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Datasikkerhet og tilgang

2. KONTEKST OG BAKGRUNN FOR INNFØRING AV DLD

2.5 D ATALAGRINGSDIREKTIVET (DLD)

2.5.7 Datasikkerhet og tilgang

As origens da idéia de Aprendizagem Organizacional são antigas, e se pode trilhar diferentes rotas, conforme cada um dos quatro enfoques apresentados na seção 1.3. A título de exemplo nos anos 1950, vale citar a Escola Baseada em Recursos, e o trabalho de Edith Penrose publicado em A Theory of the Growth of the Firm, trazendo a noção de que as empresas competem com base nos recursos – conhecimento – que acumulam internamente. Também Herbert Simon, com a noção de que o conhecimento é imperfeito, e que sempre falta algo. E Joseph Schumpeter com o conceito de Destruição Criativa, rebatizado de Acumulação

Criativa pelos economistas neo-schumpeterianos para tornar a idéia mais compreensível ao mundo organizacional (Pavitt & Steinmueller, 2000, p. 10). Estes três exemplos dizem respeito a um dos enfoques de AO, o relacionado à inovação tecnológica e acúmulo de competências.

Voltando mais ainda no tempo, é citado aqui um exemplo pontual clássico para o fato de que processos de aprendizagem organizacional sempre ocorreram, muito antes de ser formulada uma teoria para os mesmos: trata-se do processo de transformação da marinha

imitação resulta sempre mecânica, de resultados inconstantes e efêmeros; enfim, uma fraude.

norte-americana entre 1899 e 1902, iniciado pelo oficial de artilharia William Sowden Sims21.

Este oficial observou pequenas modificações técnicas que estavam sendo testadas em embarcações britânicas nos Mares da China, as quais, se fossem devidamente desenvolvidas, permitiriam elevar o índice de acerto dos tiros de canhão de menos de 2 % para 40 %.

“Para seus superiores, William Sims era irritante; sua carta não teve resposta. (...) Durante dois anos, mandou uma dúzia de cartas. (...) Mas suas sugestões foram amplamente ignoradas. (...) Para compreender a razão pela qual as primeiras doze cartas de Sims foram ignoradas, vale a pena examinar a estrutura organizacional da marinha em 1902. Os navegadores [e não os artilheiros] dominavam a linha de comando da marinha, pois a navegação era a chave para a vitória, (...) ao compensar a falta de precisão da artilharia. (...) As cartas de Sims foram rejeitadas por diversos motivos:

§ Se fosse possível, alguém já estaria fazendo aquilo. § Se fosse possível, um navegador já teria pensado naquilo.

§ Se fosse feito, qual seria o impacto na estrutura organizacional da marinha ?

Sims perseverou. (...) Enviou sua décima terceira carta ao então comandante- chefe, o presidente Theodore Roosevelt. (...) Roosevelt agiu. (...) O que começou como uma tentativa de mudar a forma de utilização dos canhões da marinha acabou mudando a própria marinha. Os navios e a navegação passaram a ser menos importantes do que as armas. Os disparos contínuos no alvo mudaram toda a estrutura organizacional da Marinha norte-americana” (Manganelli & Klein, 1994, p. 5-7).

21 Este caso é geralmente relatado como um caso de Reengenharia. E isso é uma característica

interessante da Aprendizagem Organizacional: de forma implícita ou explícita, é um conceito subjacente a todos os processos de reformulação organizacional (Reengenharia, Empowerment, TQM e assim por diante) que apresentam sucesso a longo prazo. A razão é relativamente simples: se houve alteração de valores organizacionais – uma condição necessária para as mudanças se sustentarem a longo prazo –, isso indica que efetivamente ocorreu aprendizagem na organização.

E há inúmeros exemplos mais antigos ainda. Ver por exemplo o texto22 A Emoção e a Regra: Os Grupos Criativos na Europa de 1850 a 1950.

Ainda em relação às origens da AO, é interessante observar que é raríssimo que os autores atuais citem suas fontes filosóficas. Nonaka & Takeuchi (1995) constituem rara exceção, ao incluírem um sub-capítulo intitulado A Tradição Intelectual Japonesa, em que abordam as contribuições do budismo e do confucionismo no enriquecimento da visão de mundo, em adição à linearidade ocidental e ao racionalismo analítico cartesiano. A própria obra de Peter Senge (1990) é totalmente permeada pelo zen-budismo, do qual é praticante, sem que haja uma única referência direta ao mesmo. Este aspecto acaba sendo comentado em obras de revisão, como em Micklethwait & Wooldridge (1996, Cap. 6). Talvez essa atitude tenha a intenção de uma maior objetividade, propondo abordagens organizacionais sem entrar no campo da filosofia, o que poderia prejudicar a assimilação inicial pelo mundo empresarial.

