o mercado consumidor acaba compensando esses custos”. Fonte: http://goo.gl/MeEeiC, Folha de São Paulo – “Coco muda a paisagem do interior do Brasil”, matéria do dia 18/01/02 e acessada em 30/11/13.
excepcional de 14 mil frutos por hectare a cada ano, índice muito superior ao observado no Nordeste, que é de 5 mil frutos. Em seguida aparecem o Centro-Oeste e o Sul, com uma área plantada e quantidade produzida ainda irrelevantes se compararmos com as outras regiões, mas que já apresentam um crescimento importante, demonstrando o caráter nacional que a produção de coco possui atualmente, não observado em períodos anteriores.
Tabela 12 – Regiões do Brasil. Produção de coco.
Área plantada (em hectares) e quantidade produzida (em mil frutos). 1990 – 2010.
1990 2000 2010
Nordeste Área plantada 199.746 232.426 224.293 Quantidade produzida 619.698 932.960 1.297.528 Norte Área plantada Quantidade produzida 104.053 13.352 162.175 18.120 255.048 28.493 Sudeste Área plantada 2.551 14.144 20.411
Quantidade produzida 10.646 186.239 300.517 Centro-Oeste Área plantada Quantidade produzida 21 3 20.037 1.887 40.260 3.535
Sul Área plantada 0 0 202
Quantidade produzida 0 0 2.282 BRASIL Área plantada 215.652 266.577 276.934
Quantidade produzida 734.418 1.301.411 1.895.635 Fonte: IBGE/PAM. Elaboração: Cavalcante, 2013.
Os números de variação da produção de coco no Centro-Oeste e no Sul, e também no Sudeste, chegam a impressionar, uma vez que são regiões onde até há bem pouco tempo era inviável, tanto física quanto economicamente, cultivar o fruto, mas que agora passaram a viabilizar esse cultivo devido, sobretudo, às inovações técnico-científicas e agronômicas e à expansão do mercado de água de coco, associadas à difusão dos cultivos de coqueiro anão e híbrido101. Tudo isso contribui para que a produção brasileira de coco continue em ascensão, agora alavancada por todo o país e não mais apenas no Nordeste, modificando tanto a geografia da produção do fruto como também seu perfil produtivo.
Tabela 13 – Regiões do Brasil. Área plantada com coqueiros (em hectares).
Variações absoluta e relativa (em %). 1990 – 2010.
Variação Absoluta Variação Relativa
1990-2000 2000-2010 1990-2010 1990-2000 2000-2010 1990-2010 Nordeste 32.680 -8.133 24.547 16,36 -4,07 10,94 Norte 4.768 10.373 15.141 35,71 77,69 53,14 Sudeste 11.593 6.267 17.860 454,45 245,67 87,50 Centro-Oeste 1.884 1.648 3.532 62800,00 54933,33 99,92 Sul 0 202 202 0,00 20200,00 20200,00 BRASIL 50.925 10.357 61.282 23,61 3,89 28,42
Fonte: IBGE/PAM. Elaboração: Cavalcante, 2013.
101 De acordo com Martins e Jesus Júnior (2011, p. 24), o cultivo de coqueiros gigantes ainda é predominante no
Tabela 14 – Regiões do Brasil. Quantidade produzida de coco (em mil frutos).
Variações absoluta e relativa (em %). 1990 – 2010.
Variação Absoluta Variação Relativa
1990-2000 2000-2010 1990-2010 1990-2000 2000-2010 1990-2010 Nordeste 313.262 364.568 677.830 50,55 39,08 109,38 Norte 58.122 92.873 150.995 55,86 57,27 145,11 Sudeste 175.593 114.278 289.871 1649,38 61,36 2722,82 Centro-Oeste 20.016 20.223 40.239 95314,29 100,93 191614,29 Sul 0 2.282 2.282 0 228200,00 228200,00 BRASIL 566.993 594.224 1.161.217 77,20 43,57 158,11
Fonte: IBGE/PAM. Elaboração: Cavalcante, 2013.
Apesar dessa dispersão espacial do cultivo de coco pelas outras regiões do país, nota-se que o Nordeste ainda continua sendo o maior produtor de coco do Brasil, com uma produção altamente dinâmica, concentrando em 2010 em torno 68% da quantidade produzida com coco e 81% da área plantada com coqueiros, conforme demonstrado na imagem a seguir (imagem 07). Nesse mesmo período, o Sudeste já era o segundo maior produtor, seguido de perto pelo Norte, que concentrava a segunda maior área plantada, enquanto as regiões Centro-Oeste e Sul representavam um ínfimo percentual de 2% da produção nacional. Mesmo com um avanço da fronteira agrícola do coco pelo país, a maioria considerável da produção ainda se concentra no litoral nordestino, segundo também ressaltam Martins e Jesus Júnior (2011).
