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fornecedor e reduzem o lead time devem ser adotadas, tais como: EDI (Electronic Data

Interchange); e CAD (Computer-aided Design);

f) Sempre que possível, faça seus fornecedores ficarem responsáveis por manter os estoques no ponto de uso: essa prática, também denominada VMI (Vendor Managed

Inventory), simplifica o planejamento e ajuda a reduzir o MCT;

g) Compartilhe sua previsão e seu planejamento: essa estratégia também simplifica o planejamento e auxilia na redução do lead time. A técnica chamada CPFR (Collaboative

Planning, Forecasting and Replenishment) auxilia a atingir esse objetivo.

4.4.2. Estratégias voltadas aos Clientes

Em relação às estratégias direcionadas aos clientes temos:

a) Forme parcerias com seus clientes: a empresa fornecedora deve procurar formar parcerias com seus clientes visando à produção e entrega de pequenos lotes;

b) Forneça descontos que não prejudiquem seu programa QRM: no caso de fornecer descontos para grandes quantidades, isso deve ser feito baseado na quantidade pedida no ano todo e não baseado nas ordens individuais;

c) Mesmo que seu fornecedor peça em grandes quantidades continue produzindo em pequenos lotes: além das razões já mostradas na figura 4.6, grandes lotes no chão de fábrica irão bloquear a produção destinada aos outros clientes da empresa.

4.4.3 QRM no Escritório

São nas atividades de escritório que se encontram grandes oportunidades de redução do lead time. Essas oportunidades ficam evidentes à medida que estudos de Suri (1998) são analisados: mais da metade de lead time de uma companhia é gasto nesta área; as operações de escritório podem contabilizar mais que 25% dos custos de uma companhia; além de apresentar um significante papel na captura de novos pedidos. Observando que as atividades de escritório são definidas, na presente pesquisa, como todas as atividades

necessárias para o processamento de um pedido, mas que não ocorrem especificamente no chão de fábrica. As três principais atividades de escritório que afetam o lead time são: processamento de pedidos de cotação; processamento de ordens; e projeto e desenvolvimento de novos produtos.

Basicamente, Suri (1998) divide os princípios e ferramentas do QRM voltados ao escritório em três grandes grupos: princípio organizacional, princípios para manuseio e gestão da informação e princípios do SD.

4.4.3.1 Princípios organizacionais no escritório

No QRM as implantações das células não são especificas apenas ao chão de fábrica. As células devem ser implementadas também no escritório, sendo denominadas Q- ROC (quick response office cell). O propósito das Q-ROCs é realizar todas as etapas administrativas necessárias para determinado produto, ou família de produtos, dentro da célula (closed-loop), reduzindo as barreiras funcionais e contribuindo para redução do lead

time.

Os passos definidos para a criação da manufatura celular também se aplicam a este princípio (4.4.1.5).

4.4.3.2 Princípios para manuseio e gestão de informação

O princípio para manuseio e gestão de informação tem como objetivo dar suporte à implementação dos Q-ROCs no escritório, os quais são subdivididos em cinco. São eles:

a) Implemente a regra “no máximo uma”: essa regra defende que após ser realizado o mapeamento do processo, devem-se eliminar fluxos que façam com que uma tarefa passe duas ou mais vezes por uma pessoa ou departamento;

b) Re-examine se todas as informações do produto são realmente necessárias: esse passo ajuda a eliminar etapas e com isso reduzir o lead time;

c) Forneça acesso rápido e local à informação: o objetivo é minimizar a dependência dos Q-ROCs das informações externas. Para isso, é necessário examinar de quais informações as células precisam e disponibilizá-las em uma base de dados regulares; no caso das informações que não possam estar disponíveis internamente, o seu acesso rápido deve ser garantido;

d) Tire vantagem de tecnologias para o comércio eletrônico: a Tecnologia da Informação (TI) deve ser explorada e utilizada, pois ela facilita e agiliza o manuseio das informações; e) Invista em compatibilidade de sistemas de informação: apesar de todo o esforço que se tem feito nesse sentido nos últimos anos, isso ainda não é uma realidade na maioria das empresas.

4.4.3.3 Princípios da Dinâmica de Sistemas (SD) no escritório

A gestão científica também é aplicada ao escritório, o que dá origem a semelhantes análises das já feitas para a área de produção (seção 4.4.1). As principais análises a serem feitas são:

a) Planeje estrategicamente para ter capacidade ociosa: conforme demonstrado na figura 4.2, manter a utilização dos recursos em 100% prejudica o lead time;

b) Substitua as medidas tradicionais de eficiência no escritório: assim como no chão de fábrica, a medida de desempenho fundamental deve ser a redução de lead time;

c) Reduza a “variabilidade ruim”: a figura 4.5 mostra essa questão, uma vez que a variabilidade (tanto no input quanto no tempo de processamento) é prejudicial ao lead

time. As técnicas que podem ser utilizadas para este fim são: padronização de

procedimentos, padronização de roteiros, eliminação de retrabalhos, separação de atividades simples e complexas, dentre outras;

