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I. Background and general framework

1. Internalizing problems: anxiety and depression

1.2. Vulnerability factors for internalizing disorders

1.2.3. Cardiac vagal tone

encontra em discussão há muito tempo, as alterações que ocorreram no campo da ciência a tornaram um ambiente de constantes e profundas transformações, em função do caráter social de suas funções. Elas também podem ser percebidas como precursoras do desenvolvimento de de países, fomentando diferentes princípios sociais e ideologias, que orientam a produção de conhecimento necessário ao desenvolvimento social. Com essa função e influenciada pela atual revolução do conhecimento, a Universidade se torna ainda mais importante no cenário atual, por se tratar de uma entidade que tem a capacidade de amparar as empresas e o governo em suas demandas de ordem científica e social.

Independentemente do caráter ideológico que possua, a Universidade sempre foi compreendida pela sociedade como uma entidade responsável por desenvolver capacidades e comportamentos nos indivíduos, tendo o ensino, a pesquisa e a extensão como ferramentas para esse processo. Ao longo de sua evolução, essa entidade assumiu diversos compromissos que fortaleceram ainda mais o seu papel de norteadora do desenvolvimento social e ganhou, em muitos contextos, status de entidade responsável por criar tendências tecnológicas, tecnologias e inovações.

As informações da OCDE (2015), destacam que a universidade continua a frente desse movimento desenvolvimentista, de maneira sistemática em países que são notadamente reconhecidos pelos altos investimentos em produção de conhecimento. O trabalho de Costa e Zha (2015), defende esse pressuposto quando mostra que a universidade evoluiu em países emergentes a partir da sua mudança de postura, aceitando a participação de outros modelos de organização social em seu desenvolvimento. Na medida deste envolvimento, surgiram indicadores que aproximaram essa entidade de uma visão gerencial, permitindo que houvesse o acompanhamento de sua evolução, a criação de padrões de qualidade e a definição de papeis que pudessem ser apresentados de

maneira articulada com as políticas públicas em um determinado contexto.

O estudo de Evers (2001) defende alguns destes pontos quando define a sociedade do conhecimento e as entidades que contribuíram com este novo contexto. O autor destaca que a Universidade como instituição promotora do conhecimento se tornou parâmetro para a comparação de determinados ambientes, defendendo que só é possível construir sociedades baseadas no conhecimento por meio de um forte sistema de educação superior estabelecido. À essa mensuração, aplicam- se indicadores que avaliam a capacidade empreendedora, a inovação e a utilização do conhecimento para a produção de tecnologia, itens que colocam a Universidade como protagonista da construção de um ambiente voltado para a utilização do conhecimento.

Em consonância com essa discussão, Do Santos (2005), defende a sociedade do conhecimento como um ambiente dependente de ativos de conhecimento e do capital intelectual das organizações, e que só podem ser plenamente desenvolvidos a partir do papel da universidade. Tendo o conhecimento como o principal fator de produção, essa organização torna-se responsável por criar ferramentas para substituir os ativos tradicionais e assume, na medida do aumento de sua participação no desenvolvimento social, o papel de produzir competências de natureza procedural e cognitiva, promovendo a aprendizagem no contexto social.

Outro ponto relevante em sua caracterização é a participação das pessoas em seu desenvolvimento, que é ativo e voltado para a criação e utilização do conhecimento, produzindo movimentos que são análogos à proposição de Nonaka e Tackeuchi (1997). À época, os autores defendiam que a criação do conhecimento ocorria por meio de um movimento que articulava observação e sistematização de processos, criando referências que poderiam agregar valor ao desenvolvimento de um determinado ambiente.

De acordo com reflexão proposta por Dos Santos (2005), alinhadas com a visão de Marback Neto (2007), a universidade na sociedade do conhecimento assume os seguintes papeis:

• Orientar a promoção da sustentabilidade: Criando elementos para promover o equilíbrio entre o desenvolvimento ambiental, fiscal e social, para o desenvolvimento de proposições de valor adequadas ao contexto;

• Promover a compreensão das mudanças demográficas: Devido ao aumento significativo do processo de urbanização dos grandes centros e um aumento na expectativa de vida das pessoas, o que pode caracterizar um cenário de novas profissões em que o conhecimento passa a ter um valor ainda maior;

• Criar padrões para globalização da economia: Esse movimento ocorre na medida em que a convergência tecnológica se torna uma vertente irrefutável do desenvolvimento social;

• Promover a compreensão do novo papel do estado: Ocorre devido ao papel que o estado assume de não ser mais o principal detentor das competências essenciais de uma sociedade do conhecimento, transferindo essas funções para entidades especializadas.

A partir desse emaranhado conjunto de papéis assumidos que compõem a função da universidade, o campo da Administração Universitária se estabelece como palco das discussões sobre as atividades e papeis da Universidade. Nas reflexões apresentadas por Schlickmann (2012), é possível perceber a preocupação do autor em estruturar uma base epistemológica para esse campo, sob a ótica de evidências concretas que permitem tal caracterização. Como resultante, o autor destaca que está posto um ambiente repleto de desafios e de possibilidades, sobretudo em países onde a educação superior está se estabelecendo como um instrumento de construção social, desenvolvimento tecnológico, acesso e inclusão.

Neste campo estabelecido, onde foi possível também acompanhar a proliferação de diversos e distintos modelos de instituições de educação superior que também assumem funções articuladas com a indústria e com o governo, Etzkowitz e Leydesdorf (2000) e Melo (2002) salientam que é fundamental que estas entidades possam remeter a sua missão pública para um perfil que esteja em consonância com estas atribuições. Ao observarem este elemento, as universidades, e por consequência todas as instituições de educação superior, se submetem regulação, considerada um elemento comum às instituições que atuam no contexto da sociedade do conhecimento. Embora o processo seja eivado de conservadorismo, ele contribui para suavizar as interferências da competitividade no âmbito da educação

superior, já que estabelece parâmetros legitimados pelo estado para acompanhar a qualidade destas entidades.

2.2 O PROGRAMA DE ESTÍMULO À REESTRUTURAÇÃO E AO