A noção de “atitudes ambientais” não apresenta tradição no seu desenvolvimento concetual, sendo utilizado de forma dispersa e, normalmente, de forma meramente descritiva. É mobilizada, por exemplo, em estudos sobre temas como o interesse relativamente a problemas ambientais, a simpatia pelo movimento ambientalista, a participação em ações ambientalistas, a tomada de posição numa questão local, ou o posicionamento em escalas de preocupação com o ambiente (Dunlap, 1975; Brasier, 1995; Bord, 1997).
Entender como se interligam predisposições, atitudes e participação em ações de preservação ambiental no desencadear de uma sociedade mais ativa e participativa deve fazer-se em função de diferentes perspetivas como as habilitações académicas, a idade, ou o género. Diferentes caraterísticas podem ser indicadores de comportamentos díspares. Esta é uma tarefa analítica com vista a aferir os contornos da mobilização e consciência ambiental dos vizelenses.
AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO
Duas questões aplicadas no inquérito encontram-se diretamente relacionadas com a dicotomia que se estabelece entre ambiente e desenvolvimento. Deste modo, avalia-se o grau de concordância manifestados às afirmações “O progresso económico abrandará se não se
cuidar do ambiente” e “O crescimento económico prejudica sempre o ambiente” (Figura
20). Pretendemos aferir a consciência que os vizelenses manifestam relativamente à subestimação dos recursos ambientais relativamente ao crescimento económico.
Fig. 20 Concordância relativamente à relação ambiente - desenvolvimento
Verificamos que os vizelenses apresentam uma maior concordância relativamente ao facto do se verificar um abrandamento no crescimento económico caso não se cuide do ambiente, sendo que 93% dos inquiridos concordam ou concordam totalmente com esta afirmação.
Relativamente ao facto do crescimento económico prejudicar sempre o ambiente, apesar de se verificarem níveis de concordância consideráveis, apenas 9,2% dos inquiridos concordam totalmente, ainda que cerca de 58% da amostra diga concordar, verificando-se uma maior relutância relativamente a esta questão. Isto expressa-se fundamentalmente nos 33% de inquiridos que dizem discordar ou discordar totalmente desta afirmação.
Validamos a noção de que a relação ambiente e desenvolvimento dos vizelenses se encontra fortemente vincada pela noção de uma necessidade eminente de se cuidar do ambiente em prol do progresso económico. Esta posição marcada deve relacionar-se com o facto de os vizelenses terem vivenciado muito de perto uma relação ambígua entre progresso económico e degradação ambiental, que de certo modo, legitima a sua preocupação relativamente a esta questão. Verifica-se assim, uma necessidade expressa, pelos vizelenses, de uma maior aposta numa articulação inevitável entre crescimento económico e ambiente.
Relativamente à maior renitência relativamente ao facto de que o crescimento económico prejudicar sempre o ambiente, esta prende-se com um despertar para a possibilidade da integração do crescimento económico com a proteção ambiental. O afastamento da população de uma atividade tão nefasta para o ambiente como a indústria têxtil e o consequente aumento da consciencialização desses efeitos, alertou a população para a necessidade de procurar atividades económicas que estabeleçam conexões mais próximas e de complementaridade com o ambiente. Ainda que, muitas vezes, essas relações não se consubstanciem num maior respeito pelo ambiente, as pessoas desenvolveram a noção de que há essa possibilidade.
O crescimento ecómico prejudica sempre o ambiente
O progresso ecómico abrandará se não se cuidar do ambiente
Consideramos que seria importante termos a possibilidade de estabelecer uma comparação cronológica no que refere a estas questões, comparando as atitudes dos vizelenses durante o período áureo da indústria no Vale do Ave, servindo de sustento económico a muitas famílias, e as que manifestam agora, no decorrer da crise económica e social, que fez encerrar muitas destas indústrias e forçar uma reestruturação económica da sociedade em torno de outras atividades, fundamentalmente em torno do setor terciário.
