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Konferansebidrag og faglige presentasjoner

In document Forskningen ved Politihøgskolen 2014 (sider 63-71)

No momento de organização dos dados coletados, foi necessário articulá-las ao objetivo da investigação, escolher com quais dados iríamos trabalhar e, consequentemente, quais professoras seriam sujeitos da nossa pesquisa.

Um processo que se iniciou por separar os docentes por município, numa tentativa de balizar nossas interpretações pelas políticas educacionais de cada cidade, essencialmente, as concernentes aos conteúdos curriculares aprendidos/ensinados aos

estudantes dos anos iniciais do Ensino Fundamental. Contudo, o elevado número de políticas educacionais a serem estudadas, num total de 14, inviabilizou essa ação, pelo menos naquele momento. No estado de São Paulo, tínhamos docentes de 5 municípios diferentes; no Mato Grosso do Sul, 1; em Minas Gerais, 2; em Mato Grosso, 2; no Rio Grande do Norte, 4.

Outro eixo de chamamento recaiu sobre o tempo de atuação dos docentes, já que no grupo tínhamos docentes iniciantes, com 2 anos de experiência, e até os mais experientes, em final de carreira, com mais de 25 anos de atuação. Mas, para esta análise, inicialmente, buscamos triangular a quantidade e a qualidade das narrativas produzidas na formação com o tempo de experiência de cada professora.

Então, focamos nas análises das mensagens postadas no fórum “cursista e formadora”, em que a segunda realizava questionamentos mais específicos e a primeira perguntava sobre os trabalhos realizados; nas argumentações mais reflexivas elaboradas pelos professores durante as interações com o grupo e nas tarefas individuais; no atendimento às proposições encaminhadas; e na realização de todas as atividades elaboradas no processo formativo. E foi nesse subgrupo, de docentes com mais tempo na docência, que encontramos mais possibilidade de diálogo com relação não apenas ao objeto de estudo, na tentativa de aproximação aos questionamentos da investigação, mas também à consecução dos objetivos da pesquisa. Além disso, esses professores fazem parte de um coletivo que nunca deixou de realizar nenhuma atividade do curso.

Portanto, nesse processo de escolha dos sujeitos, a opção contemplava os professores mais experientes, com mais de 7 anos de atuação no magistério. Marcelo Garcia (2009) relaciona o termo “professor perito” não somente àqueles que têm mais tempo de atuação, mas também à pessoa que tem um nível alto de conhecimento e destreza não adquirido naturalmente. “Não é com o mero transcorrer dos anos que o professor perito conquista a sua competência profissional” (MARCELO GARCIA, 2009, p.14).

Ainda assim, teríamos as seguintes professoras: uma com 27 anos, uma com 24, uma com 12 e outra com 7, todas trabalhando no 1º ano do Ensino Fundamental inicial; e uma com 8 anos, atuando no 2º ano. Ao considerar o volume de dados organizados nas narrativas, resolvemos afunilar o grupo a ser investigado. Como já tínhamos estabelecido o critério — professores experientes —, ficamos com as docentes que possuíam maior tempo de atuação: 27, 24 e 12 anos. E serão identificadas daqui em

diante como: Mariana14 , Margarida e Morgana. Elas atuavam no 1º ano, conforme dados da ficha de inscrição. A escolha dessa turma/ano escolar de estudantes para atuar em 2010 está aliada a vários outros fatores, que foram anunciados por elas, ao preencherem o questionário inicial da formação15.

Desse modo, as participantes da nossa investigação são três docentes, do estado de São Paulo, das quais apenas uma pôde fazer a opção pela turma em que lecionou no período da coleta dos dados em 2010. No quadro 5 são mostrados alguns aspectos que as caracterizam.

