Chapter 4: The American Green State in the Trumpocene
4.7. Cautious Optimism
China Regulamentos sobre o direito à informação 2007
Colômbia
Lei de ordenação da publicidade atos e documentos inativos 1888
Constituição Federal 1991
Lei de direito à informação 1985
Lei geral dos arquivos 2000
Coréia do Sul Lei de divulgação de informações 1996
Costa Rica Lei do Sistema Nacional de Arquivos 1990
Croácia Lei sobre o Direito de Acesso à Informação 2003
Dianamarca Lei de acesso aos arquivos da Administração Pública 1970
Equador Lei de transparência e acesso à informação 2004
Constituição Federal 2008
Escócia Lei sobre o direito à informação* 2005
Eslováquia Lei de livre acesso à informação 2000
Eslovênia Lei de acesso à informação de caráter público 2003
Espanha Lei do Patrimônio Histórico Espanhol 1992
Lei sobre as regras para a Informação Pública 1992
Estados Unidos Lei sobre o direito à informação* 1966
Estônia Lei sobre informação pública 2000
Filipinas Código de conduta 1987
Finlândia Lei sobre abertura das atividades governamentais 1951
França
Lei do messidor II 1794 – os depósitos de arquivos deveriam centralizar a
documentação dos Arquivos Nacionais 1794
“Circulaire de la Saint-Sylvestre” ou “circulaire W” – regulamentação
ministerial detalhada sobre a elaboração de instrumentos de pesquisa 1841 Decreto de 4 de fevereiro – os arquivistas paleógrafos, diplomados na
École Nationale des Chartes, são reconhecidos como arquivistas dos
departamentos
1850 Decreto de 10 de julho – proíbe a eliminção de documentos sem a
autorização da direção dos arquivos, inaugurando a “era moderna dos
arquivos na França” 1936
Decreto de 21 de julho – regulamenta o recolhimento de papéis do Estado
aos arquivos nacionais e departamentais63 1936
Decreto de 17 de junho – proteção aos arquivos privados 1938 Decreto de 18 de agosto – criação da Direção dos Arquivos da França 1945
Lei de acesso aos documentos administrativos 1978
Lei de 3 de janeiro (“la charte des archives françaises”) – definição
oficial de archives / archives publiques 1979
Decreto nº 79-1037, de 3 de dezembro – define as competências dos arquivos da França e as idades dos arquivos públicos (correntes, intermediários e definitivos)
1979 Lei n. 695 e Lei n. 696, de 15 de julho – relativas aos arquivos 2008 Geórgia Código Geral de Administração, Capítulo III, da Liberdade de Informação 1999
Grécia Código do Procedimento Administrativo 1986
Groenlândia Lei sobre o direito à informação* 1994
Guatemala Constituição Federal** Lei de acesso à informação pública 1985 2008
Holanda Lei sobre o direito à informação pública 1978
Honduras Constituição Federal** Lei sobre o direito à informação* 1982 2006
Hong Kong Lei de acesso à informação 1995
Hungria Lei de proteção aos dados de imprensa e acesso público aos dados de interesse público 1992
Índia Lei sobre o direito à informação 2002
Ilhas Cayman Lei sobre o direito à informação* 2007
63 Congresso Internacional de Arquivos (1950): relatório geral sobre o controle de arquivos em formação, de
PAÍS LEGISLAÇÃO ANO
Ilhas Cook Lei sobre o direito à informação* 2008
Irlanda Lei sobre o direito à informação* 1997
Islândia Lei da informação 1969
Israel Lei da liberdade de informação 1998
Itália
Lei de Arquivos 1963
Lei de definição da estrutura nacional dos arquivos 1975
Leis que buscam favorecer a concepção de um inventário do patrimônio
cultural (público e privado, segundo critérios uniformes) 1990 / 1992
Leis sobre direito de acesso à informação 1990 / 2005
Jamaica Lei de acesso à informação 2002
Japão Lei sobre acesso à informação 1999
Jordânia Lei sobre o direito à informação* 2007
Kosovo Lei de acesso a documentos oficiais 2003
Letônia Lei de liberdade de informação 1998
Liechtenstein Lei sobre o direito à informação 1999
Lituânia Lei sobre a prestação de informações ao público 1996
Macedônia Lei de acesso à informação pública 2006
