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Cost-effectiveness of web-based dietary assessment

4.3 Web-based versus traditional tools

4.3.3 Cost-effectiveness of web-based dietary assessment

atividades de ginásio

Isabel Simões Dias

Instituto Politécnico de Leiria/Escola Superior de Educação e Ciências Sociais (IPL/ESECS) – Centro de Investigação em Qualidade de Vida (CIEQV); Núcleo de Investigação e Desenvolvimento em Educação (NIDE/ESECS/IPL)

M.ª Odília Abreu

Instituto Politécnico de Leiria/Escola Superior de Educação e Ciências Sociais (IPL/ESECS) – Centro de Investigação em Qualidade de Vida (CIEQV); Núcleo de Investigação e Desenvolvimento em Educação (NIDE/ESECS/IPL)

Marta Fonseca

Instituto Politécnico de Leiria/Escola Superior de Educação e Ciências Sociais (IPL/ESECS) [email protected] resumo O exercício físico é um meio privilegiado de melhorar a saúde (mental e física) e pode ser motivado por uma variedade de razões (Fox, Stathi, & McKenna, 2007; Ingledew, & Markland, 2008; Ingle- dew, Markland, & Ferguson, 2009). A teoria da autodeterminação de Deci e Ryan (1985, 2008) postula que a motivação para a prática do exercício físico se fundamenta na satisfação de três ne- cessidades básicas: autonomia (ter liberdade de escolha, tomar decisões), competência (sentir-se capaz de atingir os objetivos formulados) e relacionamento interpessoal (manter relações cordiais com as pessoas). Defende que a motivação pode oscilar ao longo de um continuum que desliza en- tre a amotivação, a motivação extrínseca e a motivação intrínseca. Situando-nos nesta perspetiva teórica, que associa a personalidade individual ao contexto de ação, este estudo de índole quanti- tativa pretende analisar as relações entre prática de exercício físico (caminhada e atividades de ginásio) e tipo de motivação. Participantes: 216 participantes (85.6% do sexo feminino e 14.4% do sexo masculino), com idades compreendidas entre os 17 e os 62 anos (M=27.59; DP=10.41). Os dados recolhidos no ano letivo 2014/2015 na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Instituto Politécnico de Leiria integram estudantes (85.6%) e funcionários docentes e não docen- tes (16.9%). Os instrumentos utilizados foram o Behavioral Regulation in Exercise Questionnaire (BREQ-3) – instrumento de avaliação da regulação comportamental em contexto de exercício fí- sico - e o Contextualização da Prática do Exercício Físico - um instrumento construído para este estudo que compreende dados sociodemográficos e informação acerca da prática do exercício físi- co (modalidades, frequência, duração) na última semana, no último ano, nos últimos 5 anos e nos últimos 20 anos. Os resultados mostram diferenças em função do tipo de prática de exercício físico e a motivação associada. Assim, os sujeitos que praticaram atividades de ginásio na última sema- na pontuam mais na motivação identificada; os sujeitos que praticaram atividades de ginásio no último ano pontuam mais na motivação identificada, integrada e intrínseca (mais tendência para se manter); pelo contrário, os que praticam caminhada pontuam mais na motivação extrínseca (maior probabilidade de abandono da prática). Relativamente aos últimos 5 anos e 20 anos, não surgem diferenças significativas. A explicação para as diferenças encontradas poderá estar asso- ciada às necessidades da prática de cada uma das modalidades, ou seja, as atividades de ginásio contemplam um conjunto de procedimentos que implicam maior envolvimento pessoal quando comparadas com a caminhada.

