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Datagrunnlaget

In document Omfang av sprøytemisbruk i Norge (sider 35-41)

3 Estimering av antall sprøytemisbrukere

3.3 Dødelighetsmultiplikatoren

3.3.2 Datagrunnlaget

Ao iniciar o estágio no RSB e à medida que se ia progredindo na conceptualização do presente relatório, a estagiária deparou-se com uma realidade incontornável a qualquer abordagem no âmbito da instituição em análise, e que é o seu peso histórico e institucional.

É sobejamente conhecida a grande antiguidade deste corpo de bombeiros de origem medieval, correspondente também à maior corporação de Portugal. Ainda hoje se lhe encontram associadas marcas históricas profundas, de contínuo reinventadas em várias praxis e estilos, resultado das intensas transformações a que pelos séculos foi sujeito, sobretudo em função dos ciclos urbanísticos, tecnológicos, sociais e económicos. Nesse sentido, a história do RSB explica muito do seu presente.

Seis séculos de história não são, por isso, compagináveis numa pequena abordagem introdutória que sirva de referência e que dê conta da evolução desta instituição. É com tal consciência que aqui se apresenta um quadro cronológico (figura 6), com o intuito de indicar alguns desses pontos mais significativos de mudança.

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Não obstante, é pertinente observar como alguns dos temas tratados no relatório (assim como outros que se consideraram relevantes para o projeto, mas que não foi possível abordá-los) se podem integrar em tendências de longa duração na história da Unidade e que, portanto, são recorrentes na vida do Corpo (ainda que mitigados, entre outros fatores, pela tecnologia e pelo progresso). Isto significa, assim, que problemas atuais – como os que se relacionam com a dispersão de quartéis pela cidade, com a rede de distribuição de água pela urbe, com a rapidez no acesso aos meios de combate e à chegada ao local do sinistro, com o desenho da rede de transportes, com o sistema de comunicações e registo das ocorrências, e, em suma, com a celeridade e eficácia do combate –, são desafios que se têm vindo a colocar à corporação, pelo menos desde meados de Setecentos.

Foi, então, a partir daí, com a aquisição das primeiras bombas hidráulicas na Holanda e o mote que deram à grande revolução no modus operandi do então Serviço de Incêndios, que, por consequência, passou igualmente a ter que haver maior número de armazéns para guardar as ferramentas, assim como, as bombas, homens adestrados para as manejarem, e, logo, disciplina e instrução de rotina.

Deste facto derivará ainda a precisão de encontrar espaços de permanência, com tipologias arquitetónicas adequadas ao exercício da arte (as casas da bomba do século XVIII, que em meados do século seguinte já haviam evoluído para casernas e quartéis de bombeiros distribuídos pela cidade, na tradição de organização militar francesa então adotada). A progressão deste posicionamento estratégico de quartéis estará, evidentemente, relacionada com as transformações demográficas e urbanísticas de monta na Lisboa oitocentista.

No que toca à operacionalidade, constituiu paradigma de tal importância que ainda hoje se encontra em processo de debate e revisão, nomeadamente com os Postos de Socorro Avançado. Esta é uma solução moderna cujo conceito assenta curiosamente numa prática bem antiga, e que deve fazer refletir de novo na importância do dever histórico para o conhecimento e progresso do próprio RSB.

Ressalva-se também, a lenta evolução do desenho da rede de distribuição de água pela cidade: particularmente em fontes, poços, e chafarizes de existência apenas pontual (até ao século XVIII); com um traçado estratégico e orgânico de chafarizes (séculos XVIII a XIX); com a expansão para uma rede de abastecimento de água já

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específica do serviço de incêndios, provida de marcos de água (a partir de meados do século XIX). Hoje, provavelmente mantém-se atual a necessidade de redefinição dinâmica do posicionamento dos hidrantes na geografia urbana, de modo a garantir a sua mais vantajosa utilização.

Para a progressiva especialização, rapidez e eficácia da atividade de combate a incêndios foi crucial o desenvolvimento e a adoção de viaturas próprias, com manobras e técnicas de combate compatíveis. O progresso tecnológico aplicado diretamente a estas equipagens permitiu a sua deslocação/utilização de modo cada vez mais célere – por conta do aperfeiçoamento quer do tipo de tração quer das vias de comunicação e respetivas regras de circulação –, um débito crescente de água ou de outros agentes extintores, uma eficiência mais generalizada nas manobras de combate e salvamento. Modernamente, os problemas do traçado dessas vias e o intenso afluxo de tráfego colocam novos problemas na gestão dos tempos de resposta.

Deixa-se uma última nota para outro dos pontos sensíveis no arco da longa duração do RSB e que é talvez o que diz respeito de forma mais imediata a parte das questões levantadas neste projeto: a abordagem histórica em torno das comunicações.

Com efeito, a localização, registo e divulgação do local do sinistro, assim como a atualização dos cenários de atuação e a transmissão das ordens de comando, constituíram, desde tempos recuados, problema de muito difícil resolução, que condicionou (e continua a condicionar) uma intervenção adequada pelos profissionais deste corpo de bombeiros. Dela retêm-se pelo menos quatro hierarquizações temporais: até 1836, data da publicação da tabela codificada de toques de sino; de 1836 a inícios do século XX, com a introdução gradual do telefone; a primeira metade do século XX, considerando a utilização dos avisadores telefónicos e o desenvolvimento das comunicações TSF; a partir da segunda metade do século XX, incluindo aqui a revolução tecnológica particularmente protagonizada pela informática e os serviços de georreferenciação (Figura 7).

Figura 7: Avisador telefónico do 1º quartel do século XX (à direita), Aparelho Telefonia Central das Colónias de 1921 (ao centro), Telefone de parede de Colónia do 1º quartel do seculo XX (à esquerda), Museu Bombeiro Lisboa

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Tem-se portanto que a tradição histórica devolva velhos problemas que agora, em contextos renovados e sob diferentes fatores de análise, é possível estudar de acordo com uma perspetiva de modernidade.

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