México Lei de transparência e acesso à informação pública 2002
Moldávia Lei de acesso à informação 2000
Montenegro Lei de acesso livre à informação 2005
Nepal Lei sobre o direito à informação* 2007
Nicarágua Constituição Federal** Lei sobre o direito à informação* 1987 2007
Noruega Lei sobre o direito à informação* 1970
Nova Zelândia Lei sobre o direito à informação oficial 1982
Panamá Constituição Federal** Lei de transparência da Administração Pública 1972 2002
Paquistão Decreto de liberdade de informação 2002
Peru Constituição Federal Lei da transparência 1993
2002
Polônia Lei de acesso à informação pública 2001
Portugal Lei de acesso aos documentos administrativos 1993
Quirguistão Lei sobre o direito à informação* 2007
Reino Unido Lei sobre o direito à informação* (menos Escócia) 2000
República Dominicana Constituição Federal Lei sobre acesso à informação 1994 2004
República Theca Lei de acesso livre à informação 1999
Romênia Lei de livre acesso à informação de interesse público 2001
Rússia
Decreto de criação do sistema de arquivos soviético 1976
Bases da legislação da Rússia sobre o Fundo de Arquivos e os arquivos 1993
Lei sobre o direito à informação* 2004
São Vicente e
Granadinas Lei sobre o direito à informação* 2003
Serra Leoa Lei de Arquivos 1965
Sérvia Lei de livre acesso à informação de interesse público 2004
Suécia Lei de liberdade de imprensa 1766
Suíça Lei federal sobre o arquivamento 1998
Lei sobre o direito à informação 2004
Tailândia Lei sobre informação oficial 1997
Taiwan Lei sobre o direito à informação* 2005
Tajiquistão Lei da informação* 2002
Trinidade e
Tobago Lei sobre o direito à informação* 1999
Tunísia Lei de Arquivos 1988
Turquia Lei sobre direito à informação 2003
PAÍS LEGISLAÇÃO ANO
Uganda Lei de acesso à informação 2005
Uruguai Constituição Federal 1967
Lei de direito de acesso à informação pública 2008
Uzbequistão Lei sobre os princípios e garantias de acesso à informação 1997
Zimbabue Lei de acesso à informação e proteção à privacidade 2002
Fonte: elaboração própria, com base em Duchein (1993), Britto (1995), Bertini (2002-2003), Burgy e Roth- Lochner (2002-2003), Couture (2000-2001), Depoortere (2002-2003), Galland (2002-2003), Karapetiants e Nahuet (1998-1999), Khouaja (2002-2003), Wagner (1985), Mendel (2009), Vleugels (2008), Arquivo Nacional ( 1982a; 1976a).
* Leis identificadas como Freedom of Information Act (FOIA). ** Não garante forma específica de acesso à informação.
O ICA, desde sua criação em 1948, já anunciava a sua preocupação acerca do acesso aos documentos. Numa tendência de ampliação da tradicional ideia de “liberdade de informação”, adotada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1946 e reforçada na Declaração Universal dos Direitos Humanos dois anos mais tarde, para a de “direito à informação” (MENDEL, 2009), observamos a adoção, por vários países, de leis sobre esse direito, que, num sentido amplo, acabam contemplando o direito de acesso aos arquivos. Esse movimento é lento e vem sendo delineado a partir de algumas ações internacionais lideradas por essa e outras instituições, como constata o autor:
A proposição de que o direito à informação é um direito humano fundamental encontra um forte respaldo em muitas iniciativas nacionais. Em muitos países, o direito à informação encontra o reconhecimento constitucional, enquanto que, em outros, as cortes de alto nível têm interpretado as garantias gerais de liberdade de expressão como base que inclui o direito à informação. Essas interpretações são especialmente importantes, já que as garantias constitucionais da liberdade de expressão são muito pertinentes para conpreender o conteúdo de suas contrapartes internacionais. A importância do direito à informação também tem reflexo numa tendência mundial massiva acerca da adoção de leis nacionais para dar vigência a esse direito. (MENDEL, 2009, p. 24).
