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august 2010 av samferdselsminister Magnhild Meltveit Kleppa

É inquestionável a importância que a formação a distância, realizando-se em regime total ou parcial, tem para todos os intervenientes.

A formação na modalidade de ensino a distância tem princípios elementares que não substituem a educação em regime presencial e não deve ser vista como um

concorrente ou um complemento do sistema regular da formação (o presencial), mas antes como parte integrante do mesmo.

Este estudo norteou a sua investigação na resposta às seguintes questões:

 Qual a situação atual da formação contínua de professores e dos CFAEs?

 Quais as potencialidades e possíveis dificuldades que poderão emergir na

implementação de formação a distância na modalidade de e-learning?

 Quais os fatores que motivam os docentes, relativamente à formação a

distância?

 Quais os recursos pedagógicos, técnicos, e humanos necessários para uma

implementação de formação a distância, em regime b-learning, viável e eficaz? Os dados, obtidos ao longo da pesquisa, vieram apresentar explicações,

esclarecimentos às questões colocadas e o seu tratamento e interpretação permitiram definir linhas de orientação para a implementação de planos de formação a distância no contexto dos CFAEs.

As orientações preconizadas anteriormente, ainda que focadas na realidade do CFAE em estudo, revelam todas as condições para ser aplicadas nos vários os centros do país. Claro que os contextos são diferentes. Há CFAEs que têm mais verbas

financeiras, há os que têm mais recursos humanos, há os que têm optado pela

dinamização de formação a pagar, mas todos eles podem utilizar, adequar e ajustar para si um plano de ação para a implementação de formação a distância nas suas realidades.

Considerando a legislação analisada e a informação recolhida junto do grupo de inquiridos, entende-se de todo conveniente que os CFAEs implementassem,

inicialmente, um plano de formação a distância, com uma modalidade de ensino semipresencial, com sessões presenciais e sessões à distância, o b-learning. Este

formato permitiria aos centros, adquirir práticas de gestão, implementação, dinamização e monotorização de ações à distância para, numa segunda fase e quando possível e se desejável, transitar para a formação no formato totalmente a distância.

Uma das limitações desta investigação foi a amostra em estudo. Apesar de a representação dos diferentes stakeholders envolvidos na realidade dos CFAEs estar garantida, a representatividade de tais organismos não se revela possível.

Inicialmente, a investigação incidia na aplicação do Focus group a dois grupos de dois centros diferentes, os CFAEs da Beira Interior e do Alto Tejo, mas ficou limitada a um. A escolha destes centros deveu-se ao facto da investigadora residir na zona abrangida por eles e colaborar com os mesmos. Desta forma, o processo de seleção dos CFAEs realizou-se com base em critérios de conveniência para o investigador.

Ainda há muitos docentes (talvez por falta de disponibilidade) que não estão recetivos para colaborarem nas investigações. Foi necessário contactar várias vezes os colaboradores e reagendar as sessões do Focus group, pois não era possível definir um dia e hora em que a maior parte dos colaboradores estivesse disponível. Esse atraso na realização da entrevista limitou em muito o desenvolvimento da presente investigação.

De modo a ampliar, confrontar e mesmo refutar as orientações preconizadas neste estudo, define-se como desejável a realização de estudos semelhantes com outros grupos de elementos de CFAEs de zonas distintas do país. Ampliando os participantes pode-se definir com mais pormenor as linhas de orientação de base para a organização de um plano de ação para a implementação de formação a distância no âmbito do desenvolvimento profissional docente e onde simultaneamente se respeite e atenda as especificidades das diversas regiões.

Outra limitação deste estudo, e que se pode entender igualmente como numa vantagem, é a presença constante do investigador e o seu envolvimento direto dos dados recolhidos e analisados no estudo. É evidente, pela metodologia utilizada, que o

investigador teve o seu cunho na construção do guião, na seleção e sintetização da informação, na construção das diversas matrizes e consequentemente na eleição da informação mobilizada para a construção das linhas orientadoras preconizadas.

De acordo com o paradigma de investigação eleito neste estudo, a ferramenta de pesquisa mais importante da investigação é o próprio investigador. O método

qualitativo vê a interação e a intervenção do pesquisador com o ambiente e com os colaboradores como algo que fomenta, de forma clara, a construção do saber (Duarte, 2009b).

O objetivo deste estudo foi definir orientações para a construção de um plano que respondesse às necessidades de formação a distância tanto para os CFAEs, como para os formadores e formandos. Verificou-se, pela análise dos dados, que os CFAEs têm urgência em implementar esta metodologia de ensino, que os formadores precisam de ter formação para deterem as competências necessárias à dinamização de ações a distância e que os formandos revelam interesse em as frequentar.

Todos concordam que a formação na modalidade de ensino a distância, total ou parcial, é uma tendência do futuro e que deve ser considerada nos planos de formação dos CFAEs como mais uma ferramenta disponível para a formação contínua de professores. O estudo em causa procurou sistematizar informação se relevo para a implementação de soluções de formação em regime híbrido no contexto da atualização profissional docente.

