3 Befolkningsanalyse
3.4 Befolkningsutvikling nasjonalt og i Oppland
O objetivo principal ao construir esta unidade didática era desenvolver a compreensão audiovisual dos alunos, pelo que foram selecionados documentos em
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formato de vídeo que, na sua maioria29, eram autênticos, não materiais didáticos. No entanto, procurou-se trabalhar as restantes competências de forma natural e sequenciada.
Para ajudar os alunos a atingir o objetivo principal, foram planificadas atividades variadas para trabalhar as diferentes fases do visionamento.
Os alunos visionaram o videoclip de uma canção de Manu Chao, dois anúncios publicitários (Festival de Música – Rock in Rio Madrid e I Need Spain) e um vídeo de uma campanha para jovens espanhóis sobre a melhor maneira de ocuparem o seu tempo livre.
Para além das vantagens evidentes do uso deste tipo de material, é de salientar que, assim, os alunos têm contacto com registos e variedades diferentes da língua espanhola. Tal como defende Montalbán (2007, p. 10), este tipo de documento permite “acercar al alumno a la lengua y la cultura hispánicas [y, al mismo tiempo,] acercar la escuela a la ‘cultura de calle’”.
No que concerne as dinâmicas de trabalho, os alunos foram incentivados a trabalhar em pares, mesmo quando se tratava de atividades de compreensão audiovisual, uma vez que era solicitado que comparassem as informações que obtiveram individualmente. Nas restantes atividades procurou-se criar dinâmicas de pequenos grupos de 3/4 alunos, de forma a permitir uma aprendizagem mais colaborativa. Foi também uma forma de romper com a metodologia que é normalmente utilizada em aula em que o professor é o centro em vez de o ser o aluno.
Após a aplicação da unidade didáctica, é possível dizer que o trabalho desenvolvido com o grupo foi muito positivo, pois os alunos adaptaram-se bem ao ritmo de trabalho, às atividades e às estratégias e metodologias utilizadas pela professora. Para além disso, foi notória a motivação dos alunos tanto nas atividades mais recetivas como nas atividades de interação que exigiam uma participação mais ativa.
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Os vídeos El tiempo libre, ¿Al cine o a tomar algo? e Salir fuera, foram criados especificamente para alunos de E/LE, no entanto, veiculam informação em contexto e com falantes nativos de espanhol, pelo que também servem como referência linguística e cultural.
Ao longo das aulas lecionadas foi possível observar grande interesse e um nível de motivação bastante elevado. Os alunos foram criativos na elaboração da estrofe, no decálogo e no diálogo, o que nos permite concluir que as atividades realizadas previamente foram úteis. Ao final de cada aula, e tendo em conta os resultados das tarefas realizadas os alunos tinham uma sensação de terem cumprido os objetivos. Os alunos participaram com entusiasmo e de forma ordeira, o que permitiu desenvolver as atividades com um bom ritmo de trabalho. Também é possível chegar a esta conclusão a partir da recolha de dados das fichas de avaliação final e de autoavaliação. O ambiente em sala de aula foi dinâmico e colaborativo, tanto entre professora e alunos como entre os próprios alunos. O comportamento dos alunos foi exemplar, pelo que não foi necessário, em momento algum chamar à atenção dos mesmos nem apelar para a realização das tarefas.
Outros aspetos a salientar são o uso da língua espanhola por parte da maioria dos alunos e o nível de autonomia na realização das tarefas.
Também é possível dizer que houve uma boa gestão do trabalho de aula. As tarefas foram realizadas de uma maneira bem sequenciada e com um ritmo adequado ao grupo, tendo em conta que este é heterogéneo nas suas capacidades. De maneira a apoiar os alunos em todo o processo, foi importante circular pela sala e, desta maneira, oferecer apoio individualizado, esclarecendo as dúvidas que iam surgindo.
Por fim, considero que as atividades propostas funcionaram bem com este grupo uma vez que a maioria alcançou os objetivos definidos. Para isso contribuíram os seguintes aspetos: a seleção e exploração dos materiais; a sequência coerente das tarefas; a temporização prevista para cada atividade; e, acima de tudo, o interesse, a motivação e participação dos alunos.
A exceção está na atividade do inquérito, que foi realizado em grupo não pela falta de empenho ou interesse dos alunos, mas pelo tempo que demorou a ser realizada, ultrapassando o tempo previsto e comprometendo a realização da atividade seguinte.