Palavras-chave: Autodeterminação, Motivação, Exercício Físico, Ensino Superior Eixo temático do IPCE: Outros em contextos educativos

131 130 Investigação, Práticas e Contextos em Educação 2017 Investigação, Práticas e Contextos em Educação 2017

seLf-determinAtion theorY: compArison betWeen WALking And gYmnAsium ActiVities

Physical exercise is a privileged mean of improving physical and mental health and it may be mo- tivated by a variety of reasons (Fox, Stathi, & McKenna, 2007; Ingledew, & Markland, 2008; In- gledew, Markland, & Ferguson, 2009). Deci and Ryan’s theory of self-determination (1985, 2008) postulates that motivation for physical exercise is based on the satisfaction of three basic needs: autonomy (having freedom of choice, making decisions), competence (achieving the objectives formulated) and interpersonal relationship (maintaining cordial relationships with others). It ar- gues that motivation can oscillate along a continuum that slips between amotivation, extrinsic motivation, and intrinsic motivation. Based on this theoretical perspective, which associates the individual personality with the context of action, this quantitative study intends to analyze the relationships between physical exercise (walking and gymnasium activities) and type of motiva- tion. Participants: 216 participants (85.6% female and 14.4% male), aged from 17 to 62 years old (M=27.59; SD=10.41). The data, collected in the academic year 2014/2015 in the School of Educa- tion and Social Sciences of the Polytechnic Institute of Leiria, integrate students (85.6%), teachers and non-teaching staff (16.9%). The instruments used were the Behavioral Regulation in Exercise Questionnaire (BREQ-3) – for the evaluation of behavioral regulation in the context of physical exercise - and the Contextualization of the Practice of Physical Exercise - an instrument built for this study that comprises sociodemographic and physical exercise data (modalities, frequency, du- ration) in the last week, in the last year, in the last 5 years and in the last 20 years. The results show differences according to the type of physical exercise practiced and the associated motivation. Thus, subjects who practiced gymnasium in the last week scored more on the identified motivation; Subjects who practiced gymnasium in the last year score more on the identified, integrated and intrinsic motivation (more tendency to keep up); On the contrary, those who practice walking punctuate more in the extrinsic motivation (greater probability of abandoning the practice). For the last 5 years and 20 years, there are no significant differences. The explanation for the differen- ces found may be associated with the needs of the practice of each modality, that is, the activities of gymnasium contemplate a set of procedures that imply more personal involvement when com- pared to the walk. —————— introdução

A Organização Mundial de Saúde (2010) reconhece a prática do exercício físico como um dos com- portamentos promotores de saúde, sugerindo o exercício físico aeróbio como o exercício recomen- dado para adultos com idades compreendidas entre os 18- 64 anos. Os estudos de Legnani, Guedes, Legnani, Filho, e Campos, 2011; Fox, Stathi, e McKenna (2007); Ingledew, e Markland (2008); In- gledew, Markland, e Ferguson (2009) revelam que as razões que levam os sujeitos a praticar exer- cício físico são muito variados, podendo passar, por exemplo, pela necessidade de prevenir doenças, de promover a condição física e/ou de procurar o prazer/bem-estar (Legnani et al, 2011). A teoria da autodeterminação de Deci e Ryan (1985, 2008) proporciona um quadro teórico explicativo para a motivação para a prática do exercício físico defendendo que um sujeito pode ser motivado em dife- rentes níveis (intrínseca e extrinsecamente) ou ser amotivado durante a prática de qualquer ativida- de. Os sujeitos intrinsecamente motivados revelam prazer, satisfação, interesse, alegria e persistên- cia na realização da atividade, manifestando bem-estar psicológico. De acordo com os autores supra citados, podemos identificar 3 tipos de motivação intrínseca: i) para saber (satisfazer a curiosidade); ii) para realizar (pelo prazer da execução) e iii) para experienciar (para experimentar situações esti- mulantes inerentes à tarefa). Já os sujeitos extrinsecamente motivados, revelam diferentes formas de regulação da sua ação: i) regulação externa (comportamento regulado pro prémios ou medo de consequências negativas); ii) regulação interiorizada (comportamento regulado por uma fonte ini- cialmente externa que se transforma em internalizada); iii) regulação identificada (comportamento regulada pelo grau de importância da tarefa) e iv) regulação integrada (o locus de controle é já interno, mas o sujeito não sente o prazer inerente à atividade). De acordo com Calmeira e Matos (2004), este modelo assenta na(s) ideia(s) de que os comportamentos intrinsecamente motivados são autónomos e autodeterminados, que a motivação intrínseca é mantida através de sentimentos de competência e desafio e que o impacto motivacional das recompensas depende do seu significado funcional (i.e., terão um impacto motivacional positivo se forem percecionadas pelo indivíduo como contingentes à sua competência e um impacto negativo se servirem para controlarem o comportamento).

