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Behov og motivasjon for endring

II. Sammendrag

5. Drøfting av funn

5.1 Behov og motivasjon for endring

A seguir relataremos alguns estudos apontando os benefícios da atividade física, com enfoque em aspectos preventivos de doença.

2 Esta questão está melhor desenvolvida e apresentada em Gueses & Guedes (1998), mais

Acerca desses benefícios Matsudo et al (2000) e Nahas (2001) relatam que, em relação:

• aos efeitos antropométricos e neuromusculares: diminuição da gordura corporal, incremento da flexibilidade, incremento da força muscular, incremento da densidade óssea;

• aos efeitos metabólicos: aumento do volume sistólico, diminuição da freqüência cardíaca de repouso e no trabalho submáximo, diminuição da pressão arterial;

• aos efeitos psicológicos: melhora da auto-estima, diminuição do estresse e da ansiedade, melhora das funções cognitivas e da socialização, dentre outros. Em uma revisão de literatura reunindo autores que apontam respostas fisiológicas às atividades físicas sobre componentes herdados geneticamente e a interação com o meio ambiente, Achour Júnior (1996b) concluiu, que:

“as pessoas privilegiadas geneticamente, categorizadas com baixo fator de risco, podem tornar-se no futuro, candidatos de risco, se forem inativas fisicamente. É reconhecido também que as pessoas ao herdarem genes predispostos as doenças, podem torná-las precoces, se desconsiderarem os benefícios de uma vida ativa” (ACHOUR JÚNIOR, 1996b, p. 60).

Em um estudo de revisão de literatura, Fechio (1998) demonstrou que a atividade física pode proporcionar diversos benefícios para pessoas que possuem o vírus da AIDS, tais como, melhora na parte imunológica, retardando o avanço da infecção viral e tornando mais lenta a progressão da doença; na parte fisiológica há uma diminuição nos níveis de estresse, ansiedade e nos quadros depressivos.

Com uma amostra de 30 mulheres pertencentes a um serviço especializado em recuperação de mastectomizadas, Prado (2004) constatou que o exercício físico é importante na prevenção da limitação articular, linfedema, alterações posturais, fibrose muscular e da aderência tecidual na área cirúrgica. O conhecimento sobre a importância e a necessidade dos exercícios físicos com a presença de um

profissional e o suporte dos familiares foi o incentivo mais referido pelas mulheres participantes do estudo.

A atividade física também traz benefícios afetivos, psicológicos e sociais que são imprescindíveis para uma vida com qualidade.

Numa pesquisa realizada com 1429 indivíduos de duas Universidades do estado de Minas Gerais, pode-se chegar à conclusão de que o fator que mais contribui para motivar os indivíduos para a prática de atividade física é o prazer que ela proporciona (COSTA, 2003).

Outra pesquisa, investigou 139 idosos do Estado do Rio de Janeiro com idade média de 68,5 anos, Dantas (1997) chegou às seguintes conclusões conforme quadro 2 com relação aos motivos que os levaram a procurar um programa regular de atividade física orientada.

QUADRO 3 – Fatores de incentivo à motivação para a prática de atividade física por idosos.

Fator indicado Porcentagem Natureza do fator

Ocupação do tempo livre 42,3% Psicossocial

Convivência e sociabilização 22,7% Social

Sentir-se participante e produtivo 11,4% Psicossocial

Manutenção da saúde 10,9% Biológico

Retardar o envelhecimento 8,3% Biológico

Melhor estética corporal 3,2% Psicossocial e Biológico Outros 1,2%

DANTAS (1997)

Este estudo avança ao trazer outros benéficos da atividade física, para além dos de natureza biológica. Podemos verificar que aproximadamente 80% das razões alegadas para se fazer atividade física estão ligadas aos aspectos sociais e psicológicos, no entanto, abordando o social enquanto relações de ordem mais pessoal, individual e inter-pessoal, ou seja, não estão abordando aspectos de

dimensão coletiva na perspectiva da emancipação e exercício da cidadania. Com isso não estamos desmerecendo o potencial apontado pelo estudo, mas, direcionando uma análise de que ainda são poucas as pesquisas que tratam a atividade física na dimensão do seu aspecto sócio –político.

Apesar da escassez de estudos sobre os aspectos sócio políticos da atividade física, têm estudiosos da área de educação física que estão preocupados com esta vertente e tem produção que nos permitiram trazer, em nosso estudo, seus resultados e reflexões acerca desta dimensão.

A pesquisa de Fechio (1998) demonstrou que a pratica de atividade física, além de proporcionar para pessoas que possuem o vírus da AIDS, benefícios fisiológicos, imunológicos, psicológicos, já citados anteriormente, também podem trazer benefícios em relação à aspectos sociais, destacando que a participação nas atividades física em grupo auxilia para que o doente tenha um maior convívio social, ampliando a possibilidade de participar de movimentos sociais e exercitar sua cidadania,melhorando assim, sua qualidade de vida.

Mesmo diante de tantos benefícios comprovados que a atividade física pode proporcionar a saúde das pessoas, Palma (2001) chama-nos a atenção para a questão das desigualdades sócio-econômicas. Ele relata que “os problemas de saúde existentes, atualmente, em todo o mundo estão relacionados às desigualdades sociais e aos problemas fundamentais da distribuição da riqueza” (p. 30). Ao realizar a revisão de alguns estudos, este autor conclui: existe uma forte associação entre o baixo nível educacional e o sedentarismo; também destacou a associação do baixo estado socioeconômico e do tipo de ocupação profissional com o sedentarismo; em outro estudo verificou que o uso do corpo e a prática desportiva diminuem nos grupos sociais menos favorecidos. Estes dados dão indícios de que

existe uma associação entre o nível de prática de atividade física e as desigualdades sociais, denotando que indivíduos pertencentes a grupos sociais menos favorecidos, tendem a praticar menos atividades físicas, mas, segundo o próprio autor, estes estudos, necessitam de um maior aprofundamento para se tornarem mais conclusivos.

Waissmann (2003) buscando compreensões sobre as complexas relações entre as desigualdades sociais e atividades físicas laborais humanas, chama-nos a atenção para o fato de que a atividade física é desigual nas diferentes classes e categorias profissionais, tanto intra como extra laboral. O autor foi muito feliz ao trazer neste estudo diversos exemplos para ilustrar essa afirmação.

Carvalho(2004) em sua obra O “mito “ da atividade física e saúde nos oferta a relação dos determinantes estruturais, tais como, a indústria cultural, a indústria da beleza, a tecnologia e a sociedade de consumo, além da política neoliberal, com a atividade física, construindo assim a falsa idéia de que atividade física por si só produz saúde, seduzindo as pessoas a essa prática .

Esses investigadores nos possibilitam incorporar as diferentes relações estabelecidas entre atividade física e saúde, como também apreendê-la na sua simplicidade e complexidade, entendendo que ela pode ser exercitada e fundamentada por diferentes lógicas.