• No results found

Aspartate uptake in nerve terminals in rat hippocampal slices

SYNOPSIS

D- Aspartate uptake in nerve terminals in rat hippocampal slices

Em linha com estudos realizados ao redor do mundo, este trabalho explorou impactos decorrentes da implantação das regras estabelecidas pelo acordo da Basileia III em relação à definição de capital mínimo regulatório, com ênfase na exclusão dos créditos tributários da base de capital dos Bancos.

Verificou-se que os avanços dos ajustes prudenciais de créditos tributários terão impacto relevante sobre a base de capital dos bancos. Tais deduções, geraram impactos em 28 bancos da amostra chegando a representar mais de 100% da necessidade agregada de capital principal e 59% da necessidade agregada de capital nível 1 dos bancos analisados. O estudo permitiu evidenciar a importância da gestão dos créditos tributários na administração dos limites de capital dos bancos e reforçar a importância da Lei Nº 12.838, que fez com que os créditos tributários de diferenças temporárias de PDD não fossem deduzidos da base de capital dos bancos. Verificou-se que, dentre os bancos analisados, os créditos tributários de diferenças temporárias de PDD representam 51% do total (R$ 136,82 bilhões de um total de R$ 268,09 bilhões), o que traria desafios ainda maiores no processo de adaptação das instituições financeiras às novas determinações do acordo da Basileia III.

Do ponto de vista de influência das deduções dos créditos tributários sobre as carteiras de crédito dos bancos, foi possível constatar que o impacto tende a ser pequeno, chegando a 1,5% de redução sobre o total da carteira de crédito dos bancos analisados. Apesar dos ajustes prudenciais fruto de créditos tributários terem impacto relevante sobre o capital, esse impacto não deve ser refletido nas carteiras de crédito dos bancos. O estudo demonstra que os bancos deverão compensar as deduções de capital oriundas de créditos tributários através da atração de novos investimentos, retenção de dividendos, emissão de dívidas subordinadas e emissão de instrumentos híbridos de capital. Considerando o racional econômico, aos bancos Caixa Econômica Federal, Votorantim, Banco do Brasil (BB), Panamericano, BCO Rabobank, BMG, Mercantil do Brasil e Indusval, que possuem restrição de capital principal, restará a alternativa de redução de exposição a risco, considerando a baixa atratividade de capital que possuem.

Ainda assim, o alto estoque de créditos tributários manifesta-se como um grande ofensor de capital para o Bancos e merecem atenção e destaque nas políticas de acompanhamento e gestão de capital dos Bancos.

As limitações deste estudo consistem na falta de visibilidade da capacidade de utilização e geração de novos créditos tributários pelos bancos e, por conseguinte, do real impacto das deduções de créditos tributários quando da completa aplicação das novas regras. Como premissa, o estudo assume que as bases de créditos tributários se manterão nos patamares verificados em março de 2017, o que pode ser bastante conservador se considerarmos o quão expostos estão os bancos à crise econômica vivida pelo país.

Reavaliar este estudo após a entrada em vigor da Resolução nº 4.557, de fevereiro de 2017, que trata do gerenciamento integrado de riscos e do gerenciamento de capital (GIR) das instituições financeiras, e que poderá trazer um aumento importante no volume de provisões para os balanços dos bancos, deverá ser um campo interessante para futuras análises.

6 Referências

ADLER, M.; SOLNIK, B. H. The international pricing of risk: an empirical investigation of the world capital market structure. The Journal of Finance, p. 29(2), 365-378, 1974.

BANCO CENTRAL DO BRASIL. Resolução 3.059, de 19 de dezembro de 2002. Dispõe sobre registro contábil de créditos tributários das instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. BACEN, 2002. Disponivel em: <http://www.bcb.gov.br/pre/normativos/busca/downloadNormativo.asp?arquivo=/Lists/Norm ativos/Attachments/46679/Res_3059_v5_P.pdf>. Acesso em: 17 Novembro 2016.

BANCO CENTRAL DO BRASIL. Circular 3.547, de 07 de julho de 2011. Estabelece procedimentos e parâmetros relativos ao Processo Interno de Avaliação da Adequação de

Capital (Icaap). BACEN, 2011. Disponivel em:

<http://www.bcb.gov.br/pre/normativos/busca/downloadNormativo.asp?arquivo=/Lists/Norm ativos/Attachments/49365/Circ_3547_v1_O.pdf>. Acesso em: 17 Novembro 2017.