d) Utilize junção de recursos e filas únicas: para atingir esse objetivo, alguns pré- requisitos devem ser adotados: os recursos precisam ser flexíveis para servir as filas únicas e as tarefas devem ser projetadas para permitir a flexibilidade;

e) Transforme as atividades seqüenciais em paralelo: essa medida pode ter impacto importante na redução do lead time;

f) Reduza os tempos de set up e os tamanhos de lotes: assim como no chão de fábrica, deve haver um esforço para a redução destas variáveis nas operações de escritório;

g) Utilize gestão de capacidade e controle de input: é necessário calcular e analisar periodicamente a capacidade dos Q-ROCs. Essa análise de capacidade pode ser feita de várias formas, tais como: simples aplicação da Lei de Little, planilhas e softwares de simulação (MPX). E, no que refere ao controle das tarefas entre os pares das células de escritório, o sistema POLCA pode ser utilizado.

4.4. 4 QRM na Introdução de Novos Produtos

Os princípios do QRM para na introdução de novos produtos são apenas algumas idéias que visam complementar o trabalho dos muitos autores que trabalham nesta área (tais como: Ulrich e Tung, 1991, dentre outros), buscando sempre tornar ainda mais rápida esta atividade.

Inúmeros são os benefícios de uma rápida introdução de novos produtos, tais como: vencer a competição, fazer uso da alta tecnologia, entrar em novos mercados de forma mais rápida ou ao mesmo tempo em que os concorrentes, usar poucos recursos na introdução de novos produtos e cortar o tempo desta introdução.

Basicamente, os princípios do QRM aplicados a esta área podem ser divididos em quatro grandes grupos: princípios gerenciais, princípios para o projeto e para a manufatura, princípios referentes à necessidade de mudança de mentalidade e princípios referentes a políticas de incentivo (SURI, 1998).

Nesta seção, serão discutidos apenas os dois primeiros grupos de princípios, uma vez que os outros dois grupos são relativos a toda a empresa (e não somente ao desenvolvimento de novos produtos) e serão discutidos em conjunto na seção 4.5.

4.4.4.1 Princípios gerenciais

Os princípios gerenciais aplicados à área de desenvolvimento do produto são: a) Crie um senso de urgência logo no início do projeto: a preocupação com datas e prazos não deve surgir somente no final do projeto. Esta preocupação deve ocorrer desde o seu início;

b) Utilize métodos de gestão de projetos e métodos de caminho crítico: ferramentas de gestão e controle de projetos, como por exemplo: o PERT/CPM que devem ser utilizados logo no início do projeto;

c) Controle o escopo do projeto: este princípio requer que se tenha disciplina para se “congelar” o projeto em certo ponto, não permitindo modificações, deixando estas para uma próxima atualização;

d) Facilite trocas de informações mais breves e mais freqüentes entre as pessoas: isso representa o oposto da gestão de projetos tradicional, na qual as trocas de informações ocorrem apenas quando são completadas fases importantes do projeto;

e) Crie a infra-estrutura para dar suporte à troca de informações: isso pode ser feito de várias maneiras, como por exemplo, utilização de tecnologias eletrônicas para trabalhos em equipe, engenharia simultânea, dentre outras;

f) Crie parcerias com clientes e fornecedores: os princípios do QRM para clientes e fornecedores (seção 4.4.2) devem ser utilizados também no desenvolvimento de novos produtos;

g) Utilize ferramentas para uma resposta rápida e efetiva a cotações: existem métodos propostos pelo QRM para reduzir o tempo de cotações, como por exemplo, o método proposto por Veeramani e Joshi (1997).

4.4.4.2 Princípios para projeto e manufatura

Os princípios para projeto e manufatura aplicados à área de desenvolvimento do produto são:

a) Utilize plataformas: as plataformas representam a base sobre a qual customizações podem ocorrer no produto. A utilização de plataformas pode auxiliar em muito a redução do lead time;

b) Utilize QFD (Quality Function Deployment): o QFD é uma ferramenta poderosa e também pode ser utilizada para auxiliar a redução de lead time;

c) Utilize padronização: várias políticas podem ser criadas voltadas a padronização de componentes, sub-montagens, módulos, dentre outros. Exemplos dessas políticas são: utilização da tecnologia de grupo; utilização de medidas de desempenho, voltadas à padronização; dentre outras;

d) Explore a influência mútua entre o projeto do produto e a lista de materiais: utilize a estratégia de diferenciação o mais tarde possível; tente eliminar operações de montagem ou fabricação; tentar reduzir o número de níveis da lista técnica, dentre outras técnicas; e) Utilização de prototipagem rápida e de DFMA (Design for manufacturing and

assembly): essas ferramentas podem ser utilizadas com muito sucesso dentro do QRM.

f) Utilize D/A (Design for Analysis): essa técnica, proposta por Suri (1988), consiste em ferramentas que auxiliam a criação de projetos simples e padronizados, respeitando a customização.