Imagem 07– Distribuição da quantidade produzida com coco (em mil frutos) e da área plantada com
coqueiros (em hectares), de acordo com as grandes regiões do Brasil. 2010.
Fonte: IBGE/PAM. Elaboração: Cavalcante, 2014.
Nota-se, com isso, que o Nordeste deixa de ser a única região produtora de coco no Brasil, uma vez que se percebe que a participação das outras regiões no cultivo desse fruto foi bastante alterada. Só para termos uma ideia de como isso mudou, em 1980, conforme apontam os dados do Censo Agropecuário, essa região controlava sozinha por volta de 93% da produção
Área plantada
Quantidade produzida
nacional do fruto e 95% da área plantada com coqueiros, diferentemente do observado na atualidade. Ainda no que tange ao Nordeste, Andrade (1993), em um de seus estudos, chegou a prever que o cultivo de coco nessa região rapidamente desapareceria em função sobretudo do loteamento de áreas de produção do fruto para o crescimento urbano das cidades102, especialmente na zona da mata e no litoral leste do Nordeste, o que não ocorreu. Contrariamente, esse fruto passou a ser cultivado também no interior da região, sobretudo nos vales dos principais rios, notadamente aqueles que possuem perímetros irrigados, além da permanência de uma importante produção ainda realizada no litoral (em áreas de planície litorânea e de tabuleiros costeiros).
Assim como as grandes regiões do Brasil ocupam um papel diferenciado na configuração espacial da produção de coco, observamos que os indicadores relativos a cada uma das Unidades da Federação (UFs) também revelam a existência de dinâmicas bem distintas de uma UF para outra. Em 2010, apenas cinco das 27 UFs ainda não apresentavam uma produção significativa de coco a ponto de aparecer nas estatísticas oficiais: Roraima, Amapá, Distrito Federal, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Por outro lado, todas as demais já são produtoras de coco, algumas bem recentemente, como é o caso do Mato Grosso, do Tocantins e do Paraná; já outras com uma produção consolidada há um certo tempo, a exemplo sobretudo da Bahia, do Ceará e de Sergipe, como também do Pará e do Espírito Santo, respectivamente os cinco principais produtores do país103.
A Bahia é, historicamente, o principal palco da produção brasileira de coco, como já indicava Simões (1954). Em todo o extenso litoral do Estado, com 932 quilômetros de extensão, é possível encontrar vastos coqueirais, majoritariamente da variedade gigante, que garantem uma produção excepcional, chegando a mais de 500 milhões de frutos em 2010 (PAM/IBGE). Aí, a mais importante região de produção de coco é o litoral norte baiano, conhecido como Costa dos Coqueiros, margeado pela Estrada do Coco (BA-099), que abriga algumas das maiores fazendas com coqueiros do país, configurando-se como um dos principais polos de cultivo de coco não só do Brasil, mas de todo o continente americano. Recentemente essa produção começou também a ocupar outros espaços pelo Estado, indo em direção ao interior, difundindo-se os cultivos de coqueiro anão e híbrido.
Já o Ceará também sempre foi um importante produtor de coco, de acordo com Cuenca e Nazário (2003). É nesse Estado onde se concentram algumas das principais empresas
102 Discussão essa também realizada por França (1988).
103 Somente Bahia, Ceará, Sergipe, Pará e Espírito Santo concentravam juntos, em 2010, por volta de 74% da
agrícolas, agroindustriais e de pesquisa agrícola do país. Ao longo do litoral cearense é possível nos depararmos com inúmeros coqueirais, quase que exclusivamente da variedade gigante, localizados em meio a faixas de praia, restingas e dunas. Atualmente o cultivo do fruto é fortemente incrementado em áreas distantes da litorânea, sobretudo nos perímetros irrigados localizados na região semiárida, contrastando com uma produção largamente realizada no litoral, especialmente o Oeste, alavancando a quantidade produzida com coco, que praticamente dobrou entre 1990 e 2010 (PAM/IBGE).