Depois de ser aplicada a unidade didática, interessa refletir sobre os aspetos bem conseguidos e aqueles que poderiam ser melhorados. Começando pela primeira ficha de trabalho, poderiam ter sido utilizadas imagens de pessoas a realizar
atividades em Madrid para criar, assim, fio condutor com o vídeo que os alunos visionaram na atividade seguinte. No exercício de pré-escuta, em vez de solicitar aos alunos para escreverem 4 nomes de locais que os alunos eventualmente já poderiam conhecer, seria melhor ter colocado um mapa da cidade para que identificassem alguns pontos turísticos.
Quanto à ficha de trabalho n.º 2, deveria haver uma chamada de atenção para a interrogativa indireta embora não fosse esse um conteúdo a ser trabalhado na aula. O exercício de apoio linguístico teria tido mais impacto se tivesse sido projetado num PowerPoint para destacar as terminações dos verbos e as diferentes regras de aplicação. Teria sido uma estratégia mais adequada ao estilo de aprendizagem visual predominante entre os alunos.
Na ficha de trabalho n.º 3, a recolha de dados do inquérito realizado à turma foi feita no quadro de uma forma pouco interativa e comunicativa. Esta atividade necessitava de ser explorada de uma forma mais dinâmica. Demorou mais tempo do que estava previsto devido à dificuldade de recolha dos dados dos vários grupos e pelo tempo que cada um deles demorou a redigir o texto. No entanto, não ocorreu outra sugestão de melhoria a não ser uma tabela Excel previamente elaborada para que cada grupo introduzisse os dados e, assim, serem imediatamente visível os resultados para facilitar a tarefa seguinte em que solicitava a composição de um pequeno texto com a informação do inquérito. Embora tivéssemos dado alguns modelos de frases, (La mayoría de la clase prefiere…; Las chicas prefieren…; Más del 50% de la classe…; Nadie en la classe…), os alunos não as conseguiram aplicar, porque os dados do inquérito não tinham sido transformados em percentagens.
A última proposta de alteração é referente à ficha de trabalho n.º 4. Neste caso, trata-se da exploração de um vídeo cujo nível de competência linguística é ligeiramente acima do nível dos alunos. A maioria dos itens de compreensão eram adequados, com a exceção dos itens C e E. Em ambos os casos a informação necessária para responder e completar as questões era bastante longa e complexa, pelo que deveriam ser reformulados. Também seria pertinente incluir um exercício de pré-escuta em que fosse trabalhado o vocabulário e as expressões menos frequentes utilizadas no vídeo.
No que concerne os materiais utilizados, não alteraria nenhum deles, uma vez que os alunos foram muito recetivos a todos e creio que foram bem selecionados, de acordo com o nível de língua e os interesses dos alunos. Os materiais permitiram ativar o vocabulário e a comunicação; exercitar a compreensão escrita e, principalmente, audiovisual; estimular o trabalho autónomo dos alunos; implicar os alunos no processo de aprendizagem; e, por fim, introduzir temas autênticos e de atualidade na aula.
5. AVALIAÇÃO
De acordo com o Programa de Espanhol – 10.º Ano (nível de iniciação) (Fernández, 2001, pp. 25-26) os objetivos principais dos instrumentos de avaliação são estimular o sucesso dos alunos e favorecer a sua autoconfiança. Os instrumentos utilizados para avaliar também deverão contemplar os diferentes ritmos de aprendizagem, assim como a progressão dos alunos. Por estes motivos defende a avaliação formativa e qualitativa como o tipo de avaliação mais adequado para a análise de necessidades, para a solução atempada das dificuldades e, em definitiva, para todo o processo de aprendizagem. Este processo contínuo não só permite responder aos objetivos e conteúdos de cada unidade como também possibilita a busca de soluções ou a redefinição dos objetivos e das estratégias a serem trabalhados.
O processo de avaliação deverá ter, como ponto de partida, uma primeira fase de diagnóstico que informe o professor e os alunos sobre as necessidades e dificuldades de aprendizagem. A partir de aí, o professor – se possível, em negociação com os alunos – deverá fixar as metas a alcançar, definir os objetivos, estabelecer os critérios e ponderação dos processos e produtos de aprendizagem, de acordo com o perfil do grupo turma e com as prescrições programáticas.
Tal como está expresso no programa (p. 44), outro elemento muito importante no processo de avaliação corresponde aos momentos de auto, hétero e coavaliação, em que o aluno deverá conseguir avaliar o seu próprio progresso e o dos colegas, identificando os pontos fortes e os pontos de maior dificuldades. Esta implicação no processo de avaliação é também uma forma de o aluno assumir responsabilidade e uma postura ativa perante a sua aprendizagem.