O referido reconhecimento constitucional acontece a partir do início do século XX em vários países (com exceção da Suécia, que é pioneira nessa legislação no século XVIII). Nas últimas décadas a “ética da informação” passa a ser uma preocupação recorrente, aliada à “transparência máxima” das ações governamentais, que acaba por ter desdobramentos na organização, disponibilização e acesso à informação e aos arquivos, mais especificamente. É assim que o direito à informação, entendido como garantia fundamental de toda pessoa obter informação, informar-se e ser informada, torna-se reconhecido e extensivo a todos. Díaz (2004) afirma que o acesso aos arquivos, registros e documentos públicos é, portanto, um dos meios de se concretizar esse direito. Galeana complementa que:
O acesso aos arquivos governamentais é uma forma de controle do poder. A transparência é indispensável para uma vida democrática. Sem arquivos que
funcionem conforme um marco normativo claro e preciso, a transparência é relativa e a informação pode ser manipulada. O que importa é assegurar o interesse de uma nação, não a notoriedade de um governo em um determinado momento político. (GALEANA, 2004, p. 84, tradução nossa).
Nessa perspectiva, é importante lembrarmos que é da Arquivologia que surge a conceituação das diferentes dimensões do acesso, via o texto RAMP de Hugh Taylor: acesso físico, intelectual e legal, em 1984 (RODRIGUES, 2005).
Pautado na ética informacional, Strentz (2004) nos recomenda a representação equilibrada dos interesses de acesso e de privacidade no âmbito das políticas públicas de arquivo, bem como o monitoramento contínuo das leis e dessas políticas, por parte de todos os envolvidos e interessados, via mecanismos formais e informais.
Todavia, Mendel (2009, p. 174) observa uma falta de consenso acerca da definição da informação e/ou dos documentos nas leis da América Latina, considerando que estas incluem vários termos como “informação”, “informação privada” e “informação documental”, gerando confusão.
Lembremos que, no Brasil, a promulgação da Constituição Federal de 1988 marca o processo de redemocratização do País. Três anos depois, a Lei 8.159, de 8 de janeiro de 1991, nossa Lei de Arquivos, reconhece, de um lado, o dever do Estado acerca da gestão e preservação dos documentos públicos e, de outro, o direito de informação do cidadão. Nessa perspectiva, traz as definições de arquivo, arquivos públicos e privados, gestão de documentos, documentos correntes, intermediários e permanentes. A relevância dessa Lei é apontada por Sousa (2006), que lembra o estabelecimento da importância do documento de arquivo para a sociedade brasileira, a partir desse marco, além da responsabilidade do Conselho Nacional de Arquivos (CONARQ) com a consolidação da política nacional de arquivos (SOUSA et al, 2006), mesmo não sendo explícitos seus objetivos, estruturação e abrangência (JARDIM, 1995) e com a reunião de pesquisadores em câmaras técnicas especializadas no estudo dos desdobramentos do objeto arquivístico.
No contexto internacional, é no desenrolar do século XX que nasce uma concepção dualista da Arquivologia, como “ciência administrativa ao mesmo tempo que histórica”, que se preocupa com a eficácia dos serviços, com a conservação e classificação dos arquivos e, paralelamente, respalda-se na História para conservá-los e elaborar instrumentos de pesquisa. A conservação de documentos que já tenham cumprido seu valor administrativo passa a ser um desafio para o arquivista, que deve disponibilizá-los quando demandado (FAVIER, 2001). As preocupações com a criação e perpetuação do saber num contexto de rapidez e inovação na chamada “sociedade da informação” (BRITTO, 1995) voltam-se para a recuperação da
informação, que ganharia forma científica no desenvolvimento da CI, a partir da Segunda Guerra Mundial, retomando as preocupações arquivísticas do início do século acerca da divisão dos arquivos em correntes, de depósito e histórico64 e da seleção documental (SILVA et al, 1999).
O contato dos Estados Unidos com a Arquivologia europeia dá-se a partir do Congresso Internacional de Arquivistas e Bibliotecários (Bruxelas, 1910), organizado por uma Comissão Permanente de Congressos Internacionais de Arquivistas e Bibliotecários. As principais discussões que perpassam o evento são: a construção de depósitos para os arquivos, os princípios da seleção e avaliação de documentos, a formação dos arquivistas e a sua identidade (DUCHEIN, 1992). Estudiosos que lá estiveram (Waldo Leland e Arnold J. Van Laer) compartilham, nos Estados Unidos, reflexões sobre a importância da aplicação do Princípio da Proveniência nos arquivos americanos. A partir daí, iniciam-se as discussões acerca dessa aplicação e a Public Archives Commission65 patrocina um manual de arquivos voltado para esse fim, que não seria concluído. Esse movimento culminaria na criação do Archives National de Washington, em 1934, responsável pelo depósito permanente dos documentos históricos do governo federal (SILVA et al, 1999).
