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De pedagogiske lederne

In document Kvalitet i relasjonsarbeid (sider 46-65)

2. Erfaringene

2.2. De pedagogiske lederne

Comparando com os resultados anteriores para o mesmo problema temos: Algoritmo A de Nunes (2007)

Repetindo a execu¸c˜ao deste algoritmo para as mesmas condi¸c˜oes de avalia¸c˜ao das experiˆencias atr´as descritas e levando em considera¸c˜ao todas as instˆancias, amb´ıguas e n˜ao amb´ıguas, obtemos uma precis˜ao de 94.31% e uma abrangˆencia de 83.58%, o que resulta numa medida-f de 88.62%. Considerando os algoritmos base compar´aveis a este, encontramos como resultados de medida-f: 88.31% para o Naive Bayes, e de 88.49% para o SVM com contexto de t´opicos; 76.29% para o Naive Bayes e 88.39% para SVM com contexto local; e 87.98% para o Naive Bayes e 88.47% para o SVM usando ambas as modela¸c˜oes de contexto em conjunto.

Como se pode ver, os valores s˜ao todos inferiores, ainda que bastante pr´oximos, `a excep¸c˜ao do Naive Bayes usando contexto local, que fica bastante abaixo. Assim, n˜ao consideramos para j´a que haja grandes melhorias ou vantagens em usar um dos novos algoritmos testados neste trabalho em vez dos algoritmos baseados na heur´ıstica de m´axima verosimilhan¸ca.

Na repeti¸c˜ao de experiˆencia com o algoritmo A que realiz´amos, os tra¸cos foram tidos em conta juntamente com a etiqueta morfossint´actica, tal como tem sido feito para as outras experiˆencias neste trabalho.

Algortimo B de Nunes (2007)

Repetindo a execu¸c˜ao deste algoritmo nas mesmas condi¸c˜oes de avalia¸c˜ao das experiˆencias descritas nas sec¸c˜oes anteriores e levando em considera¸c˜ao todas as instˆancias, amb´ıguas e n˜ao amb´ıguas, obtemos uma medida-f de 94.30%. Para efeitos de contraste com os novos algoritmos equipar´aveis agora testados, usamos as vers˜oes melhores para cada modela¸c˜ao de contexto, com as melhores marcas para a abrangˆencia, isto ´e as vers˜oes de algoritmo + aglomerados + lematizador. Assim, temos uma medida-f de 94.07% para o Naive Bayes e 94.23% para o SVM usando contexto de t´opicos; 82.07% para o Naive Bayes e 94.12% para o SVM usando con- texto local, e finalmente 93.74% para o Naive Bayes e 94.21% para o SVM usando ambas as modela¸c˜oes de contexto em conjunto.

O algoritmo baseado em m´axima verosimilhan¸ca continua portanto a ser com- parativamente o algoritmo com melhor desempenho.

O algoritmo C de Nunes (2007) para al´em de ter tido piores resultados nas condi¸c˜oes de avalia¸c˜ao de Nunes (2007), como j´a foi referido na sec¸c˜ao 3.3, n˜ao ´e adequado a realizar a totalidade do problema em quest˜ao, como tal n˜ao o iremos repetir.

De notar que sendo os valores de precis˜ao acima bastante elevados, isto pode levar a achar que se est´a perto de um limite para esta tarefa. Por´em, se retirarmos os verbos n˜ao amb´ıguos no corpus, temos apenas uma precis˜ao de 85.81% para o Algoritmo A e 86.36% para o Algoritmo B. O que deixa ainda uma boa margem a melhorar.

Cap´ıtulo 4. Desambigua¸c˜ao de flex˜ao verbal: uma abordagem DAP 71

Bayes, a utiliza¸c˜ao de aglomerados conjuntamente com o lematizador ´e melhor que usar simplesmente a heur´ıstica do Algoritmo B para as formas que n˜ao ocorrem no treino, ou seja de complementar o trabalho dos classificadores, expandindo a sua abrangˆencia apenas `a custa do trabalho do lematizador. Neste aspecto, encontramos aqui um passo em frente relativamente ao que foi obtido por Nunes (2007), o que levou `a cria¸c˜ao do algoritmo A+A+L que supera todos os outros, com uma medida-f de 86.50%, com apenas instˆancias amb´ıguas, e 94.36%, com todas as instˆancias.

