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O biodiesel metílico de mamona também demonstrou boa estabilidade oxidativa, enquanto o biodiesel metílico de soja mostrou menor estabilidade oxidativa, demonstrando resultados semelhantes obtidos pelo método Rancimat, Figura 19.

Para as blendas, apresentaram-se mais estáveis, no sentido crescente de resistência a degradação térmica e oxidativa M20< M30< M40 <M50, Figura 19.

O método demonstra um perfil semelhante ao visto pelo Rancimat. À medida que o percentual de biodiesel metílico de mamona aumenta, ocorre um ganho na estabilidade oxidativa, demonstrando ser esta uma característica das

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mais importantes a considerar na seleção do óleo vegetal para produção do biocombustível, por influenciar diretamente sua estabilidade oxidativa.

Figura 19. PetroOXY dos biodiesel metilicos de soja, mamona e suas blendas

Capítulo 6

Conclusão

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6. Conclusão

 Confirmadas as presenças majoritárias de ésteres de ácidos graxos monoinsaturados para o biodiesel de mamona e de ésteres de ácido linoléico para o biodiesel de soja. Essa composição foi seguida por suas blendas;

 Os biodiesel metílicos de soja, mamona e suas blendas apresentaram os parâmetros físico-químicos dentro dos limites estabelecidos, com exceção da estabilidade oxidativa (M0, M20, M30 e M40), do índice de acidez após 60 dias (M50), após 90 dias (M40 e M50), após 120 dias (M100) e da viscosidade cinemática (M40, M50 e M100) que apresentaram valores fora dos limites estabelecido pela norma vigente;

 Observou-se que à medida que foi aumentado o teor de biodiesel metílico de mamona nas blendas, ocorreu uma elevação do ponto de fluidez de filtro a frio. Nota-se que o biodiesel metílico de mamona acrescenta uma melhora nas propriedades de fluxo a frio, demonstrando assim, ser um aditivo anticongelante;

 Os resultados observados demonstram uma tendência entre o período de indução oxidativa (PI) a 110 ºC determinado por Rancimat e o Período de Indução (h) à 110 oC determinado pelo método PetroOXY para os biodiesel metílicos de soja, mamona e suas blendas;

 O biodiesel metílico de soja apresentou um NC maior que os demais. À medida que se acrescenta biodiesel metílico de mamona ao de soja, nota-se uma diminuição no NC. Observa-se também que a medida que o tempo de armazenamento aumenta o NC eleva-se. Esses valores seguem a tendência de estabilidade oxidativa dos métodos Rancimat e PetroOXY;

 Observou-se que as blendas produziram resultados positivos, melhorando significativamente o valor da estabilidade à oxidação do biodiesel metílico de soja quando adicionado 50% de biodiesel metílico de mamona, possivelmente agindo como aditivo antioxidante para biodiesel metílico de soja, que apresentou valores muito baixos de período de indução oxidativa (PI) à 110 ºC;

 Após 30 dias de armazenamento, em frascos de aço-carbono, o biodiesel metílico de soja e suas blendas apresentaram parâmetros de qualidade fora das especificações. Assim como o biodiesel metílico de mamona, após 120 dias de armazenado, nas mesmas condições, não mais atenderá à regulamentação da ANP;

 Portanto, o período de 120 dias de armazenamento dos biodiesel metílicos e suas blendas revelou alterações significativas com diminuição da estabilidade oxidativa e aumento no índice de acidez, teor de água e viscosidade cinemática, sendo a blenda M50 a mais resistente ao processo de oxidação durante armazenamento, demonstrando que nesta concentração o biodiesel metílico de mamona atua como um aditivo natural ao biodiesel metílico de soja.

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Apêndice

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Tabela 10. Caracterização física e química dos biodiesel etílicos de soja, mamona e blendas.

Biodiesel e

Blendas Índice de acidez (mg KOH/g) Tempo 0 30 60 90 120 Índice de iodo (mg I2/100g) Índice de peróxido meq/Kg M0 0,23 0,25 0,28 0,30 0,32 133,94 1,37 M20 0,30 0,31 0,32 0,33 0,40 133,35 1,35 M30 0,33 0,36 0,39 0,42 0,45 132,99 1,35 M40 0,44 0,46 0,48 0,55 0,59 132,35 1,34 M50 0,44 0,48 0,54 0,60 0,66 132,32 1,34 M100 0,30 0,34 0,39 0,47 0,55 130,80 1,33

Tabela 11. Número de cetano dos biodiesel e suas blendas Biodiesel e

blendas

Número de cetano

0 dia 30 dias 60 dias 90 dias 120 dias

M0 49,37 57,46 58,56 59,15 60,18 M20 47,79 53,90 54,64 55,44 57,91 M30 46,05 52,76 53,87 54,14 55,16 M40 45,77 51,60 53,07 54,05 55,33 M50 44,37 47,85 51,60 52,27 54,13 M100 36,29 37,88 38,07 37,18 40,12

Tabela 12. Ponto de entupimento de filtro à frio dos biodiesel metílicos e de suas blendas

Amostras PEFF(ºC) Limite

(19ºC) M0 -2 M20 -3 M30 -7 M40 -2 M50 14

M100 29

Tabela 13. Estabilidade à Oxidação dos biodiesel metílicos e suas Blendas (Método Rancimat)

Tabela 14. Estabilidade à Oxidação dos biodiesel metílicos e suas Blendas (Método PetroOxy) Tempo (dias) Estabilidade Oxidação 110 °C Limite (6 horas) M0 M20 M30 M40 M50 M100 0 3,35 3,69 3,90 4,06 6,08 >24 30 1,92 2,11 2,19 3,15 3,94 19,17 60 1,50 1,46 1,44 1,18 0,75 12,23 90 0,08 0,12 0,80 0,80 0,80 6,01 120 0,05 0,06 0,06 0,07 0,09 0,13 Tempo (dias) Período de Indução (h) a 110 oC M0 M20 M30 M40 M50 M100 0 1,29 1,40 2,04 2,05 3,25 10,40 30 0,51 1,05 1,03 1,04 0,46 9,10 60 0,41 0,48 0,58 0,52 0,39 8,47 90 0,25 0,29 0,29 0,32 0,24 5,86 120 0,15 0,15 - 0,17 0,13 5,24

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Tabela 15. Teor de água para os biodiesel metílicos de soja, mamona e blendas.

Tempo (dias) Teor de água (mg/kg)

M0 M20 M30 M40 M50 M100 0 285,78 596,47 698,34 870,56 987,32 1080,96 30 554,68 856,76 921,33 1200,87 1450,55 1943,56 60 836,99 1110,90 1289,07 1560,35 1954,65 3485,95 90 1175,65 2654,70 3843,50 3437,45 4656,60 8764,10 120 - - - -