BANCO CENTRAL DO BRASIL. Resolução 3.988, de 30 de junho de 2011. Dispõe sobre a implementação de estrutura de gerenciamento de capital. BACEN, 2011. Disponivel em: <http://www.bcb.gov.br/pre/normativos/busca/downloadNormativo.asp?arquivo=/Lists/Norm ativos/Attachments/49375/Res_3988_v2_L.pdf>. Acesso em: 17 Novembro 2016.

BANCO CENTRAL DO BRASIL. Circular 3.678, de 31 de outubro de 2013. Dispõe sobre a divulgação de informações referentes à gestão de riscos, à apuração do montante dos ativos ponderados pelo risco (RWA) e à apuração do Patrimônio de Referência (PR). BACEN, 2013.

Disponivel em:

<https://www.bcb.gov.br/pre/normativos/busca/downloadNormativo.asp?arquivo=/Lists/Nor mativos/Attachments/48843/Circ_3678_v3_P.pdf>. Acesso em: 17 Agosto 2017.

BANCO CENTRAL DO BRASIL. Resolução 4.192, de 01 de março de 2013. Dispõe sobre a metodologia para apuração do Patrimônio de Referência (PR). BACEN, 2013. Disponivel em: <http://www.bcb.gov.br/pre/normativos/busca/downloadNormativo.asp?arquivo=/Lists/Norm ativos/Attachments/49007/Res_4192_v5_L.pdf>. Acesso em: 17 Novembro 2017.

BANCO CENTRAL DO BRASIL. Resolução 4.193, de 01 de março de 2013. Dispõe sobre apuração dos requerimentos mínimos de Patrimônio de Referência (PR), de Nível I e de Capital Principal e institui o Adicional de Capital Principal. BACEN, 2013. Disponivel em: <http://www.bcb.gov.br/pre/normativos/busca/downloadNormativo.asp?arquivo=/Lists/Norm ativos/Attachments/49006/Res_4193_v3_L.pdf>. Acesso em: 17 Novembro 2016.

BANCO CENTRAL DO BRASIL. Circular 3.768, de 29 de outubro de 2015. Estabelece a metodologia de apuração da parcela Adicional de Importância Sistêmica de Capital Principal (ACP Sistêmico), de que trata a Resolução nº 4.193, de 1º de março de 2013.. BACEN, 2015.

Disponivel em:

<https://www.bcb.gov.br/pre/normativos/busca/downloadNormativo.asp?arquivo=/Lists/Nor mativos/Attachments/50098/Circ_3768_v1_O.pdf>. Acesso em: 17 Agosto 2017.

BANK FOR INTERNATIONAL SETTLEMENTS. International convergence of capital measurement and capital standard. BIS, 1988. Disponivel em: <https://www.bis.org/publ/bcbs04a.htm>. Acesso em: 17 Novembro 2017.

BANK FOR INTERNATIONAL SETTLEMENTS. Basel II: International Convergence of Capital Measurement and Capital Standards. BIS, 2006. Disponivel em: <https://www.bis.org/publ/bcbs128.htm>. Acesso em: 17 Novembro 2017.

BANK FOR INTERNATIONAL SETTLEMENTS. Basel III: A Global Regulatory Framework for More Resilient Banks and Banking Systems. BIS, 2011. Disponivel em: <https://www.bis.org/bcbs/publ/d424.htm>. Acesso em: 17 Novembro 2017.

BERGER, N.; HERRING, R. J.; SZEGÖ, G. P. The role of capital in financial institutions. Journal of Banking & Finance, v. 19, 1995. 393-430.

BERNANKE, S.; LOWN, C. S.; FRIEDMAN, B. M. The credit crunch. Brookings papers on economic activity, 1991. 205-247.

BERROSPIDE, J. M.; EDGE, R. M. The effects of bank capital on lending: What do we know, and what does it mean? [S.l.]. 2010.

BLUM , R. E. S. O impacto de requerimentos de capital na oferta de crédito bancário no Brasil. Anais do XXXIII Encontro Nacional de Economia. [S.l.]: [s.n.]. 2005.

COHEN, H. How have banks adjusted to higher capital requirements? BIS Quarterly Review, Setembro 2013.

COSIMANO, F.; HAKURA, D. Bank behavior in response to Basel III: A cross-country analysis. [S.l.]. 2011.

DIAMOND, W.; RAJAN, G. A theory of bank capital. The Journal of Finance, v. 55, n. 6, p. 2431-2465, 2000.

