• No results found

Deltakernes syn på hvilke tiltak som kan bidra til forbedring av pasientsikkerhetskulturen

4.1. Hovedfunn i studien

4.1.4 Deltakernes syn på hvilke tiltak som kan bidra til forbedring av pasientsikkerhetskulturen

Os sindicatos entendem a e-participação como um vago conceito de fórum, ou seja, pessoas que comentam os seus problemas relacionados com a vida do sindicato e com a sua profissão. As implicações e resultados destes espaços online não são devidamente considerados. Alguns responsáveis continuam céticos no que se refere a consultas públicas e alguns atores não se sentem confortáveis com a ideia destes novos canais de comunicação, têm receio de exposição, embora reconheçam que estes espaços públicos permitem alcançar novas audiências.

Os sindicatos têm estruturas organizacionais complexas criadas para aumentar o consenso político dentro da organização e certificar-se de que todas as partes envolvidas têm igual acesso aos órgãos de decisão. Isso tem efeito nas decisões do sindicato quando recebem feedback dos seus membros, pois é necessário chegarem a consensos, não só de opinião mas também políticos, o que tem implicação na participação dos seus membros.

Hyman (2007) argumenta que é necessário gerir os recursos dos sindicatos de forma estratégica e adquirir capacidades e competências para a gestão da participação institucional. A essência do movimento operário é divulgar amplamente as posições do sindicato, o conflito social e a mobilização dinâmica sempre que necessário. Neste sentido, o envolvimento online tem um papel secundário, mesmo que contribua para a circulação de posições do sindicato e apoiar as suas mobilizações.

Os sindicatos valorizam a representação face-a-face a tal nível que nada a pode substituir. Nesta perspetiva a participação pública online é mais uma ameaça do que uma oportunidade.

123

A e-petição, por exemplo, é uma atividade de interesse internacional, bastante usada e com efeitos na tomada de decisão e que alguns sindicatos utilizam amplamente. Talvez por esse motivo, Lindner & Riehm (2009) mostram abordagens diferentes em contextos institucionais, como o Parlamento alemão ou o governo norueguês. Nas comunidades sindicais observam-se diferenças culturais fundamentais e, possivelmente, esta é uma das razões porque pouca investigação seja focada na adoção de ferramentas da Web 2.0 nessas comunidades.

O resumo dos resultados é apresentado da Figura 20 à Figura 23. As figuras são compostas por três elementos que associam as cores a fatores positivos (a verde) e fatores negativos (a cor de laranja). A Figura 20 apresenta 2 fatores positivos e 3 negativos, no que concerne á influência no contexto nacional. Os professores frisaram a necessidade de os políticos se envolverem neste tipo de iniciativas, já que eles apenas utilizam as tecnologias para serem ouvidos e o sindicato considera que é necessária mobilização e dar voz aos professores e à sociedade civil.

Figura 20 – Influência no contexto nacional

A Figura 21 apresenta 2 fatores positivos e 3 negativos, no que concerne á influência no contexto local. Os professores destacaram a dificuldade de mudança nos sindicatos, a competição existente entre os vários sindicatos e o problema da cultura organizacional. Os sindicatos, por sua vez, têm a noção de que os professores esperam mais deles e, por isso, é necessário adaptarem-se às novas formas de gestão e administração, mudando a sua estrutura cultural e organizacional, reconhecendo, contudo, que não é fácil.

É necessário muito mais trabalho no engajamento online por parte

dos políticos Os políticos tornaram-se e- amigáveis por moda. Temos questões mais importantes para nos preocupar com o governo A mensagem da sociedade é clara e precisamos de a seguir Independentemen te das pressões temos que nos

mobilizar Influência no contexto

124

Figura 21 – Influência no contexto local

No que concerne à cultura e normas e política e liderança (Figura 22) destaca-se que tanto professores como sindicatos consideram que os cidadãos não estão preparados para a e- participação e que os políticos fazem tudo para promover a fragmentação dos sindicatos. Os sindicatos destacam o facto de estes meios de comunicação não substituírem os contactos face-a-face e o perigo da exposição online, principalmente nas redes sociais. Os professores destacam a falta de motivação para se sindicalizarem, principalmente devido aos sindicatos não levarem em consideração aquilo que os próprios professores pensam sobre os temas que lhes dizem respeito. Alguns professores pensam que os sindicatos tomam decisões que não estão de acordo com as suas pretensões, embora considerem que por vezes são necessários consensos para que se consiga negociar o mal menor.

Figura 22 – Cultura e normas, política e liderança

Os sindicatos são demasiado lentos para se adaptar a qualquer mudança Os sindicatos competem uns com os outros Os sindicatos são limitados pelas suas estruturas e cultura Os sindicatos precisam de se adaptar ao novo espírito de administração Os Professores esperam um suporte melhor de nós

Influência no contexto local

Falta de cultura de engajamento Os políticos promovem a fragmentação Os principais funcionários são geralmente céticos para aderir a novas formas de trabalho A exposição em espaços online são perigosas no local de trabalho

O público não está preparado para a participação online O sindicalismo existente não motiva as pessoas Os meios online não podem substituir os contactos pessoais Cultura e normas política e liderança

125

As e-petições são consideradas positivas (Figura 23) devido à facilidade e celeridade com que podem ser realizadas e concretizadas, o seu baixo custo e o facto de estarem previstas na lei.

Figura 23 – Iniciativas de e-petições

5.3 Resumo do capítulo

Neste capítulo, começou-se por apresentar a metodologia investigação-ação, definições e modelos, essencialmente baseada na especificação de características encontradas na literatura, que serviram de fundamentação para a escolha da investigação-ação como metodologia adequada para a realização deste projeto.

Na segunda parte do capítulo explanou-se o procedimento utilizado na realização da investigação. Descreveram-se as fases levadas a cabo em cada um dos ciclos de iteração do modelo de investigação-ação usado, nomeadamente o planeamento, a ação, a observação e a reflexão. Abordou-se sucintamente os métodos utilizados para realizar a recolha de dados, o estudo exploratório com o resumo dos temas explorados e o resumo dos resultados. experiências positivas com petições online experiências positivas com petições em papel A aquisição é facilitada pela tecnologia, não há custos adicionais As e-petições estão regulamentadas pelo governo Iniciativas de e-petições