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3. Desenvolupament de la proposta

3.2 Tipus de debats

3.2.4 Debat competitiu

Setores Poluidores

A inovação de processo segue o mesmo padrão da inovação de produtos, até porque, em geral, o processo para produzir um novo produto é geralmente modificado. Além disso, essa mudança no processo produtivo também deve está aliada à inovação ambiental e nas diversas formas de atuação que uma empresa tem na área ambiental e que foi declarada nos questionários. Por esse motivo a quantidade de empresas que inovaram no seu processo produtivo é maior do que a inovação de produtos propriamente dita. Em resumo, 168 empresas de todos os setores - 42,75% - que responderam o questionário inovaram em seu processo produtivo. Dessas, 142 empresas – 84,52% - inovaram depois do ano 2000, onde 78,57% declaram que foi uma inovação para a unidade local – Manaus. De uma forma também positiva as empresas que inovaram no seu

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processo produtivo alegaram que essa inovação é feita basicamente anualmente e semestralmente – 63,69%.

Analisando apenas os poluidores, a inovação de processo se deu em quase todas as empresas, a exceção do Madeireiro, que também não inovou em produto. Também, em sua maioria a inovação foi nova para a unidade em Manaus. Conquanto, se tomamos o caso das empresas do Mineral Não-Metálico, Químico e Farmacêutico e de Bebidas essa inovação foi de efeito nacional. Em relação à inovação para o mercado mundial, nenhuma empresa desses setores teve essa inserção.

TABELA 67

Realização de Inovações em Processos – Setores Poluidores.

Fonte: Pesquisa direta. Elaboração da autora.

Nota: * Em relação à quantidade total de empresas em cada setor; ** em relação às empresas que inovaram em processo; *** A primeira linha da coluna é em relação ao total das empresas do setor; a segunda linha é em relação as que inovaram em processo em cada setor.

No caso das empresas dos não-poluidores, as únicas que inovaram em seu processo produtivo com repercussão mundial foram a do Termoplástico, como está na Tabela 68. Além

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disso, como era de se esperar devido à inovação de produtos, o Descartáveis foi o que mais inovou em processo, seguido do Transporte Duas Rodas e do Eletroeletrônico Bens Finas e Componentes.

Em resumo, para as indústrias consideradas poluidoras, o Químico e Farmacêutico tem 13,33% das firmas que possuem departamento de P&D e, além disso, conforme as tabelas abaixo, são as que mais inovam em produto e em processo. No que se refere aos não-poluidores, o Eletroeletrônico (Bens Finais e Componentes) é o com maior percentual de empresas que possuem P&D em suas unidades em Manaus e um dos que mais inovam em produtos, processo, atrás apenas do Descartáveis. Isso é condizente com a primeira categoria das firmas brasileiras em função de suas estratégias de competição, a que se refere De Negri e Salerno (2005)53.

A segunda categoria estabelecida por De Negri e Salerno (2005) referem-se as firmas especializadas em produtos padronizados com empresas razoavelmente atualizadas, mas defasadas no que se refere a alguns fatores de competitividade: P&D, marketing, gerenciamento de marcas e outros. Essas empresas se encontram, principalmente, nos setores Têxteis e Calçados, Madeira e Móveis e Agroindústria algumas empresas Químicas, Metalúrgica, Mecânica. Como se pode ver, em nossa pesquisa, parece ser realmente o caso do Madeireiro referente às empresas do PIM.

A terceira categoria são as firmas que não diferenciam produtos, têm produtividade menor e onde os fatores de competitividade se baseiam apenas em preços e custos, não existindo, nessas empresas, por exemplo, departamento de P&D. Segundo os autores um dos setores que participam dessa categoria é o Mineral Não – Metálico, caso, condizente com as empresas pesquisadas nesse trabalho (embora numa amostra muito pequena), que não têm departamento de P&D, mas que inovaram em produtos.

Importante frisar que estamos analisando apenas um Pólo Industrial - Pólo Industrial de Manaus – com diferenças marcantes em relação a outros pólos Nacionais. Além disso, não ter departamento de P&D, para as empresas do PIM, não significa necessariamente, não ter inovado em produtos e processo. A analogia com a pesquisa de De Negri e Salerno (2005) só se faz até certo ponto.

TABELA 68

Realização de Inovações em Processos – Setores Não-Poluidores.

Fonte: Pesquisa direta. Elaboração da autora.

Nota: * Em relação à quantidade total de empresas em cada setor; ** em relação às empresas que inovaram em processo; *** A primeira linha da coluna é em relação ao total das empresas do setor; a segunda linha é em relação as que inovaram em processo em cada setor.

Um ponto importante é o que se refere à freqüência com que as inovações de processo e principalmente de produtos são feitas pelas empresas do PIM. Segundo a Teoria Evolucionária, um dos pontos importantes refere-se às rotinas adotadas pelas firmas, que em resumo, revelam que as técnicas ou todo processo produtivo no interior de uma firma, são tratadas como refletindo, em qualquer momento no tempo, as decisões passadas e que orientam as ações futuras. Assim, a freqüência com que essas empresas adotam suas inovações reflete esse dinamismo ou essa “evolução” no interior das empresas do Pólo Industrial de Manaus.

Entretanto, importante entender que apesar da freqüência com que as firmas inovam, não conseguimos dados para avaliar se são inovações (novos paradigmas tecnológicos) ou apenas seguem uma trajetória tecnológica, ou seja, nas palavras de Dosi (2006) segue um padrão da atividade “normal” de resolução de um problema, baseada num paradigma tecnológico. O que poderia servir como proxy para essa diferenciação seriam as respostas das empresas quanto a inovação serem novas para a unidade em Manaus, nova para o Mercado Nacional, ou nova para o

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Mercado Externo. E a utilizando assim, pode-se constatar, grosso modo, que em geral, as inovações em produtos são atividades “normais” baseadas num paradigma tecnológico específico, pois 68,06% das empresas pesquisadas dos setores poluidores e não poluidores garantiram que foi apenas para sua unidade em Manaus. As empresas que responderam que as inovações foram novas para o mercado externo foram de apenas 2,08%, constatando assim, efetivamente uma inovação ou até mesmo mudança de paradigma. Para o mercado nacional nada pode ser definido.