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Azerbaijan as Islamic Republic: the Majority sees Islamism as a Real Possibility

As limitações da AngioTC cardíaca estão relacionadas com resolução espacial, resolução temporal, ausência de informação funcional e dose de radiação.

A resolução espacial da angioTC cardíaca é inferior à da coronariogra!a invasiva o que di!culta a avaliação de segmentos distais de pequeno calibre, razão pela qual na maior parte dos estudos, a análise foi limitada aos segmentos com ! 1,5mm. A avaliação de lesões

Figura 10. Cálculo de volumes e fracção de ejecção em doente com miocardiopatia dilatada, a partir da delimitação do contorno endocárdico nas várias reconstruções multiplanares, com representação dos 17 segmentos miocárdicos.

Figure 10. Determination of volumes and ejection fraction in a patient with dilated cardiomyopathy by delimiting the endocardial outline in various multiplanar reconstructions, representing the 17 myocardial segments.

 

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When signi!cant coronary stenosis is detected, the information provided by cardiac CTA can be useful in planning revascularization strategies. However, the exam is not limited to assessment of the coronary tree, and the same acquisition protocol can be used for extra- coronary cardiac evaluation, particularly mul- tiplane reconstructions to determine ejection fraction and for assessment of extracardiac !ndings in the thoracic segments included in the scan.

It is hoped that some of the technique’s current limitations will be overcome in the future, particularly with regard to radiation doses and assessment of calci!ed lesions, and that cardiac CT angiography will be able to combine both anatomical and functional information in the same non-invasive exam. Initial results have been extremely promising and we shall see what the future will bring.

calci!cadas é igualmente difícil, sendo o grau de estenose habitualmente sobrevalorizado na angioTC. Existem !ltros dedicados, que são habitualmente empregues na reconstrução de exames para avaliação da patência de stents, que devem igualmente ser empregues na presença de lesões calci!cadas, para minimizar o efeito de

blooming.

A resolução temporal é igualmente inferior à da coronariogra!a convencional, o que torna difícil a avaliação de doentes com frequências cardíacas altas e arritmias. Esta limitação tem vindo a ser ultrapassada com os aparelhos de angioTC cardíaca de última geração com 64 cortes e dupla ampola, sendo possível com estes aparelhos realizar exames em doentes com frequências cardíacas altas e mesmo em

!brilhação auricular(9,10).

A ausência de informação funcional tem sido apontada como uma das limitações desta técnica. A possibilidade de se adicionar à informação ana tómica a informação do impacto funcional das placas/estenoses, tornaria a angioTC cardíaca o método não invasivo mais completo na avaliação da doença coronária. Existem nesta área duas linhas de investigação divergentes: uma que procura avaliar a perfusão através da densidade do miocárdio (uma vez que existe uma correlação linear entre a densidade do miocárdio e a sua perfusão após injecção de contraste iodado); a outra explorando as capacidades da codi!cação do iodo nos tecidos pelo método da dupla energia. Actualmente ainda em fase de desenvolvimento inicial em poucos centros, estes métodos têm várias barreiras a superar, nomeadamente a necessidade de não haver um aumento relevante de dose de radiação e a capacidade de ser realizado em condições de stress farmacológico.

Por !m, a dose de radiação atribuída à angio TC cardíaca, de cerca de 11 mSv em trabalhos com modulação da dose de acordo com o ECG, é mesmo assim superior à dose da coronariogra!a

convencional, que está estimada em 7 mSv(30).

Para além da modulação da dose de radiação pelo ECG, utilizado actualmente por rotina nes- tes exames, foram recentemente desenvolvidos novos protocolos que visam reduzir ainda mais a dose de radiação destes exames. Um destes protocolos consiste na redução da kilovoltagem da ampola de 120 para 100Kv, possível na grande maioria dos doentes, à excepção dos obesos. Num trabalho em que foram comparadas

 

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Nos casos em que se documentam estenoses coronárias signi!cativas, a informação recolhida pela angioTC cardíaca poderá ser útil no planeamento da estratégia de revascularização. Por outro lado, um exame de angioTC cardíaca não se limita à avaliação da árvore coronária, sendo possível com o mesmo protocolo de a qui- sição fazer ainda uma avaliação cardíaca extra- coronária, nomeadamente com cálculo mul- tiplanar da fracção de ejecção e fazer ainda uma apreciação de eventuais achados extracardíacos nos segmentos torácicos incluídos na aquisição.

De futuro, espera-se que seja possível ul- trapassar algumas das presentes limitações desta técnica, nomeadamente no que diz respeito à dose de radiação, à avaliação de lesões calci!cadas e à possibilidade da angioTC cardíaca poder vir a conciliar no mesmo método não invasivo a informação anatómica e funcional – os resultados iniciais têm sido muito promissores, veremos o que o futuro nos reserva.

Pedido de separatas para: Adress for reprints: PEDRODE ARAÚJO GONÇALVES Hospital da Luz

Av. dos Lusíadas, 100 1500-650 LISBOA Tel.: +351966866455

e-mail: [email protected] as doses de radiação com diferentes protocolos

em 1035 doentes, foi possível obter uma dose média de 5,4mSv em aparelhos de 64 cortes, com o uso combinado de modulação da dose de acordo com o ECG e utilização de protocolo de 100Kv, o que corresponde a uma redução de 64%

em relação aos protocolos convencionais(31). Um

outro protocolo recentemente desenvolvido e com elevado potencial para reduzir ainda mais a dose de radiação consiste na aquisição sincronizada com o ECG de forma prospectiva em vez da habitual retrospectiva, o chamado protocolo step a nd shot. Estão descritas doses de 1,2 a 2,6 mSv

nos trabalhos iniciais com este protocolo(32).

Finalmente, os aparelhos de 320 cortes recen- temente introduzidos, que permitem realizar a aquisição de todo o volume cardíaco em apenas um intervalo RR, deverão igualmente conduzir a uma redução signi!cativa da dose de radiação e de contraste.

CONCLUSÃO

A constante investigação e evolução tecnoló- gica na área da TC multicortes tem vindo a permi - tir uma melhoria progressiva na resolução espa- cial e temporal dos exames de angioTC cardíaca. Para além das indicações actualmente aceites para esta técnica, nomeadamente a exclusão da presença de doença coronária em doentes com probabilidade intermédia, esta modalidade diagnóstica tem-se revelado útil também noutras área, podendo de futuro constituir-se como uma modalidade de primeira escolha.

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Avaliação de Pontagens Coronárias