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3. TEORETISK FUNDAMENT

4.5 Betydningen av lederoppfølging

No quadro 16, apresentaremos duas implantações realizadas em dezembro de 2008 e janeiro de 2009 respectivamente.

Quadro 16. Dia de campo – Implantação de SAF no assentamento Sepé Tiaraju/ Ribeirão Preto/ Lote do Sr. Alexandre e Sr. Hemes

Objetivos Assuntos trabalhados Métodos

Ampliar as Unidades Demonstrativas de SAF's; a emancipação do grupo; Trabalhar a iniciativa de organização e coletividade do grupo. A importância deles organizarem as atividades; desenhos agroflorestais; Plantio.

Troca de experiência: Os agricultores que já tinham SAF, falavam sobre seus desenhos e o porquê da escolha. O agricultor que recebia falava de seus

objetivos, cada um trouxe alguma espécie e com aquilo que tínhamos, adaptamos o desenho do agricultor e

fizemos o plantio.

Avaliação: A organização prévia dos materiais para o SAF facilitou o trabalho e contribuiu com o processo educativo da implantação; “Os encontros para as implantações vem aumentando o conhecimento técnico dos agricultores e também melhorando o espírito de coletividade do grupo de agricultores do assentamento Sepé Tiarajú”. - Ainda não conseguimos avançar na disciplina com o horário.

Fonte: Elaboração própria a partir do relatório da atividade de Implantação de SAF

no assentamento Sepé Tiarajú, no lote do Sr. Alexandre e Sr. Hemes. Núcleo de Agroecologia da Embrapa Meio Ambiente (2009).

Figura 12 – Atividades: Dia de campo - DRP e Implantação de Sistema Agroforestal (Quadro 16).

Lote do Hemes Lote do Alexandre

Fonte: Núcleo de Agroecologia da Embrapa Meio Ambiente, 2009.

Essas duas implantações foram resultados do planejamento realizado após o curso de desenho de sistemas agroflorestais em 2008. Nesta atividade um grupo de agricultores ficou responsável por realizar o convite à comunidade, bem como da organização dos materiais necessários para a oficina e da alimentação. A equipe do projeto acompanharia de longe a organização da atividade e seria responsável por alguns materiais de difícil acesso, entre eles mudas para o plantio.

O objetivo era estimular a organização interna dos agricultores, prepará-los para que eles mesmos pudessem desenvolver esse tipo de atividade, caso a equipe do projeto não estivesse mais trabalhando ali.

Outro motivo era que a manutenção de muitas dessas atividades de campo, a principio eram patrocinada pela EMBRAPA/INCRA, no entanto para não estimular a participação por interesse, passamos a dividir tarefas e gastos. A alimentação, por exemplo, que era realizada pela Embrapa Meio Ambiente através da compra de marmitas, passou a ser organizada por eles, no sentido de estimular a participação na organização da atividade.

Na primeira implantação no lote do Sr. Alexandre todos os agricultores levaram mudas ou sementes, os agricultores mais experientes discutiram o desenho elaborado no coletivo da oficina de desenho agroflorestal realizada no ano anterior.

O agricultor dono do lote fazia as opções segundo seus objetivos. É muito interessante notar, que no assentamento Sepé, sempre tiveram como educadores nos plantios de sistemas agroflorestais, além dos técnicos da equipe, os próprios agricultores que iniciaram o processo.

Outra questão é o fato de que os assentados educadores não defendiam nem um desenho. Eles compreenderam a lógica ecológica a serviço dos objetivos dos agricultores e nessa linha opinavam. Se fosse possível a classificação do nível que esses agricultores mais antigos ocupavam na transição agroecológica descrita por Glieesman apenas com os elementos que possuíamos, diríamos que estes trabalhadores ocupariam entre o nível três e quatro, no entanto pesquisas mais profundas seriam necessárias para essa classificação.

As atividades seguintes voltaram a ser organizadas pela equipe do projeto, porque avaliamos que a organização da coletividade interna, deveria ser iniciativa dos agricultores do assentamento. A nós caberia um papel limitado pela própria situação, de não termos financiamento para desenvolvermos a questão de forma organizada, e pelo fato da equipe ser reduzida.

