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The Clifford index and gonality of smooth curves in |L|

Tal como afirmado por Teixeira (2018:134) “as línguas são hoje, como tudo, realidades sujeitas aos fenómenos da anulação das distâncias comunicativas”. Este autor advoga que as línguas servem essencialmente para comunicar e torna as pessoas mais próximas do ponto de vista comunicativo. Por outro lado, Vergílio Ferreira (“A voz do mar” Apud Teixeira, 2018: 14) afirma que “uma língua é o lugar donde se vê o mundo

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(…)”. Este autor defende que as pessoas interpretam o mundo com base na língua e através dos conhecimentos linguísticos que adquirem naturalmente.

Como é afirmado por Nuttall, existe uma maneira que facilita a aprendagem de uma língua, ou seja, a leitura. A leitura possibilita um conjunto de oportunidades de aprendizagem de uma língua: “a melhor forma para melhorar o conhecimento em determinada língua é viver entre os seus falantes. A segunda melhor forma é ler nessa língua”9 (Nuttall, 1996: 128). Sendo assim, uma das maneiras que pode facilitar a aprendizagem da língua pela criança é ler nessa língua.

O sucesso dos alunos nas atividades de ensino e aprendizagem na escola é em grande parte determinado pela sua capacidade de leitura. Como sabemos, a maior parte do conhecimento é apresentado em linguagem escrita e, por este motivo, os alunos têm necessariamenteque ler para obterem esses conhecimentos. Por isso, a aprendizagem da leitura tem uma função muito importante num processo de aprendizagem, tanto das línguas como noutras áreas de ensino, em geral.

Esta capacidade de leitura não se pode adquirir naturalmente, mas sim através de um processo de ensino e aprendizagem que é maioritariamente da responsabilidade dos professores. Assim, os professores são obrigados a ajudar os seus alunos a desenvolver as suas competências de leitura. Assim, Carvalho (2011) considera necessária:

“(…) uma redefinição e revalorização do papel do professor não apenas que interage, transmite conhecimento e propicia a participação do aluno, mas que possibilite uma atividade de leitura integral e propicie o desenvolvimento da autonomia desse aluno com capacidade crítica, reflexiva e interpretativa em qualquer tipo de texto e em qualquer contexto” (Carvalho, 2011:123).

Por consequência, na realidade, e na maior parte dos casos, os professores continuam, até ao momento, a dar mais importância ao desenvolvimento da parte escrita dos alunos e deixam para trás o desenvolvimento da leitura. Como afirmam Paulino & Santo:

“Está visto que na iniciação à leitura, os alunos trabalham em primeiro lugar a oralidade, mas, os professores costumam colocá-la em segundo plano, porque o espaço aberto

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para o diálogo entre a turma e o professor parte do texto escrito, comprovando mais uma vez que o papel da escola tem sido o de ensinar a escrita, ou melhor, trabalhar a oralidade visando a prática da escrita seguindo o manual oficial e o guião elaborado pelos próprios professores” (Paulino & Santo, 2014:58).

Posto isto, a escrita tem sido a área mais importante a ser desenvolvida na aula no ensino do português. Isso torna o processo de aprendizagem do português como uma segunda língua/língua estrangeira mais difícil. Para colmatar esta situação, um professor da língua estrangeira tem obrigação de dinamizar atividades ou criar estratégias que possam levar os alunos a ter o gosto pela leitura. Quanto mais o aluno desenvolver a sua competência da leitura, mais possibilidade terá de reforçar os seus conhecimentos. Tal como acrescenta Venturi:

“a tática do professor de língua estrangeira é o de sempre despertar o interesse do aluno pela leitura, seja apresentando textos interessantes e pertinentes ao nível de aprendizagem em que se está, com certo grau de dificuldade para que haja aprendizado e interesse; seja demonstrando próprio interesse e contando trechos da leitura que levem os alunos a se interessar pelo conteúdo da mensagem lida”. Desta forma, torna- se fundamental que o professor estimule sempre a leitura e promova debates em grupo, bem como propicie atividades nas quais o aluno tenha oportunidade de recriar por escrito ou oralmente o que leu, fazendo comparações, e poder também emitir opiniões sobre o que foi lido. (Venturi, 2008: 122).

Este autor defende que um professor de língua estrangeira deve ter conhecimento máximo sobre a metodologia de ensino da leitura e fazer com que os seus alunos fiquem interessados pela leitura. Deve elaborar várias atividades de modo a levar os seus alunos a participar ativamente na atividade da leitura. Assim, pode contribuir para o desenvolvimento da capacidade de leitura dos alunos.