Sergipe, assim como os outros, também é um histórico e importante produtor de coco, e foi um dos pioneiros nas áreas de pesquisa e de processamento industrial do fruto. Conforme afirmam França (1988) e Costa (1998), o seu cultivo foi durante séculos uma das principais, e praticamente únicas, atividades econômicas do Estado, que chegou a ser inclusive o segundo maior produtor nacional. Entretanto a produção sergipana atravessa uma séria crise iniciada ainda no final do século passado, motivada pela queda do preço do coco seco e pela idade avançada dos coqueiros gigantes, com reduzida produtividade e mais suscetíveis às pragas, o que levou também a uma progressiva redução da área plantada. No entanto, a partir de uma forte intervenção da Embrapa Tabuleiro Costeiros, aos poucos essa produção vem sendo reorganizada e melhorada, como demonstra Jesus Junior (2013).
O Pará, sobretudo a partir de pesados investimentos no plantio de coqueiros híbridos pela Sococo realizados desde o início dos anos 1980, tornou-se também um importante produtor nacional de coco, conforme destacam Rebello et al. (2003). A ação empreendida pela Sococo, em parceria com o CIRAD, estimulou uma importante expansão do cultivo de coco no nordeste paraense, principalmente depois de verificadas as excelentes condições edafoclimáticas para a realização dessa produção na Floresta Amazônica, que apresenta solos férteis e altos índices pluviométricos anuais. Assim, em um período de 20 anos, de 1990 a 2010, o Pará viu sua produção e área plantada mais que duplicar (PAM/IBGE).
Já o Espírito Santo entrou nos anos 2000 como um dos mais importantes produtores nacionais de coco, desbancando inclusive Estados nordestinos e ocupando hoje a quinta posição como o maior produtor do país. Entre 1990 e 2010 a área plantada com coqueiros em território capixaba aumentou cerca de 680%, produção essa realizada sobretudo no litoral norte, enquanto a quantidade produzida teve um crescimento de 3 mil por cento no mesmo período (PAM/IBGE). Essa alavancada da participação capixaba na produção do fruto se dá essencialmente a partir de investimentos na modernização da sua produção104, pela presença de
importantes agroindústrias e pela proximidade com o mercado consumidor do Sudeste, o maior trunfo do Espírito Santo, o que o coloca em vantagem sobre os Estados do Nordeste105.
Além desses principais Estados produtores, merece destaque também a recente alavancada na produção de São Paulo, Mato Grosso, Tocantins, Paraná e Goiás, que apresentam juntos os maiores e mais significativos índices de crescimento da quantidade produzida, área plantada e produtividade. Também motivados pelas perspectivas do ramo de água de coco, pela proximidade com o mercado e pelo desenvolvimento de cultivares de coqueiro anão e híbrido, aliados às inovações técnico-científicas, os produtores desses Estados investem pesado em tecnologia e capital para expandir o cultivo do fruto, cuja produção já nasce moderna e inserida diretamente no contexto do agronegócio. Somente no Paraná, por exemplo, o último a produzir coco no Brasil, o cultivo do fruto é apontado como uma oportunidade interessante para os agricultores do noroeste paranaense, região que, de acordo com o Portal do Agronegócio106, “onde não dá soja, vai de coco”.
Ao analisar os dados da PAM/IBGE indicados a seguir (tabela 15), percebe-se que a organização produtiva do coco no país foi bastante alterada nos últimos 20 anos. Anteriormente concentrada nos Estados do Nordeste, com destaque para Bahia, Ceará e Sergipe, e no Pará e no Espírito Santo, essa produção passa a ser incrementada também em vários outros Estados, localizados sobretudo no Sudeste e no Centro-Oeste. Em contrapartida, nota-se uma relativa estagnação do cultivo de coco em alguns Estados nordestinos, principalmente em uma área de vai do litoral do Rio Grande do Norte ao litoral de Sergipe, com uma grande concentração de coqueiros gigantes e com uma progressiva redução da área plantada com o fruto.
A partir desses dados, organizamos na imagem apresentada na sequência (imagem 08) um cartograma representando a distribuição espacial do cultivo de coco no Brasil nos anos de 1990 e 2010. Com a análise desses dados e do cartograma, é possível observar claramente uma dispersão espacial da produção do fruto, que passa a ser realizada cada vez mais por todo o país, mas que ainda continua bastante concentrada em alguns poucos locais, apesar dessa dispersão. Esse é um dos retratos da nova geografia do coco no país, que continuará sendo modificada a partir dos rumos que tomará a reestruturação produtiva do setor.