DIAMOND, W.; RAJAN, G. Liquidity shortages and banking crises. The Journal of finance, v. 60, n. 2, p. 615-647, 2005.

DREHMANN, M.; GAMBACORTA, L. The effects of countercyclical capital buffers on bank lending. Applied Economics Letters, v. 19, n. 7, p. 603-608, 2012.

EBC AGENCIA BRASIL. Caixa reduz limites de financiamento para imóveis novos e usados. EBC, 2017. Disponivel em: <http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2017- 08/caixa-reduz-limites-de-financiamento-para-imoveis-novos-e-usados>.

FOLHA DE SÃO PAULO. Lava Jato é um risco conhecido e mensurado para bancos, diz BC. FOLHA, 2016. Disponivel em: <http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2016/09/1813581-

lava-jato-e-um-risco-conhecido-e-mensurado-para-bancos-diz-bc.shtml>. Acesso em: 4 Dezembro 2016.

GAMBACORTA, L.; MISTRULLI, P. E. Does bank capital affect lending behavior? Journal of Financial intermediation, v. 13, n. 4, p. 436-457, 2004.

GLOBO G1. Alta de impostos sobre bancos pode desacelerar crédito, diz Fitch. G1, 2015. Disponivel em: <http://g1.globo.com/economia/noticia/2015/09/alta-de-impostos-sobre- bancos-pode-desacelerar-credito-diz-fitch.html>. Acesso em: 4 Dezembro 2016.

HANCOCK, D.; WILCOX, A. Has there been a" capital crunch" in banking? The effects on bank lending of real estate market conditions and bank capital shortfalls.. Journal of housing Economics, v. 3, n. 1, p. 31-50, 1993.

MODIGLIANI, F.; MILLER, H. The cost of capital, corporation finance and the theory of investment. American Economic Review, v. 48, p. 261-297, 1958.

O GLOBO. De 30 nações, Brasil oferece o menor retorno dos impostos ao cidadão. O Globo, 2015. Disponivel em: <http://oglobo.globo.com/economia/de-30-nacoes-brasil-oferece- menor-retorno-dos-impostos-ao-cidadao-17555653>. Acesso em: 4 Dezembro 2016.

O GLOBO. Fitch prevê que Caixa e BB precisarão de aporte de capital. O Globo, 2016. Disponivel em: <https://oglobo.globo.com/economia/fitch-preve-que-caixa-bb-precisarao-de- aporte-de-capital-20195163>. Acesso em: 4 Dezembro 2016.

OECD. Revenue Statistics in Latin America and the Caribbean 2017. OECD Publishing, 2017. Disponivel em: <http://www.oecd-ilibrary.org/taxation/revenue-statistics-in-latin- america-and-the-caribbean_24104736>. Acesso em: 08 Setembro 2017.

PEEK, J.; ROSENGREN, E. The capital crunch: neither a borrower nor a lender be. Journal of Money, Credit and Banking, v. 27, n. 3, p. 625-638, 1995.

PINHEIRO, F. A. P.; SAVÓIA, J. R. F.; SECURATO, J. R. Basileia III: Impacto para os Bancos no Brasil. Revista Contabilidade & Finanças, v. 26, n. 69, p. 345-361, 2015.

REUTERS BRASIL. BC estreia Basileia 3 e permite uso de crédito tributário. Reuters, 2013. Disponivel em: <http://br.reuters.com/article/domesticNews/idBRSPE92006X20130301>. Acesso em: 4 Dezembro 2016.

SLOVIK, P. Systemically important banks and capital regulation challenges. [S.l.]. 2012. SLOVIK, P.; COURNÈDE, B. Macroeconomic impact of Basel III. [S.l.]. 2011.

SUGAWARA , ; ZALDUENDO, J.; GHOSH ,. Bank Flows and Basel III—Determinants and Regional Differences in Emerging Markets. World Bank-Economic Premise, v. 56, p. 1-6, 2011.

VAN DEN HEUVEL,. Does bank capital matter for monetary transmission? Economic Policy Review, v. 8, n. 1, p. 259-265, 2002.

WASSERMAN, C. O Ativo fiscal diferido no sistema financeiro nacional: análise e proposta de contabilização. Universidade de São Paulo. [S.l.]. 2004.

YOSHIDA , V. T. J.; SCHIOZER, R. F. Capital bancário e crédito no Brasil. RAC-Revista de Administração Contemporânea, 2015.

APÊNDICE 1 – BASE COMPLETA E COMPOSIÇÃO DA AMOSTRA (“PARCELAS