Quadro 4 - Caracterização das colaboradoras da investigação

Nome Idade

(ano) Tempo de docência(a nos) Tempo de atuação na Rede (anos) Tempo de atuação na escola (anos) Tempo de atuação na turma do 1º ano (anos) Formação acadêmica

Mariana 53 27 23 10 6 meses Pedagogia e

especialização em Gestão Escolar Margarida 45 24 24 02 01 Magistério, Pedagogia e especialização em Gestão Escolar

Morgana 38 12 10 08 09 Magistério, História

e especialização em Psicopedagogia

Fonte: Dados de pesquisa/2010

No quadro 5, podemos observar que Mariana tem 53 anos de idade, 27 de docência, 23 anos na rede pública municipal no estado de São Paulo; trabalhava há 10 anos na mesma escola e há 6 meses na turma do primeiro ano. Tem formação inicial em pedagogia, com especialização em Gestão Escolar. Margarida tem 45 anos, 24 anos de experiência no magistério e igual tempo na rede municipal do estado de São Paulo, 2

14 Mariana, Margarida e Morgana são nomes fictícios. Porém, significativos para a pesquisadora. O primeiro fazia parte de um repertório de nomes elencados (para homem e mulher) durante a gravidez de seu último filho, mas naquela época não puderam ser utilizados. A inicial “M” consolida a família de sua pertença. Todos têm nomes com essa inicial.

15Mariana

– “Não escolhi a turma que estou atuando este ano. A sala de 1º ano e a do nível II me foram atribuídas de acordo com meu perfil de alfabetizadora”. (Narrativa do QI de 01/10/10). Margarida – “Na verdade eu não escolhi o ano em que eu estou ministrando aula este ano de 2010. A sala é atribuída pela direção da escola”. (Narrativa do QI de 29/09/10). Morgana – “Como eu dobro na rede municipal, e tenho a oportunidade de lecionar na mesma escola nos dois períodos, resolvi trabalhar este ano no início da alfabetização”. (Narrativa do QI de 01/10/10).

anos na mesma instituição escolar e 1 ano na docência com os estudantes do 1º ano. E ainda, trabalhava nos dois períodos com a mesma turma. Como formação inicial, realizou o curso de Pedagogia e, mais tarde, especializou-se em Gestão escolar. E, finalmente, Morgana tem 38 anos; 12 anos de profissão docente, sendo 10 desses na rede municipal do estado de São Paulo; 8 anos no mesmo estabelecimento escolar; e tem 9 anos de experiência no trabalho docente com o 1º ano do Ensino Fundamental. A professora trabalhava em dois períodos na mesma sala, mas com turmas diferentes (1º ano e Educação Infantil). Tem formação em Magistério e História, com especialização em Psicopedagogia.

Mariana e Margarida podem ser consideradas experientes na docência, mas iniciantes no 1º ano do Ensino Fundamental. E Morgana, que tem menos tempo de atuação no magistério, é mais experiente no trabalho com crianças de 6 anos, pois dos 12 de carreira, a maior parte foi dedicada ao trabalho com esses estudantes. E, considerando que o Ensino Fundamental de nove anos foi adotado no Brasil em 2006 e, em especial, em São Paulo foi implantado o Programa “Ler e Escrever” em 2007, Morgana trabalha desde o início desse processo com o 1º ano, pois em 2010 (ano da coleta dos dados) ela já tinha 9 anos de experiência docente nesse ano de escolaridade. Assim, podemos inferir que a professora trabalhou na Educação Infantil pelo menos seis anos (anteriormente a 2006, as crianças de 6 anos eram atendidas nessa modalidade), antes dessa ampliação em nosso sistema educacional e três anos na nova organização.

E, ainda, Morgana, Mariana e Margarida devem conhecer muito bem o Programa “Ler e Escrever”, pois elas vêm acompanhando essa política desde o início de sua implementação, já que estão com dez ou mais anos de atuação na Rede Municipal do Estado de São Paulo. Contudo, não podemos afirmar que Mariana e Margarida vivenciaram o referido Programa trabalhando no efetivo exercício de sala de aula, pois esses dados não puderam ser evidenciados, como no caso de Morgana.

Assim, todas as professoras fazem parte da rede de ensino público do Estado de São Paulo, mas em cidades diferentes: Mariana e Margarida atuam na cidade de Descalvado e Morgana, em Alumínio. E as três fazem parte do grupo que atua profissionalmente com o objetivo central de melhorar sua capacidade como docente; afinal, buscaram a nossa formação continuada de forma voluntária, como um incentivo profissional. Coadunando com Marcelo Garcia (1999), inferimos que elas querem diversificar os métodos de ensino e experimentar novas práticas.

In document Forskningen ved Politihøgskolen 2014 (sider 63-71)