ATITUDES FACE À CIÊNCIA
A ciência, a técnica e crescente aposta na tecnologia apresentam-se como as principais causas dos riscos ambientais, mas, comitativamente, alguns dos meios mais eficazes de os definir, localizar, e de os tentar neutralizar, avançando com soluções. A ciência e a tecnologia têm, neste sentido, uma valência híbrida perante as questões ambientais, o que envolve a sua ação numa certa dualidade e vem justificar a pertinência de auscultar o que a população vizelense pensa e sente em relação a esta problemática.
No sentido de tentar avaliar as atitudes dos vizelenses face à ciência formulamos três afirmações e pedimos que nos indicassem o grau de concordância face às mesmas (Figura 21).
Fig. 21 Atitudes face à ciência e a tecnologia
Relativamente à afirmação “A tecnologia resolverá os problemas ambientais
alterando um pouco o nosso estilo de vida” verificamos que cerca de 44% dos inquiridos
concordam ou concordam totalmente, sendo que cerca de 55,8% dos mesmos discordam ou discordam totalmente. Verificamos que são raras as posições extremas relativamente a esta questão. Grosso modo, os inquiridos dizem “concordar” ou “discordar”.
Confio mais na ciência do que na fé para a resolução dos problemas De uma forma geral, a tecnologia causa mais
prejuízos do que benefícios. A tecnologia resolverá os problemas ambientais
alterando um pouco o nosso estilo de vida
Aquando da realização dos inquéritos à população, muitas pessoas iam mencionando que a tecnologia poderia ajudar a resolver os problemas ambientais, uma vez que sem acesso às inovações tecnológicas, não havia como tratar os resíduos industriais que eram imediatamente lançados para os cursos de água ou para depósitos de armazenamento, sem qualquer tipo de tratamento.
É difícil para as pessoas definirem uma posição muito marcada relativamente a esta questão. As pessoas desenvolveram a consciência de que a tecnologia, do mesmo modo que veio trazer soluções importantes para os problemas ambientais, desenvolveram, igualmente, medo face ao desconhecido, o receio inerente às consequências do uso de tecnologia de que não têm pleno conhecimento.
Tendo em consideração as diferentes relações que os diversos grupos etários em análise mantêm com a tecnologia, consideramos pertinente avaliar de que modo é que a idade dos inquiridos se relaciona com o grau de concordância relativamente à questão formulada (Figura 22).
Fig. 22 Relação de concordância "A tecnologia resolverá os problemas ambientais
alterando um pouco o nosso estilo de vida" segundo o grupo etário
Os jovens apresentam uma melhor relação com a tecnologia, olhando para esta como uma fonte de soluções para os problemas ambientais, denotando também uma maior inconsciência para os problemas despoletados por esta. Por sua vez, são os mais velhos são aqueles que apresentam uma maior relutância relativamente ao papel apaziguador da tecnologia nos problemas ambientais. Os inquiridos mais idosos apresentam uma maior consciência dos problemas resultantes dos avanços
0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100%
15 - 24 anos 25 - 49 anos 50 - 64 anos 65 e mais anos
%
tecnológicos, mas também um maior afastamento e, como tal, um maior desconhecimento face a estes, o que se traduz num medo daquilo que consideram não dominar.
No que respeita à asserção “De uma forma geral, a tecnologia causa mais prejuízos
que benefícios” verifica-se uma grande concordância com esta discussão, em que cerca de 12% da
população diz “concordar totalmente” e mais de 40% concorda. Como já foi referido, Vizela viu, de há uns anos a esta parte, a sua história marcadamente relacionada com a aposta tecnológica. Primeiramente ela permitiu a instalação de empresas e a geração de emprego, que foi vista como uma mais-valia. Posteriormente, e com intensificação da industrialização, os vizelenses verificaram que ela acarretou, além dos benefícios económicos, uma degradação ambiental sem precedentes que tem exigido mais esforço do que o esperado para a ver solucionada, ou, pelo menos, mitigada, esta questão.