Inserindo-se numa investigação mais alargada que tem vindo a ser desenvolvida desde 2014, na ESECS/IPL, e que incide nas variáveis exercício físico, qualidade de vida e saúde mental (Abreu &

Dias, 2016, 2017), este estudo tem como objetivo analisar as relações entre prática de exercício físico (caminhada e atividades de ginásio) e tipo de motivação.

metodoLogiA

Seguindo uma metodologia quantitativa, recolheram-se dados no ano letivo 2014/2015 para analisar as relações entre prática de exercício físico (caminhada e atividades de ginásio) e tipo de motivação. Participantes

Participaram neste estudo 216 pessoas (85.6% do sexo feminino e 14.4% do sexo masculino), com idades compreendidas entre os 17 e os 62 anos (M=27.59; DP=10.41). Destes participantes, 85.6% eram estudantes do ensino superior e 16.9%, funcionários docentes e não docentes da Escola Supe- rior de Educação e Ciências Sociais do Instituto Politécnico de Leiria.

Instrumentos de recolha e análise de dados

Como instrumentos de recolha de dados recorreu-se a dois instrumentos distintos:

• Contextualização da Prática do Exercício Físico - instrumento construído para este estudo que compreende dados sociodemográficos e informação acerca da prática do exercício físico (modalidades, frequência, duração) na última semana, no último ano, nos últimos 5 anos e nos últimos 20 ano. Organizado em oito itens, contempla questões fechadas e abertas.

• Behavioral Regulation in Exercise Questionnaire (BREQ): O BREQ é um instru- mento de avaliação da regulação comportamental em contexto de exercício físico da autoria de Markland e Tobin. O instrumento utilizado neste trabalho, BREQ- 3, foi precedido pelo BREQ—2 que, de acordo com Markland e Tobin (2010, p. 93), “(…) has been shown to have good factorial validity (…) and is a widely used measure of exercise motivation”. O BREQ-3 segue a versão original BREQ-2 e a escala IG de, Wilson, Rodgers, Loitz e Scime (2006). Incluindo 24 itens, integra 6 subescalas: amotivação (4 itens), regulação externa (4 itens), regulação intro- jetada (4 itens), regulação identificada (4 itens), a regulação integrada (4 itens) e motivação intrínseca (4 itens). Esta nova versão revelou propriedades psicomé- tricas adequadas para o contexto espanhol, conforme atestam Sicilia, Sáenz-Al- varez, González-Cutre e Ferriz (2014).Tal como o BREQ-2, as respostas surgem numa escala tipo likert de 5 pontos que vai de 0 (não é verdade para mim) a 4 (muitas vezes é verdade para mim).

O tratamento e análise estatística dos dados foram efetuados no programa SPSS (versão 21.0 para Windows) e incluiu procedimentos de recodificação de variáveis, nomeadamente, no tipo de exer- cício físico praticado. Assim, considerou-se atividades de ginásio, todas as que são realizadas num espaço físico fechado como, por exemplo, máquinas, zumba, ginástica, dança, ioga, pilates, … Por caminhada entendeu-se as atividades que implicam caminhar ou correr: caminhada, corrida, jog- ging, marcha,…. Procedeu-se, também, ao cálculo da pontuação das subescalas do BREQ-3. Foram, ainda, calculadas as frequências simples e as medidas de tendência central (média e desvio padrão) necessárias à descrição da amostra. Posteriormente, utilizaram-se medidas de diferenças de médias, nomeadamente testes T.

procedimento

Para a realização deste estudo recorreu-se a uma amostra de conveniência. Após anuência da direção da ESECS/IPL para a realização do estudo passou-se à segunda fase do procedimento que consistiu na administração do protocolo de investigação. Relativamente aos funcionários docentes e não do- centes, optou-se por distribuir o protocolo de investigação nos gabinetes e nos cacifos dos diferentes funcionários da escola.

