5. EMPIRICAL ANALYSES
5.8. C ONTRACT CHOICE IN THE LAND RENTAL MARKET
“Ensinar” Matemática brincando não é tarefa simples. Não implica em apenas estabelecer a junção de dois elementos. Só se consegue traçar a interdependência entre esses elementos quando o professor busca constantemente formação e aprimoramento profissional, quando este apreende as teorias e metodologias que fundamentam tal interligação pedagógica.
Partir do conhecimento da criança é uma velha chave metodológica para relacionar Matemática e lúdico. O professor ao considerar importante essa inter-relação possivelmente observará as brincadeiras rotineiras dos alunos (nos momentos de descontração ou no intervalo) em situações brincantes e/ou de ensino, que trazidas como exemplificação para sala de aula também auxiliarão a criança a compreender a inserção e utilidade da Matemática nas situações mais singulares de suas vidas.
A escolha de jogos e brincadeiras, nesta pesquisa, se deu não como alternativa ou modismo, mas pela consciência da importância da utilização pedagógica deste elemento valioso para a compreensão da Matemática. A educação lúdica contribui para a formação da criança, enriquece a prática, tornando- a criativa, crítica e reflexiva, quando investida como elemento estimulador à produção do conhecimento do sujeito. Como o processo de aprendizagem lúdica pode englobar a Matemática de modo mais estimulante ao processo de construção do conhecimento dos sujeitos, suas ações e manifestações prazerosas contribuem para sorrir, brincar, pesquisar, recriar, definir, resolver situações-problema.
Toda atividade lúdica quando bem planejada, adquire, não raro, finalidades específicas, possibilitando ao aluno alcançar o significado de um conceito para aprender, para buscar conhecimentos, construindo-os de forma inteligente e significativa. Se ao planejar, o professor conhece as condições de aprendizagem do aluno, saberá adequar o ensino conforme as necessidades do estudante e este será capaz de formular e reformular seus conhecimentos, aprimorando-os.
Falar de educação lúdica é falar de uma prática educativa que revela atividades intelectuais e sociais sem tornar insignificantes e/ou incompreensíveis. É necessário compreender que o lúdico não se restringe em predispor o ser humano
somente para jogar e se divertir. É muito mais que isso, pode caracterizar-se como uma educação voltada para a apropriação de conhecimento de forma a considerar o ponto de vista dos outros, tendo como base jogos e brincadeiras que convergem para o aprender com entusiasmo e entendimento sobre as ações ali retratadas.
Segundo Macedo; Petty; Passos (2000) jogar proporciona a aquisição do conhecimento porque o sujeito aprende sobre si próprio, sobre o próprio jogo, sobre as relações sociais relativas ao jogar e sobre determinados conteúdos trabalhados no contexto escolar. Os jogos podem ser utilizados e contribuírem de diversas formas, depende do objetivo proposto pelo professor e das intervenções que conduz e coordena as atividades. Chateau (1987) nos lembra que o jogo não é mero divertimento.
Podemos considerar o jogo como um elemento desencadeador do pensamento, perpassa por um processo de sistematização que vai do espontâneo até o convencional, ou seja, parte do cálculo mental para a representação espontânea e por último a representação convencional. Podem ser propostos a fim de favorecer a criação de situações que apresentam problemas que podem ser solucionados utilizando conceitos conhecidos pelos estudantes. Situações novas que possibilitam ao aluno ser versátil em seu pensamento, associar a aplicação de regras e/ou conceitos previamente conhecidos com o seu verdadeiro significado e entendimento sobre o como e o porquê utilizar certas estratégias. Também utilizar o jogo pode funcionar para provocar discussão como mobilizador do sujeito para pensar. (KAMII, 1996)
Enfim, inúmeras são as possibilidades que podemos desfrutar usando jogos no contexto escolar, mas devemos alertar que a utilização de jogos
não pode ser considerada como a “salvação dos problemas” de um contexto escolar, nos jogos também encontramos limites.
Cabe ressaltar que, qualquer que seja a intenção de se utilizar jogos no contexto escolar, é importante ter em mente que o jogo não substitui os conteúdos curriculares. Ele é um elemento, um recurso que pode auxiliar no processo de aquisição do conhecimento. Neste sentido, a criança pode mergulhar em uma atividade, sem se dar conta que está aprendendo e construindo conceitos. Basta que esta atividade tenha significado, desafio e um propósito que chame a atenção dela e a incentive a aprender.
Foi nesta perspectiva lúdica, que nos propomos a utilizar o jogo como elemento motivador nas aulas de Matemática. É por meio deles, que a aprendizagem do estudante pode se tornar mais interessante e consistente. Podemos considerar o significado da palavra consistente no âmbito do desenvolvimento humano, similar ao denominado por Piaget (1956), ou seja, de assimilação propriamente dita. Você conhece algo novo quando esse é assimilado ao se manipular, experimentar no sentido de ajustar a conhecimentos prévios já formulados, ou seja, assimila o novo para incorporá-lo e até modificá-lo de acordo com sua necessidade de aprendizagem.
Segundo Piaget (1973, p.15), “[...] todo conhecimento está ligado a uma ação e que conhecer um objeto ou acontecimento é utilizá-los, assimilando-os a esquemas de ação”. Neste sentido, consideramos, através deste estudo, que as atividades lúdicas contribuem para a co-participação dinâmica do aluno na construção de seu conhecimento. A ação, emanada de atividades lúdicas, proporciona, torna o aluno construtor, descobridor, pesquisador, produtor de seus próprios conhecimentos. A criança é espontânea (mas não espontaneísta), criativa,
resolve conflitos, se desequilibra, sendo assim, as atividades lúdicas podem não só motivar e/ou desmotivar a sua co-participação como também aprimorar a assimilação do conteúdo que está sendo abordado.
Inserido nesta contextualização sobre o lúdico e seu papel no processo da aprendizagem matemática, trazemos, no tema que segue, um estudo sobre a inserção do jogo e/ou da brincadeira estruturada no espaço escolar, como um elemento enriquecedor para o desenvolvimento intelectual do aluno.
2.2 O Papel dos Jogos na Prática Pedagógica nas Aulas de Matemática
Iniciamos, resgatando as contribuições de Antunes (2003, p. 31):
[...] o jogo pode contribuir para desenvolver formas mais complexas de pensamento na medida em que são levadas a se empenharem em refletir sobre seu procedimento. Por essa razão é que o jogo pelo jogo deve ser substituído pelo jogo seguido de um debate e uma reflexão sobre suas regras, sobre o que é e o que não é aceitável para as pessoas com as quais se está interagindo.
E, a criança quando está inserida em um jogo, desfruta de uma interação social, respeitando regras e papéis pré-estabelecidos pelo grupo. Este pensamento também nos remete a Piaget. O próprio autor, no prefácio a Kamii e DeVries (1991), em “Jogos em Grupo: na Educação Infantil”, expressa sua concordância à temática central da obra ao pautar-se em considerações sobre o jogo: