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Avkastningskrav

In document Verdsettelse av Domstein (sider 63-67)

7. Historisk avkastingskrav

7.2 Avkastningskrav

A unidade litoestratigráfica denominada Depósitos de cimeira compreende cobertura sedimentar composta por conglomerados e arenitos imaturos de cimento argiloso ou ferruginoso. No reverso da cuesta basáltica, ocorrendo em mancha irregular nas cotas mais elevadas das serras, estes depósitos são atribuídos à Formação Itaqueri (KTi) nas Serras de Itaqueri e São Pedro.

A Formação Itaqueri é constituída por arenitos de granulação variável e cimento argiloso, folhelhos e conglomerados formados predominantemente por seixos de quartzo e quartzito, com porcentagem insignificante de outras variedades petrográficas resistentes à alteração. No contato destes depósitos com as rochas basálticas da Formação Serra Geral, ocorrem freqüentes fontes d’água.

4.4. GEOMORFOLOGIA

A área de estudo está inserida na Província Geomorfológica das Cuestas Basálticas. Esta província se caracteriza por apresentar um relevo escarpado nos limites com a Depressão Periférica, seguido de uma sucessão de grandes plataformas estruturais de relevo suavizado, inclinadas para o interior em direção à calha do Rio Paraná. Estas duas feições principais constituem a escarpa e o reverso das Cuestas. (IPT, 1981).

As Cuestas Basálticas são um relevo escarpado, dissimétrico, seguido de uma sucessão de camadas com diferentes resistências ao desgaste, e de grandes plataformas estruturais de relevo suavizado inclinadas para o interior em direção à calha do Rio Paraná. O topo é denominado front da cuesta e a base de reverso da cuesta. O entalhamento no reverso das cuestas deu lugar a grandes anfiteatros de erosão e muitos destes cortes apresentam cachoeiras (MAIER, 1983).

Figura 3. Sistema de relevo das cuestas. Fonte: Penteado (1974), modificado.

O sistema das cuestas caracteriza-se por representar um degrau na geomorfologia da paisagem que corta o Estado no sentido norte-sul. Em macroescala, a cuesta é denominada Serra Geral, com escarpas e áreas de relevo fortemente ondulado. Devido à ação dos processos erosivos, as cuestas apresentam-se extremamente festonadas com mesas basálticas e morros testemunhos, formando cenário peculiar na região. Ao pé das cuestas,

estendem-se vales amplos e suaves, com presença das várzeas ao longo do curso dos rios. No reverso do front dominam as colinas médias (TROPPMAIR, 2000).

A presença de intercalações areníticas entre os derrames de basalto é citada por Almeida (1964) como causa freqüente de degraus nas vertentes das serras. Segundo ele, a borda dos derrames basálticos em São Paulo apresenta-se como elevadas e muito festonadas cuestas, devidas a pequeno mergulho regional das camadas para noroeste e à resistência e grande espessura dos derrames, havendo paredões de basalto nas mais elevadas serras, sobretudo nas vertentes de profundos canions que as entalham, como o do alto vale do Rio Pinheirinho, ao norte de Torrinha.

Fúlfaro et al. (1967) estudaram a região e, procurando explicar o sistema de falhamento escalonado, afirmaram que feições geomorfológicas como o traçado retilíneo da Cuesta obedecendo direções NW e NE-E, o traçado dos rios sobre o planalto coincidindo frequentemente com essas direções e a presença de várias cachoeiras indicando vales suspensos, apontam uma origem tectônica para a escarpa. Segundo os autores, a presença desse escalonamento tectônico traz profundos reflexos no relevo, ocasionando degraus, que podem ser confundidos com vários derrames ou mesmo intercalações de arenito entre os vários derrames.

Bueno (1994) descreve que a Bacia do Rio Jacaré Pepira apresenta uma seqüência escalonada de patamares litoestruturais desenvolvida sobre rochas sedimentares e básicas em estruturas sub-horizontais, onde o contato entre os diversos patamares ocorre através de rupturas topográficas e com frontes festonados. Este forte controle estrutural é evidenciado na rede de drenagem, pois os cursos d’água, especialmente o principal, ao percorrerem o topo de cada patamar, em função do fraco gradiente, formam áreas inundáveis, estabelecendo-se assim setores escalonados de deposição fluvial. Já na transição entre os patamares, os rios formam corredeiras e quedas d’água, geralmente associadas à presença de rochas vulcânicas.

O relevo da Bacia do Jacaré Pepira divide-se em 4 tipos (FUNDAÇÃO PREFEITO FARIA LIMA – CEPAM, 1990):

1 – relevo de agradação – formado por planícies aluviais, sujeitas a inundações sazonais; localizado na calha do Jacaré e de alguns de seus afluentes mais volumosos;

2 – relevo de degradação em planaltos dissecados – formado por colinas com topos extensos e aplainados e vertentes;

3 - relevos residuais suportados por litologias particulares – formados por mesas basálticas que são morros testemunhos isolados;

4 – relevos de transição – onde se encontram encostas escarpadas com cânions locais, declividade média de 15 a 30 % e vales fechados, localmente formando cânions.

O Mapa Geomorfológico Preliminar do IPT (1999), utilizado neste estudo como fonte de informação do meio físico (Figura 4), apresenta o relevo da área de estudo com os seguintes sistemas (IPT,1981):

1. planícies aluviais- sistemas de relevo de agradação de origem continental.

2. colinas amplas- sistemas de relevos de degradação com declividade predominante das encostas entre 0 a 15% e amplitude altimétrica menor que 100 metros em cujas áreas predominam interflúvios com áreas superiores a 4 km2.

3. colinas médias- sistemas de relevos de degradação com declividade predominante das encostas entre 0 a 15% , amplitude altimétrica menor que 100 metros em cujas áreas predominam interflúvios com áreas entre 1 a 4 km2.

4. morrotes alongados- sistemas de relevo de degradação com declividade predominante das encostas maior que 15% e amplitude altimétrica menor que 100 metros.

5. escarpas festonadas- sistemas de relevos de transição interplanálticos, caracterizados por alta energia e intensa atuação dos processos de degradação, onde a amplitude altimétrica em geral excede 100 metros.

Bueno (1994) analisou o sistema de relevo da Bacia do Jacaré Pepira, descrevendo a área conforme seus níveis planálticos (Figura 5):

• Planaltos elevados subnivelados pela superfície cimeira – ocupa posição da superfície Paleogência.

• Planaltos rebaixados – patamares intermediários e patamares baixos – ocupa posição da superfície Neogência.

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