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D ISTRIBUTION AND ABUNDANCE OF PELAGIC FISH

Como já foi referido anteriormente, a interação da escola com a família constitui um elemento importante para o saudável e global desenvolvimento das crianças, assim as OCEPE (1997), referem a este respeito que “Os pais poderão eventualmente, participar em situações educativas planeadas pelo educador para o grupo, vindo a contar uma história falar da sua profissão, colaborar em visitas e passeios, etc.” (p.45).

Como foi possível observar no contexto da praxis, o infantário tem como objetivo bem demarcado a aproximação dos pais das suas crianças e envolvimento dos mesmos em diversas atividades promovidas pela escola.

Deste modo, é comum os pais, representados por uma associação de pais, em parceria com a escola e em ligação com a comunidade realizarem atividades de angariação de fundos para a compra de materiais e para convívio, designando esse tipo de festas por Arraiais.

Foi a partir da realização de um desses arraias que eu e as minhas colegas de estágio Mariana Gouveia e Beatriz Ornelas programamos uma atividade de aeróbica, ministrada pela monitora Carina Fernandes.

Esta atividade teve como objetivo proporcionar uma atividade motora divertida e diferente que pudesse ser realizada por todos os intervenientes no arraial.

Figura 58. Aula de aeróbica, atividade realizada para a comunidade.

Além desta atividade, participamos com o restante corpo docente e não docente do Infantário nas tarefas de organização do arraial e nas tarefas delegadas a cada sala. Deste modo, pudemos vivenciar o grande impacto que este tipo de atividade tem na comunidade educativa e nas próprias crianças que participaram na festa com grande alegria.

Figura 59. Outras atividades paralelas realizadas no arraial.

Além da atividade descrita anteriormente, realizei uma atividade de apresentação do projeto “Como podemos viver saudáveis?” cuja execução se realizou no âmbito da última fase de uma MTP, Fase IV- Divulgação/avaliação.

Para Vasconcelos (2012), nesta fase do processo as crianças divulgam as suas aprendizagens, assim, “Expõe-se uma sistematização visual do trabalho nos átrios de entrada e nos corredores, elaboram-se álbuns, portefólios, divulga-se. (…) é uma espécie de celebração, um meio simbólico de reconhecer o que foi conquistado e apreendido pelo grupo durante o projeto” (p.17).

Desta forma e com o intuito de realizar as ideias preconizadas pelo referido autor, nos dias que antecederam a apresentação, tentei de forma individual e em grupo compreender se as crianças queriam divulgar o seu projeto, de que forma desejavam fazê-lo e a quem.

No geral, as crianças responderam afirmativamente à questão, sendo que a maioria referiu que gostaria de mostrar o seu trabalho aos pais e aos amigos da escola Assim, sugeri de imediato a construção de um convite formal aos pais, às crianças e adultos das restantes salas do infantário.

Figura 60. Convite criado pelas crianças para enviar às famílias.

No que concerne à forma como as crianças gostariam de apresentar o projeto, notei algumas dificuldades por parte dos mesmos em verbalizar as ideias, sendo necessária a minha intervenção dando algumas sugestões.

Desta forma, para que as crianças fizessem uma retrospetiva do trabalho realizado durante o projeto pedi-lhes que organizassem todos os registos gráficos, quadros, fotografias entre outros materiais produzidos durante o projeto, para posteriormente construir um livro gigante com todos os trabalhos produzidos24.

Figura 61. Preparação e organização dos materiais realizados durante o projeto.

Depois de organizado todo o material, conversei com as crianças, com o intuito de compreender a melhor maneira de realizar uma apresentação que fosse de acordo com os pressupostos enunciados por Vasconcelos (2012), de divulgar o projeto, passando aquela que o mesmo chama de “fase da socialização do saber” (p.17) e que fosse ao encontro da vontade e necessidade das crianças.

Tendo em consideração as especificidades da apresentação e do próprio grupo de crianças que em alguns momentos se inibem quando têm de comunicar verbalmente, achei que seria benéfico implementar uma conversa de grupo, na qual eu iria questionar as crianças acerca das atividades que teriam feito no decorrer do projeto.

Como esta foi uma prática diária da qual retirei bons resultados no decorrer do processo, achei que esta seria a melhor forma de envolver todas as crianças fazendo-as participar no diálogo de forma natural e espontânea como se de um diálogo informal se tratasse.

Assim, no decorrer da conversa acordamos que íamos explicar aos convidados o que tínhamos feito, onde, como, e quando, uma vez que Vasconcelos (2012), refere que o educador não deve fazer perguntas demasiado óbvias e de resposta sintéticas “concentrando-se, ao contrário, em perguntas de aprofundamento ou antevisão típicas

de trabalho de projecto: ‘quem?’, ‘como?’, ‘onde?’, ‘de que forma?’ ‘como poderá ser?’, ‘que pode acontecer se…?’” (p.19).

A par desta apresentação, decidi realizar também uma exposição de fotografias das crianças a organizarem o livro do projeto e fazer uma apresentação em vídeo de todo o processo em que se envolveram as crianças para a realização do projeto.

Desta forma, no dia 4 de junho às 17h30, começamos a receber os primeiros pais e crianças das outras salas do infantário que de imediato foram encaminhados ao polivalente para um chá e para verem a exposição fotográfica lá existente.

Este foi um momento muito entusiasmante para mim uma vez que senti por parte das crianças uma grande vontade de monstra o trabalho aos pais e amigos, deixando transparecer o objetivo maior, ao qual me predispus que foi o de motivar e envolver as crianças em atividades apelativas, que fossem ao encontro dos seus interesses e motivações tornando-as desta forma mais integradas e significativas.

Depois de recebermos todos os convidados, organizei o grupo de crianças num tapete colocado no polivalente para o efeito e fiz uma breve apresentação aos pais do momento que se iria desenrolar. Em seguida iniciei um diálogo com as crianças onde as questionei acerca do trabalho realizado colocando questões abertas para que as crianças pudessem aprofundar e explicar por suas palavras o processo. O resultado foi muito positivo e as crianças participaram efusivamente, sempre respeitando as regras que foram sendo trabalhadas dentro da sala de atividade.

Figura 62. Apresentação do projeto “Como podemos viver saudáveis?” à comunidade.

Depois de um diálogo de cerca de 15 minutos, propus às crianças o visionamento do vídeo25 referente ao projeto para que pudéssemos mostrar através das imagens todo o processo que as crianças tinham acabado de verbalizar.

Figura 63. Visionamento do vídeo sobre o projeto “Como podemos viver saudáveis?”.

Depois do visionamento dei por terminada a apresentação e convidei todos os presentes para um pequeno lanche de convívio.

Em síntese, realço que esta atividade ultrapassou as minhas expetativas, uma vez que as crianças tiveram uma atitude muito desinibida, tendo em conta a presença dos pais, e revelaram uma grande capacidade de comunicação, fazendo uma boa descrição de todo o processo. Mesmo as crianças mais tímidas foram capazes de verbalizar partes do processo o que denotou um avanço significativo ao nível da comunicação.

Destaco ainda, a afluência de pais, à apresentação o que denotou o envolvimento e importância que estes demonstram pelo processo de aprendizagem dos seus filhos.