A Aprendizagem Organizacional lida com conceitos como pensamento sistêmico e pulsação23, provavelmente sob influência de filosofias orientais. Outro conceito importante em AO é a ética, o que remete aos pensadores europeus do pós-guerra, por exemplo a retomada do existencialismo de Kierkegaard, com sua ênfase em responsabilidade pessoal. A modelagem de sistemas introduzida por Senge, a partir dos trabalhos de Jay Forrester, permite vislumbrar como as decisões tomadas por uma empresa podem ter efeitos a longo prazo, criando situações indesejáveis que normalmente seriam tomadas como obra do acaso.

Em termos mais epistemológicos, é importante ainda ressaltar dois aspectos fundamentais relacionados à AO. Em primeiro lugar a proposta da AO, em termos de Estratégia e Tecnologia de Gestão, não é fundamentalmente de oferecer soluções específicas nem semi-acabadas para os problemas organizacionais. Não se trata simplesmente de levar organizações a aprender, pois isto já fazem. Trata-se de levá-las a aprender a aprender. Este

processo de aprendizagem num contexto mais amplo, em que a aprendizagem ocorre sobre o próprio processo/ação de aprendizagem, foi o que Gregory Bateson denominou deuteroaprendizagem (Argyris & Schön, 1978, p. 26-28). Por outro lado, Argyris & Schön cunharam o termo double-loop learning24 (ibid., p. 1-28), para se referir mais especificamente à capacidade de aprender num nível mais profundo, através da compreensão dos erros, revendo premissas e valores fundamentais da empresa. A combinação desses dois conceitos, a capacidade de aprender-a-aprender a fazer questionamentos profundos – sobre os diversos aspectos da realidade organizacional – constitui um dos objetivos de estudo da Aprendizagem Organizacional

Portanto AO não se refere a convencer alguém de alguma coisa: AO é diálogo, é abertura ao desconhecido, a verdade se provando por si mesma a cada momento. Neste ponto se aproxima muito da 3a redução da fenomenologia. Também é importante ressaltar a proximidade que existe entre o double-loop learning e a suspensão do conhecimento e do sentido, as 1a e 2a reduções fenomenológicas.

23 Esses conceitos serão aprofundados respectivamente nos capítulos 3 e 4.

24 Aprendizagem em Circuito Duplo. A distinção em relação ao Single-Loop Learning – Aprendizagem em Circuito Simples – pode ser explicada como “a distinção entre o processo de aprendizagem e o processo de aprender a aprender. Sistemas cibernéticos simples, assim como o termômetro doméstico, são capazes de aprender no sentido de serem capazes de detectar e corrigir desvios a partir de normas predeterminadas. Mas são incapazes de questionar a propriedade daquilo que estão fazendo. Por exemplo, um termostato é incapaz de determinar se o nível de temperatura é apropriado para atingir as preferências daqueles que estão numa sala e fazer ajustes que levem isso em conta. Sistemas cibernéticos mais complexos tais como o cérebro humano ou computadores avançados têm essa capacidade. São freqüentemente capazes de detectar e corrigir erros nas normas de operação, e então influenciar os padrões que guiam as suas operações em detalhes. É este tipo de habilidade de autoquestionamento, que permeia as atividades dos sistemas, o fator que permite a estes sistemas aprender a aprender e se auto-organizar. A diferença essencial entre esses dois tipos de aprendizagem é, algumas vezes, identificada em termos de uma distinção entre uma aprendizagem do tipo ‘circuito simples’ e ‘circuito duplo’” (Morgan, 1986, p. 91). Ou seja, sempre que há referência a situações onde é necessário rever a validade de premissas, há referência a esta aprendizagem num nível mais profundo, que implica em lidar diretamente com os erros sistêmicos, e que no mundo organizacional envolve a revisão de valores/cultura. Esta é a Aprendizagem em Circuito Duplo – Double-Loop Learning.

O segundo aspecto a ser ressaltado é que AO é uma idéia fortemente comprometida com ação. Há uma proximidade com o que Michael Polanyi (Nonaka &Takeuchi, 1995, p. 65) denominou conhecimento tácito. Além disso, “o conhecimento é uma função de uma atitude, perspectiva ou intenção específica. (...) O conhecimento, ao contrário da informação, está relacionado à ação. É sempre o conhecimento com algum fim” (ibid., p. 63). Ver sobre isso, também, o conceito de intencionalidade na seção 4.3.

Nas palavras de Senge, “o problema em se falar em organizações de aprendizagem é que a aprendizagem perdeu seu significado básico no uso contemporâneo, e passou a ser sinônimo de assimilar informação, o que tem uma remota ligação com o verdadeiro significado da palavra. Seria um absurdo dizer: ‘Acabo de ler um ótimo livro sobre andar de bicicleta – agora já sei andar de bicicleta’” (1990, p. 22).