Do outro lado do mundo, com a criação da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) é montada uma rede de arquivos que passa a configurar um modelo próprio: o “Fundo Estatal Único” (1918), no qual, todos os arquivos do Estado teriam uma única proveniência e, logo, uma reclassificação, conforme seu grau de aproximação. Esse modelo seria adotado por outros países socialistas, como a Bulgária, Checoslováquia, Polônia e Romênia (SILVA et al, 1999).
Ainda de acordo com esses autores, outras iniciativas de classificação distanciada da lógica orgânica arquivística são adotadas por vários países, a partir da Classificação Decimal de Dewey (CDD), criada em 1876 e destinada aos acervos bibliográficos. Estados Unidos, Holanda, México, Bélgica, Hungria, Espanha e Portugal passam a utilizar a Classificação Decimal Universal (CDU), também bibliográfica66, além de outras classificações temáticas nos seus arquivos. Outro desvio dos pressupostos arquivísticos é a criação dos “arquivos temáticos” na Itália e em outros países.
64 Embora imaginado para resolver problemas de espaço, diferenciava-se das particularidades do arquivo
intermediário do pós Guerra.
65 A Public Archives Commission foi criada em 1899 como resultado da ênfase dada pela Comissão de
Manuscritos Históricos na distinção entre os papéis privados e os arquivos públicos. Entre 1900 e 1917, essa
Comissão pesquisou os arquivos estaduais. Informações disponíveis em:
<http://www.archives.gov/about/history/milestones.html>. Acesso em 01 nov. 2010.
66 Elaborada a partir da CDD, pelos advogados belgas Paul Otlet e Henri La Fontaine em 1895, a CDU vem
Seguindo seu caminho de busca por autonomia, a Arquivologia começa a questionar sua identidade, numa necessidade de autoafirmação. Sintomas dessa “crise existencial” são detectados na École des Chartes, que concebe um projeto de sua transformação em escola profissional (1904) e na obra de Hilary Jenkinson – Manual of Archive Administration (1922) – a qual tornar-se-ia o guia dos arquivos britânicos. De acordo com Cook (1997), a enérgica defesa do caráter probatório dos registros, por Jenkinson, influenciaria o pensamento arquivístico australiano e canadense, bem como muitos teóricos mais tarde preocupados com os registros eletrônicos e com as informações descontextualizadas de forma geral.
Outra grande contribuição para o desenvolvimento do pensamento arquivístico vem do italiano Eugenio Casanova, com a obra Archivistica (1928). Sob a sua direção, é proposta a padronização da terminologia arquivística internacional e a publicação de um léxico.
Essa questão seria retomada, em 1930, quando a Sociedade das Nações, por meio do seu Comitê Consultivo Permanente de Arquivistas, apresenta uma proposta de unificação de terminologia e de publicação de um léxico (SILVA et al, 1999). Embora já discutidas pelos arquivistas holandeses, preocupações acerca da padronização terminológica seriam retomadas pelos membros do primeiro STIA (1951-1952) e debatidas no 2º Congresso Internacional de Arquivos, de 1953, mas somente se sistematizariam e começariam a se consolidar com as ações do ICA nos próximos anos. A partir das discussões promovidas naquele evento, é criado um Comitê de Terminologia Arquivística, composto por membros que representavam as línguas francesa, inglesa, espanhola, italiana, alemã e holandesa (SILVA et al, 1999; ARQUIVO NACIONAL, 2005). O resultado desse trabalho foi o Elsevier’s Lexicon of Archival Terminology, de 1964, que propicia a publicação de outras obras de compilação terminológica arquivística, conforme quadro 6.