105 Conforme relata um distribuidor de coco em entrevista ao jornal O Globo, afirmando que: “o coco capixaba é
melhor, já que chega em dez horas de viagem e o frete não é caro. Quando vem do Nordeste, demora três dias, e o coco chega bem mais sofrido”. Fonte: http://goo.gl/t9G4Yc, Jornal O Globo – “Nas areis quentes do Rio, o coco capixaba é rei”, matéria do dia 21/12/14 e acessada em 30/11/14.
106 Fonte: http://goo.gl/GKco81, Portal do Agronegócio – “Onde não dá soja o Paraná vai de coco”, matéria do dia
Tabela 15 – Unidades da Federação. Produção de coco. Área plantada (em hectares) e quantidade
produzida (em mil frutos). Variações absoluta e relativa (de 1990 a 2010). 1990 – 2010.
1990 2000 2010 V. Abs V. Relat
Rondônia Área plantada 2.783 607 268 -2.515 -90,37 Quant. produzida 6.139 4.639 1.550 -4.589 -74,75
Acre Área plantada 37 47 180 143 386,49
Quant. produzida 164 205 931 767 467,68 Amazonas Área plantada 90 281 3.299 3.209 3.565,56
Quant. produzida 523 1.315 8.875 8.352 1.596,94 Pará Área plantada 10.442 17.084 23.960 13.518 129,46
Quant. produzida 97.227 154.957 232.448 135.221 139,08 Tocantins Área plantada Quant. produzida 0 0 1.059 101 11.244 786 11.244 786 11.244,00 786,00 Maranhão Área plantada 1.729 1.401 2.583 854 49,39
Quant. produzida 6.168 3.705 8.168 2.000 32,43 Piauí Área plantada Quant. produzida 2.654 479 6.797 750 14.762 1.268 12.108 789 164,72 456,22 Ceará Área plantada 35.431 37.316 44.224 8.793 24,82
Quant. produzida 133.880 193.729 266.263 132.383 98,88 Rio Grande do
Norte
Área plantada 27.122 33.850 22.552 -4.570 -16,85 Quant. produzida 54.478 87.941 62.417 7.939 14,57 Paraíba Área plantada 10.582 10.371 11.454 872 8,24
Quant. produzida 29.407 54.105 63.267 33.860 115,14 Pernambuco Área plantada 12.723 9.486 10.761 -1.962 -15,42 Quant. produzida 38.492 35.643 71.346 32.854 85,35 Alagoas Área plantada 16.177 15.262 12.576 -3.601 -22,26
Quant. produzida 67.050 56.118 55.320 -11.730 -17,49 Sergipe Área plantada 46.939 45.720 41.890 -5.049 -10,76 Quant. produzida 99.053 91.985 253.621 154.568 156,05 Bahia Área plantada Quant. produzida 188.516 48.564 402.937 78.270 502.364 76.985 313.848 28.421 166,48 58,52 Minas Gerais Área plantada 652 1.584 2.597 1.945 298,31 Quant. produzida 2.875 9.258 39.291 36.416 1.266,64 Espírito Santo Área plantada Quant. produzida 1.276 3.669 132.487 8.895 149.899 10.002 146.230 8.726 3.985,55 683,86 Rio de Janeiro Área plantada 603 2.462 4.426 3.823 634
Quant. produzida 4.051 34.358 74.077 70.026 1.728,61 São Paulo Área plantada 20 1.203 3.386 3.366 168,30
Quant. produzida 51 10.136 37.250 37.199 72.939,22
Paraná Área plantada 0 0 202 202 202,00
Quant. produzida 0 0 2.282 2.282 2.282,00 Mato Grosso do
Sul
Área plantada 3 126 470 467 15.566,67 Quant. produzida 21 1.576 4.553 4.532 21.580,95 Mato Grosso Área plantada 0 1.631 1.757 1.757 1.757,00
Quant. produzida 0 17.133 20.451 20.451 20.451,00 Goiás Área plantada 0 130 1.308 1.308 1.308,00
Quant. produzida 0 1.328 15.256 15.256 15.256,00 BRASIL Área plantada 215.652 266.577 276.934 61.282 28,42
Quant. produzida 734.418 1.301.411 1.895.635 1.161.217 158,11 Fonte: IBGE/PAM. Elaboração: Cavalcante, 2013.
Imagem 08 – Distribuição espacial produção de coco no Brasil, por Unidades da Federação. 1990 – 2010.