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Konferansebidrag og faglige presentasjoner

In document Forskningen ved Politihøgskolen 2013 (sider 40-50)

exercício da profissão

Como uma investigação que se pautou no modelo construtivo colaborativo (CLARK et al., 1996; COLE; KNOWLES, 1993; MIZUKAMI et al., 2002; REALI et al., 1995), a intervenção foi desenvolvida em um curso de extensão7, tendo como público-alvo os professores dos anos iniciais do Ensino Fundamental8, com o objetivo de “contribuir no processo de desenvolvimento profissional dos docentes, possibilitando reflexões sobre experiências de ensino e aprendizagem em seus contextos de atuações.” (RODRIGUES, 2009, p. 4).

Por meio da formação, refletimos com os docentes colaboradores da pesquisa sobre como se definem os conteúdos específicos a serem aprendidos pelas crianças – o que deve ser aprendido (conteúdo), em que grau de proficiência (quanto), de que maneira os estudantes aprendem e por que eles devem aprender (como e por quê). E, assim, foi possível evidenciar como são trabalhados os conteúdos escolares nos anos iniciais do Ensino Fundamental, como uma maneira de identificar dados sobre o desenvolvimento do conteúdo pedagógico e da base de conhecimento docente, referendados nos estudos de Shulman (1987, 1987); Mizukami (2004; 2005-2006) e Mizukami et al. (2002).

Uma formação pautada numa perspectiva em que o centro da discussão foi a escola, permeada pela colaboração. As narrativas dos participantes, durante o processo formativo, ao se referirem à forma (diversificação e duração das atividades/módulos) e ao conteúdo de organização do curso, serviram, continuadamente, para o replanejamento das ações, tendo como característica essencial a valorização da prática profissional do professor, para a compreensão da complexidade e da dinâmica dos processos pedagógicos que são vivenciados no dia a dia das escolas e na singularidade de cada pessoa imersa nesse contexto. (REALI et al., 1995).

Com esse pressuposto teórico-metodológico, em que a formação docente está baseada no desenvolvimento profissional e a investigação, no modelo construtivo- colaborativo, inicialmente, no curso, foi primordial que os professores refletissem sobre

7 Aprovado pela Pró-Reitoria de Extensão/ ProEx da Universidade Federal de São Carlos/UFSCar. 8 No curso participaram professores dos anos iniciais (1º, 2º e 3º anos), mas na investigação trabalhamos apenas com os dos 1º. anos.

o processo de organização do planejamento de ensino, discutindo “como”, “quando” e “por que” o docente planeja. E, na sequência, dialogamos sobre os materiais utilizados como apoio ao trabalho docente nos momentos de planejamento nos anos iniciais do Ensino Fundamental; sobre o conhecimento e a participação no processo de construção do projeto político-pedagógico, na escola; sobre a utilização do livro didático9 como fonte de apoio ao trabalho docente. E construímos um plano de ensino, detalhando os conteúdos a serem trabalhados, os objetivos, as atividades, as formas de modificação/adaptação das atividades do livro para os estudantes.

Assim, envolvemo-nos também na discussão de como registrar de forma escrita as memórias docentes, observando os seguintes aspectos: como foi a entrada do professor na escola (início da escolarização); quais as influências da infância para a vida escolar e para a escolha profissional; quais docentes foram marcantes e por quê; como se tornou professor@ (professor ou professora); quando e por quê; quem influenciou em sua opção pela docência ou por ser alfabetizador (a). Também foram feitas ponderações sobre como se sentiam diante da opção profissional docente e relatos da própria prática, apontando as situações profissionais que envolvem o sucesso e o fracasso, o que é ser professor (a) alfabetizador (a), etc.

Assim, entendemos que o curso buscou discutir questões presentes no dia a dia de nossas escolas, em especial, o fazer pedagógico docente. Por conseguinte, buscamos construir situações formativas com intencionalidades pedagógicas, numa relação de ensino-aprendizagem para todos envolvidos (GIOVANNI, 2009), atendo-se ao eixo condutor – a escola, como já anunciado.