BACHULSKY, Aleksy et al. Polsky stzownik Archiwalny Polônia 1952 Alemão, inglês, francês, russo, checo BAUTIER, Robert-Henri. Préparation d’um vocabulaire international de terminologie
archivistique (Archivum, 4) França 1954
ICA. Archivum, 6 França 1956
ICA. Archivum, 8 França 1958
ICA. Archivum (fascicule bibliographique, 1) França 1964
ICA. Comitê de Terminologia Arquivística. Elsevier’s Lexicon of Archival Terminology França 1964 Francês, espanhol, italiano e holandês ingles, alemão, DANNEMANN, Maria Luíza Stallard. et al. Terminologia arquivística* Brasil 1972
EVANS, Frank Bernard; HARRISON, Donald F.; THOMPSON, Edwin A. (Comp.). A
basic glossary for archivists, manuscript curators, and records managers Estados Unidos -
1974 (reimpressão na
The American
Archivist)
ICA. Archivum (Bibliographie internacionale fondamentale d’Archivistique)** França 1978
BRICENO PEROZO, Mario. Vademecum de archivología Venezuela 1979
ARCHIVO GENERAL DE LA NACIÓN. Comité técnico consultivo de unidades de
correspondencia y archivos. Glosario de términos de micrografia México 1981 1999
Slovar' sovremennoi arkhivnoi terminologii socialisticheskikh stran 1982 Reedição (1988)
ICA. Comittee on Automation. Elementary terms in archival automation 1983
STICHTING ARCHIEFPUBLIKATIES. Lexicon van Nederlandse Archieftermen Holanda 1983
ICA. Dictionary of Archival Terminology (DAT 1) 1984
Reedições revisadas e ampliadas: DAT 2 (1988) e DAT 3 (2002).
Inglês e francês, com equivalências em alemão, espanhol, italiano, holandês e russo. O DAT 2 é traduzido para o português (Brasil) em 1988.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NOAMAS TÉCNICAS (ABNT). NBR 9578: Arquivo
– Terminologia*** Brasil 1986
Vocabulaire des archives: Archivistique et Diplomatique contemporaine 1987 Reedição (1991)**** revisada Francês (1987) e alemão (1991)
NOGUEIRA, Carmen Crespo. Glossary of basic archival and library conservation terms 1988 Espanhol, alemão, italiano, francês e russo
WALNE, Peter. Dictionary of Archival Terminology (ICA Handbooks Series, v. 7) 1988 Inglês e francês
NAGEL, Rolf; FREITAS, Maria José Rabello de. Dicionário de termos arquivísticos:
subsídios para uma terminologia arquivística brasileira (“Dicionário da Bahia”) Alemanha Brasil / 1989 Reedição (1991) Português e alemão
papirología, etc)
ASSOCIAÇÃO DOS ARQUIVISTAS BRASILEIROS. Dicionário Brasileiro de
Terminologia Arquivística: contribuição para o estabelecimento de uma terminologia
arquivística em língua portuguesa
Brasil 1990 Reedição (1996)***** SILVA, Jaime Antunes da (Coord.). Dicionário de termos arquivísticos: subsídios para
uma terminologia brasileira Brasil 1991 1999
ABRAHAM, Berarda Salabarría et al (Comp.). Diccionario de terminologia archivística Colômbia 1992
ALVES, Ivone et al. Dicionário de Terminologia Arquivística Portugal 1993 Português (de Portugal e do Brasil), alemão, espanhol, francês, inglês e italiano COMISIÓN DE TERMINOLOGÍA DE LA DIRECCIÓN DE LOS ARCHIVOS
ESTATALES. Diccionario de Terminología Archivística Espanha 1993 2ª edição (1995)
GRUPO IBEROAMERICANO DE TRATAMIENTO DE ARCHIVOS
ADMINISTRATIVOS (GITAA). Hacia un diccionario de terminologia arquivística 1997
Convergência dos termos e conceitos utilizados na Espanha, Colômbia, Cuba, México, Brasil e Portugal REQUES, Mª Azucena Moreno. Diccionario inglés-español, español-inglés para
archivística, biblioteconomía y museología Espanha 1999
GARCÍA EJARQUE, Luis. Diccionario del archivero bibliotecario: terminología de la elaboración, tratamiento y utilización de los materiales proprios de los centros
documentales Espanha 2000
INSTITUTO PORTUGUÊS DA QUALIDADE. Norma portuguesa 4041:2005 -
informação e documentação. Terminologia arquivística Portugal 2005
ARQUIVO NACIONAL. Dicionário Brasileiro de Terminologia Arquivística. Brasil 2005 Fonte: Elaboração própria, com base em Silva et al (1999), Rastas (1992) e Arquivo Nacional (2005).