Aquando da abertura da economia ao mercado global verificou-se uma grande incapacidade da população face à adaptação a tecnologias mais eficazes e competitivas, decorrente da falta de escolarização e formação. Esta situação gerou uma incompatibilidade entre o plano social e a tecnologia que, por outro lado, também veio substituir muitos postos de trabalho e gerou ainda mais desemprego. Analisando os vários prismas da relação que os vizelenses estabelecem com a tecnologia, facilmente se entende a desarmonia de respostas relativamente a esta questão, bem como a dispersão de atitudes face à ciência.
Estabelecendo paralelismos com os dados obtidos pelo inquérito aplicado em Portugal através do ISSP, verificamos que os resultados são condizentes, isto é, tanto à escala nacional como concelhia, as pessoas concordam com o facto de a tecnologia causar mais prejuízos que benefícios, manifestando uma posição de afastamento e desconfiança face aos benefícios inerentes à utilização da tecnologia.
Uma questão que nos importou avaliar prende-se com a relação que vizelenses estabelecem com a ciência ou a tecnologia e a fé para a resolução dos seus problemas. Relativamente à questão “Confio mais na ciência que na fé para a resolução de problemas”, cerca de 44% dos inquiridos dizem discordar ou discordar totalmente, contra cerca de 64%, que concorda ou concorda totalmente. Sendo esta uma sociedade marcadamente religiosa, verificamos que a fé no divino se apresenta como uma compensação emocional e uma necessidade de algo mais do que o meramente material em momentos de dificuldade. Ainda assim, não é muito díspar a parte da amostra que se
evidencia mais afeta à fé daquela que confia mais na ciência. Verificou-se uma discrepância pouco significativa, de onde se deve assinalar a manifestação de uma grande confiança na ciência por parte de muitos dos inquiridos, nomeadamente entre os inquiridos com maior grau de instrução (Figura 23). Quando comparados os dados obtidos com os relativos ao inquérito aplicado pelo ISSP, que analisou a concordância dos portugueses face à afirmação “Confiamos demasiado na ciência e não o suficiente na fé e nos sentimentos”, verificamos que 50,2% da amostra recolhida pelo estudo comparativo diz concordar com a afirmação, isto é, cerca de metade da amostra recolhida exprime uma certa insegurança relativamente à confiança que a sociedade atual deposita na ciência, considerando que se devia confiar mais na fé e na força divina para a resolução dos problemas. Nas respostas obtidas ao inquérito aplicado em Vizela verificamos que as opiniões não são tão marcadas, distribuindo-se mais unanimemente pela confiança que mantêm na ciência e na fé.
Fig. 23 Relação de concordância entre “Confio mais na ciência que na fé para a resolução de
problemas” e habilitações académicas
Quando analisamos o grau de concordância relativamente à afirmação “Confio mais na ciência que na fé para a resolução de problemas”, verificamos quanto mais elevado nível de instrução (Ensino Secundário e Ensino Superior), mais evidente é a confiança que os indivíduos detêm na ciência e na técnica para a resolução dos problemas. Por outro lado, pessoas com graus inferiores de habilitações académicas depositam mais a sua confiança na fé quando se trata da resolução dos problemas.
0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Sem escolaridade Ensino básico (4ª classe) Ensino Básico (6º ano) Ensino Básico (9º ano) Ensino Secundário Ensino Superior %
Uma maior proximidade ao mundo académico e à produção científica por parte dos indivíduos instiga ao desenvolvimento de uma maior confiança na tecnologia no que respeita ao auxílio na resolução dos problemas.
PREOCUPAÇÕES AMBIENTAIS
Na opinião de Soromenho- Marques (2004:254), “as preocupações ambientais nasceram sob o signo de uma interpretação redutora, (...) essencialmente conservacionista: tratava-se de preservar, face às ameaças predatórias da ação humana, determinados valores naturais, da fauna e da flora, que de outra forma estariam ameaçados de extinção”.
