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5.2 Disease spreading in mobile networks

6.1.3 Full coinfection in mean field

A análise temática desenvolvida a partir dos descritores do DeCS – Descritores em Ciências da Saúde – apresentou como subcategoria de maior

freqüência a Administração e Planejamento em Saúde, que representa de forma evidente as ações do Ministério da Saúde inerente às suas “funções”: gerência, administração financeira, planejamento, entre outros. Esta subcategoria mostrou ápice percentual em 1995, na gestão do Ministro Adib Jatene.

A subcategoria Reforma do Setor Saúde, segunda subcategoria em números de freqüência, aponta como grande tendência temática a Reforma do

Estado. Considerando a amplitude dos 3 assuntos desta subcategoria – Equidade; Qualidade; e Eficiência, que de acordo com o DeCS apresentam os

seguintes conceitos:

“Eqüidade Implica: a) em condições de saúde, redução de diferenças evitáveis e

injustas até o mínimo possível; b) em serviços de saúde, recebimento de atenção em relação a necessidade (eqüidade de acesso e uso) e contribuição na capacidade de pagamento (eqüidade financeira).

Qualidade - Implica que os usuários de serviços recebam pontualmente, eficientemente e seguramente (qualidade técnica) ajuda em condições materiais e éticas adequadas (qualidade percebida).

Eficiência - Razão entre o esforço empreendido e o resultado obtido. Implica a relação favorável entre resultados obtidos e custos dos recursos empregados. Possui duas dimensões: a relativa à dotação de recursos e a referente à produtividade dos serviços. Os recursos são dotados eficientemente se geram o máximo ganho possível em termos de saúde por unidade de custo e são empregados eficientemente quando se obtêm uma unidade ou produto a um custo mínimo ou quando se obtêm mais unidades de produto com um dado custo”

A partir dos dados analisados, pode-se concluir a forte tendência do Ministério da Saúde na implantação efetiva do SUS – Sistema Único de Saúde.

A distribuição percentual da freqüência de ocorrências na subcategoria

Prestação de Cuidados de Saúde na década, mostra que o interesse temático na

índice em 1995 (10,08%), gestão do Ministro Henrique Santillo, e maior índice em 1998 (26,33%), gestão do Ministro José Serra.

A subcategoria nutrição só obteve representatividade a partir de 1998, gestão do Ministro José Serra, tendo as maiores concentrações nos descritores

Programas e Políticas de Nutrição e Necessidades Nutricionais. As demais

ocorrências foram identificadas nas gestões dos Ministros Seigo Tsuzuki e Henrique Santillo.

A área da Saúde Ambiental, representada na subcategoria SP6, obteve representação em todos os anos, porém com baixo índice de freqüência. Uma das hipóteses que poderiam justificar estes índices, seria a atribuição dos “assuntos” relacionados ao Meio Ambiente estarem concentrados na pasta de outro Ministério. A comprovação desta hipótese não faz parte deste estudo.

As demais subcategorias – Epidemiologia e Bioestatística; Demografia; e Desastres – apresentaram freqüência de ocorrências descontinuadas no período, não evidenciando qualquer tendência temática de forma a justificar algum destaque.

5.3 – PRODUÇÃO CIENTÍFICA E DIRETRIZES FORMAIS

A comparação temática realizada entre os dois blocos, aponta como pontos de convergência de interesses – tanto na produção científica acadêmica quanto na publicação das portarias – nas áreas de Administração e

Planejamento em Saúde e Prestação dos Cuidados de Saúde.

Considerando a subcategoria SP7 – Reforma do Setor Saúde, de forma isolada, observa-se certa proximidade quantitativa entre 1990 e 1997. Em 1998 e 1999, com o súbito crescimento do número de portarias, torna-se visível a tendência para os assuntos relacionados à implantação do SUS. Este aumento não foi acompanhado pela produção científica, mesmo tendo seu maior índice ocorrido em 1999.

A representação gráfica da distribuição temporal percentual na década mostra pontos de convergência: na subcategoria SP6 – Nutrição, em 1990, 1995 e 1999, com índice médio de 5,9%; e pontos de maior distanciamento: nas subcategorias SP7 – Reforma do Setor Saúde, e SP4 – Saúde Ambiental.

As dissertações de mestrado demandam, em média, dois anos e meio desde sua proposta inicial até sua defesa, e as teses de doutorado no mínimo quatro anos, considerando os prazos dos atuais. Estimar um prazo para uma política de saúde, ou quanto tempo foi decorrido nas diversas “instâncias e cenários” até obter status formal seria objeto de estudo de nova dissertação ou até mesmo de uma tese de doutorado. Por estes motivos, a hipótese de estabelecer qualquer tipo de temporalidade para efeitos de comparação entre os dois blocos não foi considerada.

A valiosa contribuição nacional da pesquisa em Saúde Pública, aqui representada na produção científica de teses de doutorado e dissertações de mestrado, – que de certa forma estão disponíveis ao acesso público via Internet – podem dar importante contribuição temática aos principais atores das arenas políticas.

Este trabalho pode abrir a possibilidade de novos estudos, com abordagens mais amplas, mais aprofundadas, em ambos os eixos. A própria organização do extenso material coletado, e organizado em bases de dados bibliográficas (a base de dados das Portarias do MS/GM foi construída especialmente para este estudo), contidas em CD-ROM em anexo, oferece material para abordagens em outras instâncias problemáticas.

Por outro lado, mais especificamente, este trabalho mantém por toda sua extensão o horizonte tecnológico transdisciplinar, ultrapassando os limites estáticos dos vários campos do saber, fazendo transparecer toda a complexidade que, em nossa modernidade, caracteriza as relações teóricas e práticas do conhecimento. Apesar de estar disponível para o público, com o propósito de auxiliar as buscas bibliográficas nas Bases de Dados na área de Ciências da Saúde, o DeCS, que no presente caso foi utilizado como ferramenta

para a realização da análise temática nos dois eixos, é um tesauro que, em sua concepção e construção, é de domínio específico da área da Ciência da Informação. Este estudo é o resultado de um esforço de aproximação de duas áreas do conhecimento: Saúde e Ciência da Informação.

Pode-se dizer que esta dissertação apresenta apenas uma opção, dentre várias, de utilização efetiva do produto nacional, fruto de investimento científico e tecnológico; do desenvolvimento de pesquisas em nível nacional: “Made in Brazil”.