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Civic Identity and Attitudes towards Immigration

7. ANALYSIS OF ITALIAN NATIONAL IDENTITY AND ATTITUDES TOWARDS

7.3 A MORE THOROUGH I NVESTIGATION OF I TALIAN I DENTITY AND A TTITUDES TOWARDS I MMIGRATION

7.3.3 Civic Identity and Attitudes towards Immigration

Há uma outra teoria que também pode ser utilizada na construção de algo que busque explicar por que os executivos interpretam as mudanças de forma negativa e agem de forma reativa a elas. Segundo Morgan (2007), durante toda a sua vida, o indivíduo se relaciona com objetos transicionais. Estes objetos simbolizam o próprio indivíduo e fazem a intermediação entre ele e o mundo com o qual se relaciona. Ou seja, é por meio da relação com esses objetos transicionais que o indivíduo constrói sua própria identidade.

Para ressalva da questão da identidade, Murtagh, Gatersleben e Uzzell (2012) afirmam que a aplicação de uma perspectiva teórica sobre identidade tem o potencial de estabelecer uma ligação unidimensional entre a ameaça e a resistência. Isso porque essas teorias podem oferecer explicações acerca dos processos psicológicos que delineiam as respostas do indivíduo perante a identificação de uma ameaça externa. Assim, tais teorias devem também ser levadas em menção como alternativas para a análise do porquê os executivos acham tão difícil mudar.

Assim, de acordo com esta teoria de Morgan (2007), qualquer fenômeno, qualquer conceito, qualquer ideia, qualquer visão que, de alguma forma, assumiu um status de fetiche e de fixação no modo de ser do indivíduo e que o impede de libertar-se, é considerado um objeto transicional, ou seja, tem um significado transicional para o indivíduo. Vale ressaltar que não se tratam de estereótipos. Este fenômeno a ser preservado constitui-se como um investimento inconsciente maciço que tem o poder de invadir e transformar a vida do indivíduo, pessoal e profissionalmente (PAGÈS et al., 1987). Sendo assim, qualquer ação em favor da modificação deste objeto é vista, pelo indivíduo, como uma ameaça de sua própria existência, de seu próprio senso de identidade (MORGAN, 2007).

Por ser um fenômeno que acompanha o indivíduo desde seu nascimento, por meio dele é possível explicar muitos casos de resistência nas organizações. Muitas das vezes, o executivo se apega a uma tradição, a uma ideia e faz dela sua própria identidade, ou seja, é por meio dela que ele se situa no mundo exterior. Desta forma, ligado rigidamente a tal fenômeno, ele se torna incapaz de progredir em meio a tantas mutações que ocorrem ao seu redor, visto que suas próprias atitudes se tornam atitudes congeladas que o impedem de pensar de qualquer outra forma.

É por este motivo que Morgan (2007) afirma que, nestes casos de apego a um fenômeno qualquer, o próprio desenvolvimento humano fica bloqueado e distorcido. O apego a determinado fenômeno torna-se algo tão concreto para o executivo que ele constrói sua própria realidade organizacional baseando-se nesta identificação. Pagès et al. (1987) afirma que esta artificialidade por meio da qual o indivíduo constrói a realidade invade a sua psique como droga e faz com que a relação entre ele e a realidade real só seja determinada por meio dela.

Assim, diante de qualquer pressão para mudança, a própria dinâmica inconsciente do executivo faz com que ele promova reações muitas das vezes desproporcionais à própria importância do assunto. Segundo Souza (2002), essas reações acontecem pelo fato de que dificilmente há disponibilidade e prontidão para o abandono do conhecido, uma vez que é o conhecido que situa o indivíduo na relação com o mundo que o cerca. Pagès et al. (1987) argumenta que essas pressões para mudança são para os indivíduos uma penetração em abismos insondáveis, ou seja, elas não se constituem somente como ameaças externas, mas são substituídas e ampliadas pela própria angústia psicológica que geram.

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Portanto, por meio da análise dessas três abordagens psicanalíticas enfatizadas neste capítulo, pode-se considerar que os indivíduos que gerem as organizações, assim como os outros indivíduos, são interiorizados por tensões. Preenchidos por sentimentos que vão desde o apego a algum conceito ou modo de pensar até o medo da aniquilação, muitos aspectos comportamentais destes indivíduos são refletidos da própria incapacidade de resolução destas tensões.

Para Jung3 apud Morgan (2007), os indivíduos são dominados por uma sombra reprimida que contém todos os opostos reprimidos da racionalidade individual que lutam, a todo momento, para transparecerem e mudarem a natureza da racionalidade prática. É devido a esta sombra reprimida e todas as suas manifestações no comportamento humano que torna- se impossível analisar o tema da resistência à mudança sem considerar também as dimensões do inconsciente humano.

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Sem dúvida alguma, é o próprio processo cognitivo do indivíduo que influencia a adoção deste comportamento e buscar entendê-lo interiormente e psiquicamente é um caminho crítico para a compreensão do tema. O executivo sofre o domínio de um outro interior, cujas forças ocultas o induz a resistir qualquer tipo de mudança que altere sua maneira habitual de interpretar a realidade que o cerca.

Assim, sumarizando a discussão, considera-se que o executivo, regido pela sua própria mente e alienado em suas próprias maneiras, promove o processo de rastreamento e interpretação da realidade segundo as patologias de sua psique. Ele age segundo o reflexo daquilo que é internalizado em si. São as suas tensões interiorizadas que guiam as ações que pratica e as posturas que assume diante de qualquer força em favor da transformação daquilo que apazigua suas próprias inquietações. Ou seja, a organização.

Assim, nas palavras de Pagès et al. (1987), a mudança organizacional não pode ser esperada unicamente de medidas econômicas e políticas, mas simultaneamente da reestruturação das defesas inconscientes do próprio executivo.

Pode-se com mais facilidade contramanipular um pai, um patrão, um educador e aproveitar-se de sua contratransferência, de suas fraquezas, do que manipular algo imenso, impessoal, de poder onipresente e difuso, do qual só se encontram intérpretes e cujo mestre ausente está num castelo vazio (PAGÈS et al., 1987, p.148).