Podem estabelecer-se paralelismos entre a evolução do pensamento relativamente às questões ambientais a nível nacional e o que se verificou em Vizela. O nosso estudo de caso apresenta algumas particularidades importantes, nomeadamente, devido à expressão que a indústria e os problemas ambientais decorrentes desta – poluição hídrica – trouxeram a este território. Isto refletiu- se, invariavelmente, na perceção que os vizelenses têm do ambiente, nas suas atitudes e nas práticas que mantêm. Importa-nos aferir se a relação que os vizelenses observam com o ambiente e os problemas que este apresenta se mantiveram inalteráveis ou se apresentam uma evolução decorrente dos múltiplos fatores que adiante analisaremos.
De modo a aferirmos os valores e preocupações ambientais dos vizelenses inquirimo-los relativamente à concordância que manifestam relativamente a três discussões (Figura 24).
A análise deste grupo de questões, ao contrário do que se verifica com as anteriormente analisadas, revelam posições mais marcadas, evidenciando um posicionamento mais homogéneo da amostra recolhida no que respeita.
Fig. 24 Preocupações ambientais
Tudo o que fazemos prejudica o ambiente A proteção do ambiente devia ser uma prioridade
nacional
As preocupações com as ameaças ambientais são muitas vezes exageradas
Relativamente ao facto de as “preocupações com as ameaças ambientais serem
exageradas”, verifica-se uma predominância de inquiridos que discordam ou discordam totalmente
(cerca 78% da amostra), isto é, grande parte dos inquiridos manifesta que os desassossegos com os assuntos ambientais não são exagerados, tendo uma porção significativa dos inquiridos manifestado que estes deviam ser ainda mais evidentes e traduzirem-se em políticas efetivas de melhoria do ambiente.
Comparados os resultados obtidos para Vizela com os recolhidos a nível nacional pelo ISSP em 2004, as disparidades são evidentes. Os resultados do estudo comparativo mostram que 47% dos inquiridos acham que os dados são empolgados e as preocupações com as ameaças ambientais são exageradas. Para o estudo de caso de Vizela, apenas cerca de 12% dos inquiridos mantêm essa expectação. Esta situação pode prender-se com a evidente conotação pesada e próxima do que são os problemas ambientais para a população vizelense, uma vez que alguns são vividos bem de perto, diariamente. Neste sentido, o Vale do Ave tem até uma conotação muito marcada no que respeita aos problemas de poluição hídrica, que define largamente a imagem que o país desenvolveu deste território.
Avaliando a dispersão de respostas por sexo, idade e grau de escolaridade não foi possível identificar padrões marcantes entre estas variáveis e as respostas obtidas à questão em análise. Estas dependerão maioritariamente da criticidade que cada individuo desenvolve da capacidade de filtro relativamente à informação que lhe chega.
Na avaliação dos resultados da concordância dos inquiridos relativamente ao facto de “A
preocupação com o ambiente devia ser uma prioridade nacional” verificamos que há uma
maior conformidade nas respostas. Cerca de 89% dos inquiridos dizem “concordar” ou “concordar totalmente”. Verifica-se uma consciência comum que devia o ambiente ser, de entre as questões prioritárias nacionais, uma a considerar.
“Tudo o que fazemos prejudica o ambiente”. Cerca de 62% discorda, referindo que podemos muitas vezes desenvolver esforços no sentido de minorar ou até mesmo mitigar a degradação ambiental inerente às nossas atividades. Esta consciência prende-se com a larga difusão das ideias de sustentabilidade, da difusão das mesmas através de programas educativos, da ação difusora dos media, bem como do papel dos grupos ambientalistas.
Ainda assim, há, no inquérito por nós aplicado, um número assinável de inquiridos que dizem concordar com esta afirmação. Podemos ainda verificar que a grande maioria dos inquiridos dizem
“concordar” ou “discordar”, isto é, não assume, relativamente a esta questão, uma posição muito marcada, sendo muitas vezes, relutantes nas respostas dadas, denotando posições pouco marcadas ou indecisas.