Compara¸c˜ao com trabalhos que inspiraram esta abordagem:

Para a tarefa DAP em geral, tanto (Escudero et al., 2000) como Agirre e Ed- monds (2006), apresentam classificadores cujo desempenho ultrapassa os valores base respectivos. Em (Escudero et al., 2000) o valor base 48.7% ´e ultrapassado pe- los 64.8% com o Naive Bayes, e pelos 68.8% com o Exemplar-Based approach (EB), sendo que o Naive Bayes obt´em melhores resultados apenas com contexto local e o EB com o conjunto das duas modela¸c˜oes do contexto, embora a diferen¸ca seja pouca.

Em (Agirre e Edmonds, 2006), e s´o para a DAP dos verbos, o valor base ´e de 46.49%, que ´e ultrapassado pelos 60.18% com o Naive Bayes, e pelos 67.54% com o SVM, usando uma modela¸c˜ao de contexto local combinado com contexto de t´opicos. H´a que ter em conta que, em rela¸c˜ao aos trabalhos de DAP apresentados em cima, a natureza do problema, como j´a foi referido, ´e diferente e uma compara¸c˜ao directa pode n˜ao ser adequada. Para al´em disso, o corpus que se usa tamb´em ´e diferente. Posto isto, o nosso valor base de 85.81% de precis˜ao usando o algoritmo A sobre apenas instˆancias amb´ıguas, ´e significativamente mais elevado que os valores base dos respectivos trabalhos de DAP mencionados e o melhor m´etodo usado neste trabalho, SVM com contexto de t´opicos,26

com 85.45%, apesar de n˜ao passar este valor base, est´a acima dos valores alcan¸cados nos trabalhos de DAP mencionados.

26

De forma a ser compar´avel, s´o se tˆem em conta os algoritmos simples, pois nos trabalhos de DAP n˜ao h´a processamento para tratar de formas que n˜ao ocorrem no treino

Cap´ıtulo 5

Conclus˜ao e trabalho futuro

Numa tentativa de se procurar um classificador que conseguisse melhores resultados para a desambigua¸c˜ao da flex˜ao verbal em contexto que o valor base, dado pelo algoritmo de atribui¸c˜ao da flex˜ao mais frequente,1

foram feitas v´arias experiˆencias explorando abordagens que s˜ao comumente adoptadas na literatura para a tarefa de desambigua¸c˜ao da acep¸c˜ao da palavra em geral, abordagens baseadas no classificador Naive Bayes e no classificador SVM.

De igual forma usaram-se duas modela¸c˜oes de contexto que tamb´em s˜ao comuns, contexto de t´opicos e contexto local, e foram ainda feitas algumas experiˆencias com varia¸c˜oes dessas modela¸c˜oes.

Usando o contexto de t´opicos obtiveram-se resultados bastante pr´oximos do valor base, mas ainda assim abaixo do mesmo. Com o contexto local os resultados obtidos s˜ao piores que com o contexto de t´opicos. Quando se juntam as duas modela¸c˜oes de contexto, os resultados encontram-se abaixo da modela¸c˜ao com contexto de t´opicos, e acima da modela¸c˜ao com contexto local.

O classificador SVM fica sempre `a frente do classificador Naive Bayes.

No que diz respeito ao alargamento de abrangˆencia e na tentativa de classificar instˆancias fora dos dados de treino, verificamos que o uso daquilo que design´amos por aglomerados de potencial de flex˜ao em conjun¸c˜ao com o lematizador supera o simples uso do lematizador.

Em nenhum caso se conseguiu por´em melhores resultados do que os resultados dados pelo algoritmo que definia o valor base, o algoritmo de m´axima verosimilhan¸ca. Avan¸cou-se com uma poss´ıvel explica¸c˜ao para esta circunstˆancia. Na composi¸c˜ao do corpus, cerca de 94% das ocorrˆencias das formas verbais expressam o seu tra¸co de flex˜ao mais frequente no corpus, e formas verbais mais frequentes expressam um n´umero menor de tra¸cos de flex˜ao.

Fica a faltar fazer em trabalho futuro uma descri¸c˜ao detalhada dos casos em que os algortimos falham, de forma a tentar perceber melhor quais se adequam melhor

1

Referido ao logo deste trabalho como algoritmo de m´axima verosimilhan¸ca.

Cap´ıtulo 5. Conclus˜ao e trabalho futuro 73

em situa¸c˜oes diferentes, podendo at´e virem a ser combinados. Uma escolha mais pormenorizada das instˆancias de treino e teste pode tamb´em ajudar a perceber os melhores m´etodos a usar, e em conjunto com uma an´alise do contexto de cada frase, perceber de que forma se pode usar o contexto mais eficientemente.

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