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6. Conclusiones

6.1. Ampliación y retos para el futuro

Todas as pessoas entrevistadas são aqui tratadas por “respondente” acompanhada por um “número” (vide apêndice E), com o objetivo de preservar sua identidade, exceto em alguns casos, onde a citação da função tornou-se importante para a compreensão do texto.

Dentro de citações, quando nomes de pessoas foram mencionados, foram trocados por “pessoa x, y, ou z” ou ainda “fulano, cicrano ou beltrano”, apenas para não citar os nomes reais e preservar a identidade dos respondentes.

A palavra “respondente” também sempre foi utilizada no masculino, independente do sexo do entrevistado, para que também evitasse o reconhecimento da identidade do ou da respondente.

As técnicas de pesquisa utilizadas para a coleta de dados foram a pesquisa documental, a observação não participante, a observação participante e entrevistas semi- estruturadas com o alicerce de um tópico-guia.

A pesquisa documental, segundo Lakatos e Marconi (2001, p. 175) tem como característica a “coleta de dados restrita a documentos, escritos ou não, constituindo o que se denomina de fontes primárias. ”

A pesquisa documental compreendeu a análise de documentos internos: atas de reuniões, dados demográficos dos funcionários, material utilizado em treinamentos introdutórios compreendendo regras e normas do hospital, fotografias de eventos comemorativos e científicos, campanhas promovidas pela organização, material de divulgação, comunicações afixadas no mural de avisos, jornais impressos e o próprio site do hospital.

Empregou-se também a técnica da observação não-participante, na qual “o observador toma contato com a comunidade, grupo ou realidade estudada, mas sem integrar- se a ela: permanece de fora.” (LAKATOS e MARKONI, 2001, p. 193), e a técnica de

observação participante na qual, segundo as mesmas autoras, “ocorre a participação real do

pesquisador com a comunidade ou grupo. Ele se incorpora ao grupo, confunde-se com ele. Fica tão próximo quanto um membro do grupo que está estudando e participa das atividades normais dele. ” (LAKATOS e MARKONI, 2001, p. 194).

Serva e Jaime Júnior (1995, p. 69) complementam sobre a observação participante:

[...] a uma situação de pesquisa onde observador e observados encontram-se numa relação face-a-face, e onde o processo de coleta de dados se dá no próprio ambiente natural de vida dos observados, que passam a ser vistos não mais como objetos de pesquisa, mas como sujeitos que interagem em um dado projeto de estudos.

Yin (1994, p. 116-7) corrobora essa exposição ao afirmar que o pesquisador “ ... pode assumir uma variedade de funções dentro de um estudo de caso e pode, de fato, participar dos eventos que estão sendo estudados.” Ainda segundo o autor, a observação participante “ ... fornece certas oportunidades incomuns para a coleta de dados em um estudo de caso ... ”, tais como a participação de eventos e reuniões inacessíveis à investigação científica tradicional e a possibilidade de se perceber a realidade do ponto de vista de alguém de “dentro” do estudo de caso.

Apropriadamente, Serva e Jaime Júnior (1995) referem-se à importância de haver um contrato psicológico com o grupo em estudo, além da sinceridade, autenticidade, paciência

para controlar sinais de ansiedade e humildade para saber ouvir, pois o pesquisador é um aprendiz do observado.

Os autores ressaltam a questão da argúcia e da sensibilidade do olhar para captar também o que não está evidente:

O olhar que permite ver em profundidade, que abre a percepção para a riqueza e importância dos detalhes, dos gestos, dos olhos de outrem (janelas d´alma?), da presença dos signos, o olhar antropológico ... aquele que mais do que vê, percebe. Para além dos conhecidos limites da visão, em direção às desconhecidas fronteiras da percepção, portanto extraído das profundezas da sensibilidade humana, esse olhar foi, é e sempre será a maior habilidade do antropólogo. Aos que se aventurarem na observação participante, aos que assumem o risco de teorizar sobre a ação participando ativamente dela, urge desenvolver tenazmente a sensibilidade e a argúcia do olhar, visando a captar, em pleno jogo dos acontecimentos, aquilo que apesar de real não está evidente. (SERVA e JAIME JÚNIOR, 1995, p. 70-71).

A observação participante foi posta em prática algumas vezes. Pela instituição ser um hospital, a formação profissional de turismóloga da pesquisadora não permitia executar a maioria das funções na área de saúde.

Na área administrativa, o espaço já era reduzido para as pessoas que nela trabalhavam, então não seria oportuno causar-lhes o desconforto de compartilhar este espaço com mais uma pessoa. Porém, toda e qualquer contribuição para a execução da rotina de serviços foi a todos oferecida e uma ou outra participação foi possível efetivar.

O que a pesquisadora teve a oportunidade de participar ativamente foi ajudar os funcionários na organização de eventos e campanhas contra osteoporose. Este evento ocorreu nas dependências do HOTM , especificamente na área do estacionamento interno. O hospital entrou como parceiro de um laboratório e de estudantes de mestrado de fisioterapia.

Novamente, foi uma boa oportunidade de aproximação mais direta com os funcionários do hospital, ajudando-os, estreitando laços e ainda tendo a oportunidade de fazer um trabalho voluntário com pessoas idosas. Foram três dias de aprendizagem, camaradagem e solidariedade, o que foi bastante proveitoso.

Outra forma de observação participante foi prestar ajuda a um funcionário em seus trabalhos na área de qualidade. Este relacionamento era constante e terminou por haver uma cumplicidade. Ele contribuía com a pesquisa passando informações importantes sobre a rotina do hospital e a pesquisadora contribuía com seus parcos conhecimentos de informática dentre

outras atividades. Por estar presente a quase dois anos na organização e ter bom relacionamento, conhecer bem as pessoas de uma forma geral, foi de grande valia as suas considerações.

Outra técnica de pesquisa utilizada foi a utilização de entrevistas semi-estruturadas. A etapa das entrevistas semi-estruturadas teve início com a utilização de um tópico guia, com as categorias para análise imersas em questões abertas, de modo a fazer aflorar as diversas interpretações na voz dos diferentes atores, pois conforme Gaskell (2002), a

entrevista semi-estruturada é aplicada a partir de um pequeno número de perguntas abertas

as quais devem ser previamente preparadas através de um tópico guia, cobrindo os temas centrais e os problemas de pesquisa.

Com o intuito de abranger todo o hospital, o planejamento inicial para este projeto foi entrevistar todos os funcionários e todos os médicos que trabalham no HOTM.

Para o estudo de caso em questão, foram utilizados três tópicos guias com conteúdos similares, sendo um específico para a administradora do hospital, um segundo, específico para os demais funcionários e, um terceiro, utilizado para as entrevistas com o corpo clínico (vide apêndices B, C e D).

As entrevistas tiveram início no dia treze de novembro de 2006 e terminaram em nove de janeiro de 2007.

No próximo item será apresentado o corpus de pesquisa e o modo como as entrevistas foram conduzidas.