Ao cruzar as respostas obtidas pelos grupos etários a que correspondem os inquiridos (Figura 25), verificamos que há uma correspondência bastante evidente entre a idade dos inquiridos e a posição que mantêm relativamente à afirmação “Tudo o que fazemos prejudica o ambiente”. São os grupos etários mais jovens (dos 15 aos 24 anos e dos 25 aos 49 anos) que manifestam maior discordância. Isto pode explicar-se por um maior acesso a educação ambiental e uma maior consciencialização para práticas mais amigas do ambiente como é o caso da separação e reciclagem dos resíduos domésticos, a racionalização do uso da água e o despertar para a necessidade de uma maior intervenção nas decisões de caráter ambiental. Por seu turno, os grupos etários que correspondem a idades mais avançadas evidenciam uma maior concordância com esta afirmação, apresentando um maior alarmismo relativamente aos problemas ambientais.
Fig. 25 Grau de concordância com “Tudo o que fazemos prejudica o ambiente” segundo o grupo etário
CONFIANÇA NAS FONTES DE INFORMAÇÃO
O conhecimento ambiental que as pessoas adquirem tende a influenciar largamente as atitudes e práticas de cada um. Ainda assim, a informação que muitas vezes chega às pessoas não é fidedigna, seja por ser manipulada em função de interesses e objetivos, seja pelo défice de conhecimento e investigação sobre os temas.
0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100%
15 - 24 anos 25 - 49 anos 50 - 64 anos 65 e mais anos Concordo totalmente Concordo Discordo
As pessoas são expostas a muitas fontes de informação além das proveniências científicas e técnicas e são capazes de assimilar e ponderar informação de diferentes origens, o que enriquece o conhecimento adquirido pelos cidadãos relativamente a problemas relacionados com a questão ambiental.
Hoje em dia, a causa ambiental e a necessidade de proteger recursos naturais impõem-se de forma cada vez mais partilhada para o que, em grande parte, tem contribuído a ação dos movimentos ambientalistas e o poder difusão dos media. Estes têm potenciado uma visibilidade sem precedentes às situações de rutura ecológica.
Inquirimos os vizelenses acerca do grau de confiança que mantinham relativamente a cinco grupos: empresas e indústrias, grupos ambientalistas, jornais, rádio e televisão e serviços governamentais para receber informação correta acerca das causas de poluição (quadro 8).
Verificamos que são os grupos ambientalistas aqueles que recolhem o maior grau de confiança para obter informação. Paradoxalmente, é também este o grupo que apresenta maior percentagem de respostas inconclusivas.
Alguns dos inquiridos refeririam não ter conhecimento das atividades desenvolvidas por estes grupos ou sobre a veracidade das informações emitidas por estes. Reside ainda uma certa controvérsia no que respeita a estes grupos, acusado muitas vezes de demasiado alarmismo.
Por seu turno, são as empresas e indústrias em que os vizelenses menos confiam para obter informação acerca das causas de poluição. Aquando da recolha de dados no terreno, os inquiridos manifestaram descrédito em relação à informação emitida por este grupo, uma vez que, segundo eles, esta pode ser manipulada em função dos seus interesses. Apesar das respostas não denotarem um
Quadro 8 Grau de confiança nas fontes de informação (%)
Ab so lu ta co nfianç a Ba stant e Co nfianç a Al gu ma Co nfianç a Ne nhu ma Co nfianç a Ns/ Nr Empresas e indústrias 0,8 12,5 53,3 30,8 2,5 Grupos ambientalistas 35,8 49,2 6,7 2,5 5,8 Jornais 5 66,7 27,5 0,8 0 Rádio e televisão 3,3 52,5 40,8 3,3 0 Serviços governamentais 2,5 26,7 55 15 0,8
grau de confiança tão negativamente drástico em relação aos serviços governamentais, apenas cerca de 30% dizem ter absoluta ou bastante confiança nos serviços governamentais. Este descrédito face à ação do estado no sentido de gerar informação credível acerca das causas de poluição pode ter uma relação direta com a descredibilização da ação estatal em muitos outros domínios decorrentes da crise económica e social que Portugal vive atualmente.