A formação centrada na escola é, assim, numa lógica de educação permanente, considerada como uma acção educativa global, como uma formação participada e articulada com as situações e/ou nas situações de trabalho, fundindo formação inicial e continuada no mesmo processo de educação ao longo a vida. (OLIVEIRA- FORMOZINHO, 2009).

O curso, que está inserido no Programa de Apoio aos Educadores: Espaço de Desenvolvimento Profissional (ProEx/UFSCar)10, foi desenvolvido totalmente a distância, via internet, na plataforma Moodle, com acesso a partir do ambiente digital de aprendizagem (ADA) do Portal dos Professores/UFSCar. A partir do entendimento de que a universidade e a escola são instituições formadoras, mesmo tendo características

9 Mesmo tendo como referência o “Programa Ler e Escrever”, os docentes também utilizavam livros didáticos como material de apoio nos momentos de planejamento do ensino.

10 Programa desenvolvido no Departamento de Teoria e Práticas Pedagógicas/UFSCar/Portal dos Professores e coordenado pela orientadora deste estudo.

singulares, e, nos processos formativos de professores, estão envolvidas com os domínios da prática e da teoria. (MIZUKAMI, 2005-2006).

O ADA foi constituído por ferramentas e recursos que possibilitaram diferentes formas de interação no curso, como: diferentes fóruns (notícias, dúvidas, apresentação, diálogo formadora e cursista, discussão de determinado assunto do curso, entre outros); vídeo; chat; e-mail; etc. Assim, as tarefas formativas propostas na formação possibilitaram aos professores que refletissem sobre o que estão fazendo: conteúdos com os quais trabalham; conhecimento escolar que os estudantes devem adquirir; o que precisam saber para dar conta da aprendizagem destes, etc., além de deixarem isso registrado em suas narrativas. As narrativas escritas coletadas durante a formação foram as fontes essenciais de produção dos dados da investigação, como já mencionado.

Assim, este curso foi criado, utilizando várias ferramentas disponíveis na plataforma Moodle: fórum, tarefas, atividades de banco de dados, diários e chat. Também foram incorporados recursos que não são dessa plataforma, como: vídeo, tutoriais sobre a utilização do Moodle, arquivos de textos, etc., para melhor organizar os trabalhos no ambiente do curso.

O planejamento da formação contemplou quatro módulos apresentados, conforme segue: Os módulos 1 e 2 foram desenvolvidos em 2010 e outros dois, no ano seguinte, como mostra o quadro 1 .

QUADRO 1 - CARACTERIZAÇÃO DOS MÓDULOS DA FORMAÇÃO

Módulo Objetivo Período

Módulo 1 – Conhecendo o curso e o ambiente virtual de aprendizagem

Viabilizar aos cursistas a ambientação com as ferramentas virtuais que serão utilizadas na formação e o conhecimento do grupo participante da formação.

27/09 a 04/10/2010 Módulo 2 – Conhecendo o contexto de atuação: refletindo sobre as políticas do município, da escola e suas influências no trabalho docente

Analisar o contexto de atuação docente a partir dos documentos oficiais MEC/SME e da escola, bem como os materiais de apoio utilizados pelos professores em sala de aula.

E ampliar o conhecimento sobre o pensamento docente com relação à profissão, a partir da construção de memórias docentes. 04/10 a 20/12/2010 Módulo 3 – Ampliando conhecimento sobre o estudante

Refletir com os docentes sobre os conteúdos específicos, que eles apontam como necessários, para serem aprendidos pelas crianças.

01/02 a 28/03/2011 Módulo 4 – Discutindo

sobre a atuação docente e a base de conhecimento para seu exercício.

Mapear e analisar o que os (as) professores (as) apontam como conhecimentos (base de conhecimento da docência nos anos iniciais) que utilizam para exercer suas atividades na escola.

29/03 a 06/05/2011

Fonte: Elaborado pelas autoras, com informações extraídas do mapa de atividades do curso

A partir desses módulos apresentados no quadro 01, foram organizadas as atividades da formação, que envolveram trabalhos coletivos entre os docentes participantes da formação e outros mais individualizados.

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