3 The Political Prong of the Ethnocentrism Charge
3.1 Identity Politics
3.1.2 Defense of Identity Politics as a Successful Method of Resistance
A parte 1 do questionário, respondida por todas as mães que colaboraram com a pesquisa, independente de se trabalhavam ou não, foi dividida em seis subpartes: sobre a colaboradora, sobre ela e sua atividade profissional, sobre seu companheiro, sobre sua mãe, sobre seu pai, sobre seus filhos.
A idade das colaboradoras participantes do estudo varia entre 27 e 54 anos, e a maioria (59%) dessa população situa-se na faixa dos 30 aos 40 anos. A idade de seus companheiros varia entre 23 e 65 anos, e a maioria (50,8%) está na faixa dos 41 aos 50 anos (tabela 2). A maioria (87,1%) dessas mulheres é casada (tabela 3), dentre as quais a maioria (55,7%) com mais de 10 anos de casamento. Na tabela 4, pode-se verificar que 60,5% das famílias têm dois filhos, poucas (10,5%) têm três, e apenas 1% delas, quatro.
Tabela 2. Idade das colaboradoras e companheiros Idade Colaboradora Companheiro < 30 anos 9 (4,3%) 1 (0,5%) 31 a 40 anos 124 (59%) 73 (39,1%) 41 a 50 anos 73 (34,8%) 95 (50,8%) 51 anos acima 4 (1,9%) 18 (9,6%) Total 210 (100%) 187 (100%)
Tabela 3. Estado civil
Estado civil Número (%)
Casada 183 (87,1) Comunhão estável 11 (5,2) Separada 13 (6,2) Viúva 1 (0,5) Solteira 2 (1) Total 210 (100)
Tabela 4. Número de filhos
Número de filhos Número (%)
1 59 (28,1)
2 127 (60,5)
3 22 (10,5)
4 2 (1)
Total 210 (100)
Em relação à escolaridade da população investigada, observou-se que a maioria das mulheres (64,3%) cursaram pós-graduação ou, pelo menos, o ensino superior completo (32,9%); Enquanto 64,3% das mulheres fizeram pós-graduação, apenas 49,2% dos
companheiros tinham esse nível de escolaridade. Outra diferença que chama atenção é que 9,1% dos companheiros abandonaram o curso superior, percentagem que cai para 0,5% quando se trata das mulheres.
Outro dado que merece ser destacado é que as pessoas da geração atual têm maior escolaridade que as da geração passada. Tanto os pais quanto as mães das colaboradoras estudaram muito menos que elas, com um índice de primeiro grau completo e incompleto de 15,7% para as mães e de 20,5% para os pais, o que não aconteceu com as colaboradoras nem com seus companheiros (tabela 5).
Tabela 5. Escolaridade
Escolaridade Colaboradora Companheiro Mãe Pai
1 Grau incompleto 20 (9,5%) 31 (14,8%) 1 Grau completo 13 (6,2%) 12 (5,7%) 2 Grau incompleto 3 (1,4%) 4 (2,1%) 12 (5,7%) 14 (6,7%) 2 Grau completo 2 (1%) 5 (2,7%) 59 (28,1) 42 (20%) Superior incompleto 1 (0,5%) 17 (9,1%) 17 (8,1%) 8 (3,8%) Superior completo 69 (32,9%) 69 (36,9%) 63 (30%) 70 (33,3%) Pós-graduado 135 (64,3%) 92 (49,2%) 26 (12,4%) 33 (15, 7%) Total 210 (100%) 187 (100%) 210 (100%) 210 (100%)
Em relação ao nível de pós-graduação (tabela 6) entre os casais investigados, tanto os homens (73,3%) quanto as mulheres (78,4%) tinham, em sua maioria, o título de especialista. Essa percentagem diminui drasticamente com relação ao título de mestre e assim por diante, com índices muitos próximos entre homens e mulheres, exceto no que toca ao título de doutor, com 5,4% para as mulheres e 8,6% para os homens.
Tabela 6. Nível de pós-graduação
Pós-graduação Colaboradora Companheiro
Não responderam 62 82 Especialista 116 (78,4%) 77 (73,3%) Mestre 21 (14,2%) 16 (15,2%) Doutor(a) 8 (5,4%) 9 (8,6%) Pós-doutor(a) 3 (2,0%) 3 (2,9%) Total 148 (100%) 105 (100%)
O curso mais realizado pelas mulheres é Direito (22%), seguido de Medicina (11,5%). No tocante aos pais e mães das colaboradoras, verificaram-se atividades profissionais em áreas que não necessitam de curso superior. O maior número, dentre as profissões das mães das colaboradoras, foi o de professoras (21,4%), seguido pelo de funcionárias públicas (7,2%). Os pais das colaboradoras fizeram Direito (10%), Medicina (9%) ou eram comerciantes (8,1%) e fazendeiros (8,1%).