No que respeita aos estudantes, numa primeira fase, contactaram-se os coordenadores dos cursos do 2.º ciclo que agilizaram o processo junto das respetivas turmas. Em data e hora previamente agen- dadas, uma das investigadoras administrou presencialmente o protocolo em contexto de sala de aula.

133 132 Investigação, Práticas e Contextos em Educação 2017 Investigação, Práticas e Contextos em Educação 2017 resuLtAdos

Os resultados do questionário Contextualização da Prática do Exercício Físico permitiram-nos iden- tificar o tipo de exercício físico realizado na última semana, no último ano, nos últimos cinco anos e nos últimos vinte anos.

Relativamente ao instrumento BREQ-3, podemos encontrar pontuações mais baixas nas dimensões: amotivação M =1.24 (DP=0.47), regulação externa M =1.36 (DP=0.62) e a regulação introjetada M =1.63 (DP=0.61). A média de pontuações mais elevada surge nas dimensões regulação identifi- cada M =3.84 (DP=0.78), motivação intrínseca M =3.75 (DP=0.96) e regulação integrada M =3.14 (DP=1.26).

As diferenças de médias relativas à prática de exercício físico caminhada e atividades de ginásio revelaram diferenças nos quatro momentos para os quais os participantes foram inquiridos: última semana, último ano, últimos cinco anos e últimos 20 anos.

tabela 1. Estilos motivacionais vs tipo de exercício físico na última semana

Estilo

Motivacional Tipo deExercício Físico N Média D.P. t p

Amotivação Caminhada 20 1.12 0.37 1.40 0.17

Atividades de

Ginásio 21 1.01 0.05

Regulação Externa Caminhada 20 1.34 0.66 1.12 0.27

Atividades de

Ginásio 21 1.14 0.43

Regulação

Introjetada Atividades de Caminhada 20 1.61 0.48 0.75 0.46

Ginásio 21 1.49 0.64

Regulação

identificada Atividades de Caminhada 20 3.92 0.77 -2.79 0.09*

Ginásio 21 4.48 0.44

Regulação Integrada Caminhada 20 3.55 1.35 -1.29 0.20

Atividades de

Ginásio 21 4.05 1.12

Motivação Intrínseca Caminhada 20 3.96 1.01 -2,00 0.05

Atividades de

Ginásio 21 4.49 0.63

Os sujeitos que praticaram atividades de ginásio na última semana pontuam mais na subescala mo- tivação extrínseca identificada, com diferenças estatisticamente significativas.

tabela 2. Estilos motivacionais vs tipo de exercício físico no último ano

Estilo

Motivacional Tipo deExercício Físico N Média D.P. t p

Amotivação Caminhada 34 1.32 0.50 1.96 0.05*

Atividades de

Ginásio 35 1.11 0.32

Regulação Externa Caminhada 34 1.47 0.60 2.47 0.02*

Atividades de

Ginásio 35 1.16 0.45

Regulação

Introjetada CaminhadaAtividades de 34 1.53 0.46 -0.70 0.49

Ginásio 35 1.64 0.77

Regulação

identificada CaminhadaAtividades de 34 3.71 0.75 -3.57 0.00*

Ginásio 35 4.30 0.61

Regulação Integrada Caminhada 34 2.90 1.30 -3.17 0.00*

Atividades de

Ginásio 35 3.84 1.14

Motivação Intrínseca Caminhada 20 3.61 1.00 -2,96 0.00*

Atividades de

Ginásio 21 4.25 0.77

Os sujeitos que praticaram atividades de ginásio no último ano pontuam mais na motivação extrín- seca identificada, integrada e na motivação intrínseca. Por outro lado, os sujeitos que praticaram caminhada pontuam mais na motivação extrínseca externa e amotivação.

tabela 3. Estilos motivacionais vs tipo de exercício físico nos últimos cinco anos