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Anexo B: Guião da entrevista

Guião da Entrevista Semiestruturada

Análise das necessidades técnicas, humanas e pedagógicas para a definição de linhas orientadores de um Plano de Formação a Distância

Resumo

A investigação irá delinear um plano estratégico de formação a distância a ser implementado pelos centros de formação de escolas associadas (CFAEs). Sem esquecer a legislação da formação contínua de professores, atualmente em vigor, analisar-se-á os recursos existentes e avaliar-se-á as necessidades técnicas, humanas e pedagógicas de dois CFAEs, de forma a obter um plano estratégico eficaz.

Introdução

Pretende-se com esta entrevista recolher dados e efetuar a sua análise, no âmbito de um projeto de mestrado onde se procura definir linhas orientadoras para a construção de um plano de formação a distância a implementar nos CFAEs.

É de extrema relevância a cooperação do grupo, para a investigação que se está a realizar.

O grupo foi selecionado de acordo com o foco do tema e de forma a abranger elementos com perfis diferenciados. Os formandos e formadores foram escolhidos numa reunião prévia realizada com o diretor do centro.

O grupo é composto por elementos que colaboram com o centro de formação e têm contacto e conhecimentos sobre as questões da área da formação, tecnologias, recursos humanos e das estruturas dos centros e por conseguinte, as suas opiniões e sugestões são relevantes para uma investigação mais profunda e fiável. Todas as respostas serão consideradas e não terão classificação de corretas ou erradas.

A entrevista não tem como objetivo avaliar o trabalho de cada elemento, apenas se pretende perceber as diferentes perceções relativamente ao funcionamento atual do

centro e o que seria útil modificar ou reformular de forma a executar um plano de formação a distância.

Os dados serão analisados de forma confidencial e anónima portanto solicita-se que as respostas sejam as mais sinceras possíveis, sem se preocuparem com juízos de valor.

Procuramos, com esta entrevista, analisar os recursos existentes nos centros de formação e avaliar as necessidades técnicas, humanas e pedagógicas para a construção de um plano de formação a distância.

Prevê-se que a entrevista tenha uma duração de uma hora e trinta minutos e a mesma será gravada com o recurso a uma máquina de vídeo e a um gravador de áudio.

Gostaria de pedir permissão para gravar a reunião e saliento que todo o seu conteúdo será confidencial e será utilizado, apenas, nesta investigação, sendo o seu objetivo conseguir, posteriormente, transcrever na íntegra toda a informação e atribuí-la inequivocamente à pessoa que a exprimiu.

Muito obrigado pela disponibilidade.

Previamente gostaria de assegurar que não há alguma dúvida relativamente a propósito desta entrevista e ao processo de condução da mesma?

Análise da situação atual da formação contínua de professores

1. Atualmente a carreira docente encontra-se congelada. Será a que a formação contínua de professores está igualmente estagnada?

2. De que forma a situação atual, do país e da educação, pode influenciar a formação contínua de professores? E influencia a escolha, de ações de formação, por parte do formando? Afeta a seleção de ações por parte do centro de formação?

3. Atualmente a maior parte dos formadores (docentes das escolas associadas) dinamizam as ações de forma graciosa. De que modo a legislação atual, da formação contínua de professores e da carreira docente afetaram e/ou alteraram o trabalho do formador?

4. Já tiveram algum contacto com formação online? Como? Quando? Onde? Em que moldes?

5. Entendem a formação online como uma via de desenvolvimento viável para o centro de formação?

Potencialidades e possíveis dificuldades na implementação desta modalidade de formação

6. Que potencialidades identificam nos movimentos de investimento em desenvolver oferta formativa a realizar a distância ou em blended-learning (Explicar o que é)?

B-learning é um sistema misto que concilia aulas presenciais com atividades online.

7. Que fatores indicariam como obstáculos à formação a distância?

Possíveis barreiras: tecnológicas (utilização das ferramentas, questões técnicas e de operacionalização), motivacionais (trabalho solitário, conciliação do horário da ação com as atividades pessoais e profissionais), dificuldade do formando em acompanhar a aprendizagem ou do formador em orientar todas as tarefas associadas a uma ação

online.

Dos que foram mencionados, quais serão os mais decisivos?

8. Os formadores deveriam ter formação sobre a utilização de ferramentas que apoiam esta modalidade? E os formandos?

9. O contexto político e social que atualmente afeta a educação e a vida pessoal e financeira dos formandos poderá condicionar a formação online? De que forma (se sim ou se não)?

Conhecimentos na área das TIC

10. Será que os formandos têm conhecimentos, na área das TIC, adequados à

frequência das ações desta modalidade? Que conhecimentos deviam ser?

11. E os formadores têm conhecimentos TIC satisfatórios para dinamizarem uma ação de formação a distância? Que tipo de conhecimentos deviam ser?

12. A formação a distância prevê a utilização de ferramentas de comunicação em tempo real tais como chats, videoconferência e/ou Web conferência (comunicação síncrona) e para trabalho mais individualizado, os fóruns e o correio eletrónico (comunicação assíncrona).

Os formadores estão familiarizados com as ferramentas de comunicação síncrona e assíncrona? Se não, como resolver a situação? E os formandos?

Fatores motivacionais

13. Qual a pertinência para o formando da formação a distância? E para o formador? E para o centro de formação? E para as escolas associadas? De que forma?