* Glossário de 132 termos apresentado no I Congresso Brasileiro de Arquivologia (CBA). ** Possui uma rubrica referente às obras de terminologia editadas.
*** Fruto do trabalho de vários grupos, entre eles do Comitê de Terminologia Arquivística da AAB.
**** Pela École Nationale des Chartes e Association Française de Normalisation, sob o título Dictionnaire des archives: de l’archivage aux sistèmes d’information. ***** Organizado por Ana Maria de Almeida Camargo e Heloísa Liberalli Bellotto, sob o título Dicionário de Terminologia Arquivística.
De fato, é constatada uma dificuldade na utilização dos termos arquivo, arquivista e Arquivologia, respectivamente relacionados ao objeto, à profissão e à disciplina (COUTURE; DUCHARME; ROUSSEAU, 1988) e que aqui são apresentados conjuntamente para a compreensão do da trajetória da área. A falta de padronização terminológica é um obstáculo para a cooperação internacional, como salienta Rastas (1992), ao reconhecer a relevância dos glossários e publicações internacionais de correspondência terminológica que propiciam ao arquivista encontrar uma linguagem comum e, consequentemente, compreender as diferenças existentes entre as tradições profissionais. Nesse sentido, Fonseca alerta que:
[...] há uma íntima relação entre a configuração da disciplina arquivística e a história política e administrativa de cada país; assim, a terminologia arquivística é um território bastante delicado, uma vez que a relação entre termo e conceito nem sempre é clara e „amigável‟, porque se trata de traduzir termos e conceitos intrinsecamente associados a realidades político-administrativas muito específicas. (FONSECA, 2004, p. 155-156).
Ainda no âmbito da padronização, o ICA publica normas, desde a década de 1980, a partir das obras voltadas para a descrição arquivística: a General International Standard Archival Description – ISAD (G)67–, a International Standard Archival Authority Record for Corporate Bodies, Persons, and Families – ISAAR (CPF)68, a International Standard for Describing Functions (ISDF)69 e a International Standard for Describing Institutions with Archival Holdings (ISDIAH)70. Frutos das preocupações acerca do acesso aos documentos, essas normas foram se complementando nos últimos anos, de forma a contemplar a descrição dos documentos, bem como as funções e produtores que os originam, e os custodiadores dos acervos (FONSECA, 2010).
Voltando aos anos 1930, num olhar mais ampliado, a vertente técnica arquivística ganha forma nessa década, com a atuação dos “arquivistas missionários” na França – que passam a intervir junto às administrações para a uniformização do tratamento dos documentos já na sua gênese – e dos arquivistas alemães, preocupados com a racionalização da organização, classificação e conservação documental (SILVA et al, 1999).
Essas preocupações também estão presentes no cenário norteamericano, que, diferentemente do europeu, não se baseia na análise meticulosa de um número limitado de
67 A primeira edição da ISAD(G) é de 1994 e segunda, de 1999. Informações disponíveis em:
<http://www.ica.org/sites/default/files/isad_g_2e.pdf>. Acesso em 15 nov. 2009.
68 A primeira edição da ISAAR(CPF) é de 1996 e a segunda, de 2004. Informações disponíveis em:
<http://www.ica.org/sites/default/files/ISAAR2EN.pdf>. Acesso em 15 nov. 2009.
69 A ISDF foi publicada em 2008. Informações disponíveis em:
<http://www.ica.org/sites/default/files/ISDF%20ENG.pdf>. Acesso em 16 nov. 2009.
70 Em complemento à ISAD(G) e à ISAAR(CPF), a ISDIAH é publicada em 2008. Informações disponíveis em:
documentos antigos, nem se prende a uma "ciência descritiva", defendida pelos autores holandeses (Muller, Feith e Fruin), Jenkinson ou Casanova. Os arquivistas americanos, diante da crescente produção de registros contemporâneos, deveriam dar conta de uma pequena fração daquilo que poderia ser preservado nos seus arquivos. A profissão de gestor de documentos (records manager) nasce para ajudar as instituições a lidarem com a avalanche de papel produzida/acumulada, de forma a reorientar a tradicional profissão do arquivista na