Só poderíamos desenvolver essa atividade se a questão produtiva deixasse de ser o foco principal. Primeiro para eles e consequentemente para nós. Como isso não aconteceu, seguimos tentando problematizar a questão através das ferramentas que possuíamos, no caso o conhecimento agroecológico e agroflorestal. A próxima atividade sintetizada no quadro 17, demonstrou um pouco das principais preocupações dos assentados.

Figura 13 – Reuniões para construção do monitoramento no assentamento Sepé Tiarajú.

Fonte: Núcleo de Agroecologia da Embrapa Meio Ambiente, 2009.

O dia de campo demonstrado pelo quadro 17 trata da tentativa da equipe, de realizar exatamente um monitoramento mais profundo, com dados mais quantitativos que pudesse comprovar tecnicamente a eficiência ou não dos sistemas.

Quadro 17. Dia de campo – Biofertilizante e Monitoramento de Sistemas Agroflorestais

Objetivos Assuntos trabalhados Métodos

Capacitar para o preparo e uso de biofertilizantes; Iniciar o monitoramento dos SAFs;

O que é um biofertilizante? Preparo; O uso das plantas repelentes; Recomendações de uso; Em relação ao

monitoramento: 1º passo: qual o objetivo do agricultor em seu lote? 2º passo: dos objetivos criamos os

indicadores.

3º passo: realizar as observações nos lotes.

4º passo: Avaliar se estamos próximo ou longe dos objetivos de pequeno, médio e

longo prazo.

Realização de oficina onde o consultor elaborou o bioferilizante com ajuda dos agricultores. No processo de monitoramento ele também foi o facilitador que através

de perguntas chaves, provocou através da chuva

de ideias que depois era sintetizado no processo de

consenso.

Fonte: Elaboração própria a partir do relatório da oficina em biofertilizante e planejamento

Nesse dia de campo não se trabalhou com o processo campesino- campesino, utilizamos ferramentas como a chuva de ideias para ouvir dos agricultores seu processo histórico, o porquê, o como chegaram aqui, o que estão fazendo e o que esperam do futuro, através de uma linha do tempo, que tinha a proposta de resgatar o sentimento de luta e conquista que tiveram esses agricultores no processo de ocupação de terra, no sentido de motivá-los para alcançar seus objetivos.

Assim, a motivação principal pelo monitoramento, é que através dele se poderia avançar no processo de reconhecimento da agroecologia e dos sistemas agroflorestais. Resultando em elementos para propiciar políticas públicas para esse tipo de produção, contribuindo para melhoria do desenvolvimento de seus projetos em suas terras.

Dessa forma, as metodologias do projeto, através das ferramentas participativas propiciaram um aumento das unidades demonstrativas em sistemas agroflorestais. No entanto, mesmo desenvolvendo o apoio às organizações cooperativas e de associações não conseguimos, dentro da temática agroflorestal, trabalhar as formas coletivas de produção, para além das atividades.

Percebemos isso ao constatar que o grupo de agricultores que acompanhava as atividades do projeto, posteriormente ao necessitarem, organizar-se para comercialização, optaram por associações ou cooperativas distintas. E mesmo os que se encontravam como dois ou mais em uma mesma organização, não tinham o sistema de produção agroflorestal como foco da produção, ou seja, houve uma organização para comercialização independente de qual fosse o sistema agrícola adotado.

Em Itapeva, as organizações se pautavam mais pelo posicionamento politico, das relações de poder interna que direcionavam as organizações, aliás, nessa região sempre houve a pauta pelas formas de comercialização, porém esse fator fazia parte de uma etapa posterior do processo para a equipe do projeto, visto que ainda não havia produção agroecológica para ser comercializada.

A seguir abordaremos outras ferramentas que não trabalhamos nas sínteses de experiências, mas que avaliamos como importantes no processo metodológico.

4.4 Considerações sobre algumas ferramentas metodológicas