Estilo

Motivacional Tipo deExercício Físico N Média D.P. t p

Amotivação Caminhada 24 1.34 0.51 0.92 0.36

Atividades de

Ginásio 34 1.22 0.50

Regulação Externa Caminhada 24 1.27 0.44 -0.11 0.91

Atividades de

Ginásio 33 1.29 0.67

Regulação

Introjetada CaminhadaAtividades de 24 1.66 0.62 0.44 0.66

Ginásio 34 1.58 0.66

Regulação

identificada CaminhadaAtividades de 24 3.85 0.73 -1.24 0.22

Ginásio 34 4.09 0.73

Regulação Integrada Caminhada 24 3.21 1.20 -1.00 0.32

Atividades de

Ginásio 34 3.54 1.25

Motivação Intrínseca Caminhada 24 3.94 0.88 -0.22 0.83

Atividades de

Ginásio 34 4.00 0.92

Os sujeitos que afirmaram praticar exercício físico não revelaram diferenças estatisticamente signi- ficativas quanto ao tipo de exercício praticado nos últimos cinco anos.

tabela 4. Estilos motivacionais vs tipo de exercício físico nos últimos vinte anos

Estilo

Motivacional Tipo deExercício Físico N Média D.P. t p

Amotivação Caminhada 15 1.33 0.53 1.10 0.29

Atividades de Ginásio 28 1.18 0.39

Regulação Externa Caminhada 15 1.43 0.61 1.80 0.08

Atividades de Ginásio 27 1.14 0.45

Regulação

Introjetada CaminhadaAtividades de Ginásio 1528 1.671.57 0.770.61 0.44 0.66

Regulação

identificada CaminhadaAtividades de Ginásio 1528 3.724.12 0.60 -1.540.90 0.13

Regulação Integrada Caminhada 15 3.22 0.94 -1.07 0.29

Atividades de Ginásio 28 3.63 1.33

Motivação Intrínseca Caminhada 15 3.82 0.77 -0.59 0.56

Atividades de Ginásio 28 3.99 1.00

Relativamente aos últimos 20 anos, não surgem diferenças significativas entre tipo de exercício pra- ticado e estilos motivacionais.

135 134 Investigação, Práticas e Contextos em Educação 2017 Investigação, Práticas e Contextos em Educação 2017 discussão e concLusões

Da análise dos resultados destacam-se algumas diferenças de estilos motivacionais e tipos de exer- cício físico praticado.

A caminhada é um dos tipos de exercício aeróbio mais recomendado para adultos (Haskell, et al., 2007) tal como reconhecido pela Organização Mundial de Saúde (2010). No entanto, os dados deste estudo revelam que os participantes, embora envolvidos na prática deste tipo de exercício, na última semana, apresentam uma motivação extrínseca ou amotivação para a prática do mesmo. De acordo com Brunet e Sabiston (2011) sujeitos com uma motivação extrínseca para a prática têm uma maior probabilidade de abandono. Segundo a perspetiva teórica de Deci e Ryan (1985,2008) a autodeter- minação é útil na predição da prática de exercício físico.

Conforme Biddle e Nigg (2000) sujeitos autodeterminados apresentam intenções fortes, envolven- do-se na prática do exercício físico, desafiando-se para o seu aprimoramento. Neste estudo, os su- jeitos com uma motivação mais próxima da motivação intrínseca foram os sujeitos que praticavam atividades de ginásio. Para Guérin e Fortier (2012), sujeitos que manifestam uma motivação mais intrínseca têm uma maior probabilidade de se manter na atividade.

Sabendo que a prática de atividades de ginásio melhora valências da aptidão física como a força, potência e resistência muscular localizada (Póvoa, Jardim, Sousa, Jardim, Souza, & Jardim, 2014) e que os participantes neste estudo revelam uma tendência de estilo motivacional de índole intrínseco, assumem-se estes resultados como instigadores de novos estudos com intuito de perceber o seu sig- nificado no âmbito da Psicologia do Exercício Físico.

referênciAs bibLiogrÁficAs

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137 136 Investigação, Práticas e Contextos em Educação 2017 Investigação, Práticas e Contextos em Educação 2017

Da motivação intrínseca ao exercício