Muitas informações podem ser obtidas através da atividade de leitura. As

pessoas que normalmente leem muito têmmais conhecimentos do que as pessoas que

fazem leituras raramente ou quase nunca. Através dos conhecimentos que possuem, as pessoas podem comunicar e trocar informações ou ideias sob a forma escrita ou oral. Na aplicação de boas estratégias do ensino da leitura, torna-se necessário que os alunos tenham a capacidade de recolher os vários níveis de significados do texto que leem e ainda outras informações contidas no referido texto. Quanto mais o conteúdo do texto for compreendido pelo aluno, mais conhecimentos irá adquirir. Esta quantidade de

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conhecimento ajudará o aluno a ter uma boa preparação na sua vida futura, tal como afirma Rebelo: “aprender a ler e a escrever, na sociedade moderna, tornou-se como que uma necessidade básica: é fundamental para nela se poder viver, ser aceite e participar nos recursos que ela disponibiliza” (Rebelo, 1993:39). Para isso, o professor deve então mostrar ao aluno a importância da leitura como base fundamental do sucesso na vida no mundo.

6.1. Leitura na sala de aula

Aprender a ler é uma parte fundamental do desenvolvimento dos nossos conhecimentos sobre o mundo em que vivemos. Ter a capacidade de compreender, analisar e interpretar um texto é o desejo de todos os alunos. Desta maneira, Corrêa (2012,157) aponta que “o poder público percebeu que sem o incentivo à leitura, não há desenvolvimento adequado da compreensão, interpretação e produção de textos”.

A leitura é vista como um caminho para enriquecer o vocabulário, desenvolver o conhecimento linguístico, melhorar a forma de escrita. Se for realizada por vontade própria, o leitor será fluente e ganha mais capacidade de fazer uma leitura com velocidade, compreensão e crítica (Cadório, 2001).

O professor, no processo de ensino e aprendizagem, tem várias funções a desempenhar, pois pode funcionar como orientador, facilitador, motivador, dinamizador, o que é fundamental no mundo dos educadores. Através do processo de ensino e aprendizagem na escola, os pais esperam que os seus filhos possam adquirir vários conhecimentos a partir das ciências adquiridas na escola. Posto isto, o professor deve orientar os seus alunos a aprender a ler de modo a favorecer a aquisição de várias informações, aperfeiçoando os seus conhecimentos em várias áreas do saber.

Para ser um bom professor no ensino da leitura, o professor também deve ter, em primeiro lugar, gosto pela leitura e ser um bom leitor para mostrar aos seus alunos o prazer da leitura, (Cadório, 2001). Desta forma, Corrêa (2012: 157) afirma: “O aluno só aprende a ler, se tiver um professor que saiba ler, que lhe sirva de modelo, que leia para ele. O momento de leitura é um momento de fruição, de prazer”.

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“O ensino e a aprendizagem da linguagem escrita e oral vão depender do trabalho coletivo de todos os professores, pois não bastam somente projetos de leitura isolados, ou mesmo a prática dos professores de Língua Portuguesa, é preciso uma mobilização de todos os professores (…)”.

Estes autores apontam para que o processo de ensino e aprendizagem da língua escrita se torne melhor, exigem-se esforços de todos os professores e não somente dos de Língua Portuguesa. A leitura deve ser feita em todas as áreas do saber, seja ela aula de língua ou outras áreas de ciência. A participação e colaboração de todos os professores no ato de capacitar os seus alunos a fazer leitura na sala de aula faz com que os seus alunos sejam capazes de compreender os textos tratados na aula e se tornem leitores fluentes. Neste âmbito, a formação dos professores e a sua prática pedagógica é considerada como uma grande contribuição para o sucesso da atividade de ensino e aprendizagem, tal como afirmado por Rangel & Machado (2012):

“(…) é preciso que, na nossa prática pedagógica diária, possamos contribuir para o desenvolvimento de comportamentos leitores e escritores competentes dos nossos alunos a partir da aprendizagem do que o mundo letrado é capaz de oferecer quando nos encantamos, nos emocionamos, nos divertimos, nos informamos, enfim, entramos em completa intimidade com o texto, com as palavras, e estabelecemos múltiplos sentidos e significados para a nossa vida” (Rangel & Machado, 2012:8)

Tendo em vista estas considerações, a parte que consideramos mais importante na formação dos alunos para serem bons leitores é a escola. Sendo que ela deve capacitar os seus professores, proporcionar aos seus professores a frequência de formação de qualidade, de modo a estarem bem preparados no ato de contribuir para a melhoria do processo de ensino e aprendizagem.