Para participar da pesquisa, a renda familiar da população investigada (tabela 7) deveria ser acima de onze salários mínimos; no entanto, a maioria recebia acima de vinte salários mínimos (65,2%). A contribuição das mulheres na renda familiar (tabela 8) é, em sua maioria, menor que a do companheiro: 24,8% não contribuíam, 37,1% contribuíam com até 40% da renda familiar e apenas 11,9% tinham maior participação que o companheiro nas despesas familiares.
Tabela 7. Renda familiar Salários Número (%) 11 a 19 73 (34,8) Acima de 20 137 (65,2) Total 210 (100)
Tabela 8. Contribuição das mulheres Contribuição Número (%) Não contribuo 52 (24,8) Até 40% 78 (37,1) 40% e 60% 55 (26,2) Acima de 60% 25 (11,9) Total 210 (100)
A tabela 9 revela que a geração atual ganha mais que a de seus pais, assim como tem mais estudos. Ao passo que, na população estudada, 52,9% dos companheiros ganhavam acima de vinte salários mínimos, os pais das colaboradoras que estavam na mesma faixa de renda é de apenas 31,9%. As mulheres em geral recebem menos que os homens e 44,8% das mães das colaboradoras recebem até cinco salários mínimos. Na geração das colaboradoras, esse índice de 44,8% diminui para 25,3%, apontando que, a despeito de as mulheres ganharem menos que os homens, sua renda tem aumentado.
Tabela 9. Comparação de rendas na família
Renda Colaboradora Companheiro Mãe Pai
Não trabalha 6 (2,7%) 4 (2,1%) 39 (18,6%) 5 (2,4%) Até 5 53 (25,3%) 8 (4,3%) 94 (44,8%) 49 (23,3%) 6 a 10 69 (32,8%) 20 (10,7%) 41 (19,5%) 44 (21%) 11 a 19 45 (21,5%) 56 (29,9%) 17 (8,1%) 45 (21,4%) Acima de 20 37 (17,7%) 99 (52,9%) 19 (9%) 67 (31,9%) Total 210 (100%) 187 (100%) 210 (100%) 210 (100%)
Percebe-se alguma mudança na participação da mulher no mercado de trabalho. A primeira mudança delas é que diminuiu o número de mulheres que nunca trabalharam, tendo o índice caído de 15,7% para 3,8%. Consequentemente, o número de mulheres trabalhando aumentou de 47, 3% da geração passada para 59,5% da geração atual. O que chama atenção é a semelhança dos índices de mulheres que interromperam ou alteraram as atividades profissionais em decorrência da maternidade: 36,7% entre as colaboradoras e 37% entre suas mães (tabela 10).
Tabela 10. Situação profissional
Atividade profissional Colaboradora Mãe Interrompeu ou alterou com perdas 77 (36,7%) 78 (37%) Manteve ou alterou sem perdas 125 (59,5%) 99 (47,3%)
Nunca trabalhou 8 (3,8%) 33 (15,7%)
Total 210 (100%) 210 (100%)
Foram investigados os motivos que levam as pessoas a trabalharem. As colaboradoras deveriam responder à ordem de importância para elas. A tabela 11 indica a importância que elas atribuíram a cada um dos itens listados. Em primeiro lugar, para 48,1%, a motivação pessoal foi a mais importante na decisão de trabalhar, em seguida, a motivação financeira, com 39,1%. As demais motivações, como motivação social, aposentadoria e outros benefícios raramente foram colocados em primeiro lugar.
Tabela 11. Motivação ao trabalho Número (%) Pessoal 101 (48,1) Financeira 82 (39,1) Aposentadoria 13 (6) Social 7 (3,4) Outros benefícios 7 (3,4) Total 210 (100)
Por fim, observa-se na tabela 12 que tanto as tarefas domésticas quanto as relacionadas aos filhos são de responsabilidade da mulher. A participação das mulheres na maioria das tarefas domésticas – acima de 60% do total, é de 66,2%, e a dos homens, de apenas 3,3%. 85,2% dos homens têm uma participação menor que 40% do total. Não é muito diferente quando a tarefa tem relação com os filhos. Ao passo que 71% das mulheres cuidam de seus filhos – acima de 60% do total das tarefas – os homens o fazem, 7,1%. A maior diferença na tabela 12 é que os homens, no geral, cuidam mais dos filhos do que da casa: 11,4% dos homens têm participação entre 40 a 60% do total quando se refere à casa, passando o índice para 24,3% quando o assunto são os filhos.
Tabela 12. Tarefas domésticas e com os filhos Tarefas Domésticas/
Mãe Domésticas/ Pai Com os filhos/ Mãe Com os filhos/ Pai <40% 34 (16,2%) 179 (85,2%) 21 (10%) 144 (68,6%) 40 a 60% 37 (17,6) 24 (11,4%) 40 (19%) 51 (24,3%) >60% 139 (66,2%) 7 (3,3%) 149 (71%) 15 (7,1%) Total 210 (100%) 210 (100%) 210 (100%) 21000%)