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Coordination of Larvae Surveys for 2000/2001

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1 TERMS OF REFERENCE

3.2 Coordination of Larvae Surveys for 2000/2001

De acordo com o PNEF (2001, p. 31) a AI “consiste em determinar as aptidões e

dificuldades dos alunos nas diferentes matérias do respetivo ano de curso, procedendo simultaneamente à revisão / atualização dos resultados obtidos no ano anterior”. O mesmo

documento refere que esta etapa deve ter um período relativamente alargado, onde o professor vai aperceber-se da forma como os alunos aprendem e como se situam relativamente ao programa daquele ano de escolaridade. Este processo é determinante pois permite “averiguar da posição do aluno face a novas aprendizagens que lhe vão ser propostas e a aprendizagens anteriores que servem de base àquelas” (Ribeiro, 1997, p. 79), com vista a determinar as suas

necessidades e insuficiências (Batalha, 2004).

Nesta fase a maior dificuldade que tivemos foi a avaliar 23 alunos, agravava o facto de não os conhecermos todos e confundirmos o nome de alguns.

Apesar de a AI constituir uma etapa muito importante para o desenrolar do ano letivo, consideramos que foi um pouco extensa, não havendo necessidade de realizar três aulas de algumas matérias, pois ao final da segunda conseguíamos saber o nível geral da turma e quais os alunos que apresentavam maiores lacunas. Em termos pessoais sentimos dificuldade em saber o nome de todos os alunos e em planear as primeiras aulas, pois até aqui o planeamento era predominantemente hipotético e para colegas de turma, aqui eram alunos “reais” e não conhecíamos as suas capacidades, o que nos fazia sempre duvidar daquilo que planeávamos.

Os dados retirados da AI permitiram-nos identificar os alunos mais e menos proficientes, as matérias onde os alunos estão mais e menos aptos, as matérias para as quais existe mais motivação. Pretendemos destacar que a AI não pretendeu apenas identificar o nível médio da turma e de cada aluno individualmente, em cada matéria. Procurámos conhecer a turma, identificando as relações estabelecidas, os líderes e os alunos mais retraídos.

Para avaliar o nível da turma foram utilizados diversos instrumentos. Nesta fase tínhamos duas opções: avaliar qualitativamente, balizando mais a avaliação; ou avaliar quantitativamente, de 1 a 20, que aumentava a margem de erro na AI. Optámos pela avaliação quantitativa, pois, apesar de sabermos que a dificuldade seria maior, preferimos sentir desde a AI a familiarização com esta escala. Nesta fase a margem de erro não prejudicava os alunos e, podia trazer ganhos na nossa aprendizagem.

Para o Voleibol utilizámos um instrumento sugerido por Mesquita (1998), havendo quatro níveis de jogo: estático, anárquico, consecução rudimentar dos três toques e consecução elaborada dos três toques. Para aferir o nível em que os alunos se encontram são

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considerados os aspetos: dinâmica coletiva, serviço / receção, ataque e defesa. Apresentamos no Anexo B o instrumento.

O Andebol e Basquetebol foram duas matérias sempre avaliadas em conjunto, visto tratarem-se jogos desportivos coletivos de invasão, onde a compreensão do domínio das fases de jogo pode ser coincidente e determinar os comportamentos estratégicos em pé de igualdade para as duas matérias. O instrumento utilizado para avaliar os alunos é sugerido por Garganta e Pinto (1995) que tem quatro níveis de jogo: espontâneo, intencional, estruturado e elaborado. Para avaliar o nível de jogo de cada aluno são considerados quatro componentes: ocupação do espaço, progressão no terreno, domínio da bola e ações de cooperação. Podemos consultar o instrumento no Anexo C.

Para Dança adaptámos um instrumento proposto por Batalha (2004), no entanto considerámo-lo muito complexo, utilizando apenas três elementos: relação música – movimento, fluidez dos movimentos e expressividade. Apresentamos o instrumento no Anexo

D.

Nas etapas seguintes introduzimos o elemento criatividade, pois era muito solicitada ao longo das aulas. Para melhor compreender a criatividade recorremos a Simões (2014), a autora lembra que o desenvolvimento de competências como a criatividade, espírito crítico e moral está consagrado na Lei de Bases do Sistema Educativo. A autora refere que ao longo da revisão bibliográfica foi possível constatar diferentes definições de criatividade, sendo comum as palavras mudança, processo, busca de soluções, ideias ou criação.

Na continuação do mesmo estudo, Simões (2014) refere que para avaliar a criatividade em EF tem de se ter em conta algumas variáveis, nomeadamente o número de indivíduos envolvidos, o que cada um faz, a dinâmica implementada e alguns gestos técnicos realizados, bem como os objetivos imediatos e mediatos.

Nas restantes matérias – Ginástica Acrobática e Ténis – criámos juntamente com o orientador cooperante um instrumento que nos permitisse avaliar os alunos em componentes que consideramos fundamentais para permitir sucesso nestas matérias. Para a Ginástica Acrobática os elementos foram: colocação dos segmentos corporais / alinhamento postural, segurança nas pegas utilizadas e “montagem e desmontagem” da figura com fluidez / Segurança durante a figura como base; para o Ténis: Pega / domínio da raquete; posicionamento / deslocamento em função da trajetória da bola e fase de batimento.

Também na AI decidimos realizar a bateria de testes Fitnessgram, sendo objetivo repetir os testes no final do ano letivo. O Programa Nacional de Educação Física (PNEF, 2001) indica esta bateria de testes como a mais indicada a aplicar nas aulas de EF, sendo

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fundamental em todos os anos de escolaridade para avaliar a aptidão física dos alunos, visto que a natureza e significado do nível de aptidão física e as suas implicações na saúde e bem- estar permitem e favorecem no processo de aprendizagem. De acordo com o manual de procedimentos (2007), a Fitnessgram é uma bateria de testes onde podemos avaliar a aptidão física, a aptidão aeróbia e a composição corporal dos alunos. Este tipo de teste foi concebido para auxiliar os professores de EF nas suas avaliações de aptidão dos alunos, em consequência das finalidades educativas que estão presentes no currículo da disciplina de EF, assim como enquadrar a AF como parte do dia-a-dia.

O protocolo permite a escolha de alguns testes para calcular os diferentes parâmetros. Os que escolhemos foram:

Composição corporal – Índice de Massa Corporal (IMC); Capacidade aeróbia – The pacer;

Força abdominal – Curl up;

Força superior - Flexed Arm Hang; Flexibilidade do tronco - Trunk Lift; Flexibilidade - Back-saver sit-and-reach

A descrição e administração dos testes vêm no Anexo E.

A aplicação desta bateria visava dois objetivos, por um lado dar um feedback aos alunos acerca da sua condição física, bem como verificar a evolução registada ao longo do ano letivo; por outro permitir que o professor criasse grupos de aptidão para desenvolver as capacidades condicionais força e flexibilidade.

Realizámos grupos em que os alunos possuíam resultados semelhantes na capacidade condicional a desenvolver. Ao longo do ano cada grupo tinha um treino individualizado, para a força todos os alunos realizavam ao mesmo tempo (podemos consultar no PdA presente no

Apêndice C), no caso da flexibilidade era distribuída uma folha a cada grupo com as imagens

dos exercícios a realizar, cada grupo tinha um responsável para administrar os exercícios. Finalizando a AI foi possível obter dados que nos permitissem tomar decisões baseadas nas necessidades apresentadas pela turma, sabendo quais as matérias onde é necessário investir mais tempo.

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