Kapittel 4. Metodisk grunnlag
4.4 Hva er forskning?
5.4.2 Anvendte metoder – Hvordan organiseres og gjennomføres samlingene?
Pesquisa é relação; relação é movimento. Assim, a pesquisa é um movimento de estar com, isto é, está em relação. Ela não é uma prática isolada, inerte, mas um mover-se ao encontro de e deixar vir ao encontro. Por ser relação assume caráter dialógico. É nesse processo dinâmico, dialógico que a pesquisa é um movimento de escuta, fala, para assim emergir um virá a ser, um crescer.
Além do mais, pesquisar é desocultar, é buscar a compreensão mais exata do objeto pesquisado, é perceber sua correlação com outros objetos. Deste modo, pesquisar envolve movimentos que fazem o pesquisador partir para a ação, pois não existe processo de investigação que não parta da busca pela aprendizagem, do desejo pelo conhecimento. Desejo de aprender, conhecer, investigar, ou seja, pesquisar é uma prática com muitos movimentos. Nesta perspectiva, faz-se necessário o fortalecimento da envergadura vital do pensar para aflorar o caminhar, movimentar-se, enfim, o ato de aprender exige que o pesquisador trilhe um caminho na busca pela construção do conhecimento.
Pesquisar não se trata, portanto, de mera coleta de dados, mas de ressignificação constante dos dados colhidos e, assim, interação com as pessoas, com a realidade e, a partir dela, o estabelecimento de um diálogo com o mundo. Desta feita, a pesquisa alarga o olhar investigativo do pesquisador e o faz adotar uma postura crítica, reflexiva ancorando-se nas contribuições de um determinado referencial epistemológico constituído por antecessores e contemporâneos pesquisadores. A teoria, desse modo, é um artefato que viabiliza não somente conhecer o que já existe no campo pesquisado, mas também palmilhar um novo percurso investigativo.
Pesquisar é uma teia constituída por muitos movimentos onde caminhar é produzir conhecimento a respeito do fenômeno investigado, entendendo e esquadrinhando os dados colhidos, o que reclama interpretar nas entrelinhas e explorar a as ideias para, então, avançar-se na construção do conhecimento. Deste modo, os momentos e movimentos desta pesquisa estão condensados em capítulos, quais sejam:
CAPÍTULO 1, sob o título de INTRODUÇÃO, apresenta uma breve introdução, a problemática que permeia a arena da formação docente e, a título de justificativa, o itinerário inspirador, ou seja, o envolvimento do pesquisador com o fenômeno investigado e, ainda, os momentos e movimentos estruturantes da pesquisa.
CAPÍTULO 2, cujo título é METODOLOGIA E DESENVOLVIMENTO DA PESQUISA, expõe o percurso metodológico percorrido no desenvolvimento desta pesquisa. Apresenta, a priori, a seara da pesquisa, assim como, ancorado na abordagem qualitativa, traz à tona o caminho trilhado no desenvolvimento da pesquisa, os procedimentos e instrumentos utilizados e, posterior, caracteriza os sujeitos da pesquisa com seus respectivos campo de atuação, para, como ponto cabeiro, nos capítulos seguintes, trazer à tona o esquadrinhamento dos dados colhidos.
CAPÍTULO 3, nomeado de: O PROFESSOR COORDENADOR PEDAGÓGICO, A FORMAÇÃO DOCENTE E O CONTEXTO ESCOLAR: CONVERSANDO ENTRE SI, tem como objetivo abrir espaço para a compreensão da formação contínua docente numa perspectiva de totalidade. Para isso, apresenta, à luz das contribuições de diversos autores, um esboço discursivo a respeito do exercício da docência, enquanto solo embrionário da atuação do PCP, assim como discorre acerca da formação contínua do docente a partir da seara escolar.
CAPÍTULO 4, intitulado O PROFESSOR COORDENADOR
PEDAGÓGICO NA CONDUÇÃO DOS ESPAÇOS/TEMPOS DE FORMAÇÃO DOCENTE NO CONTEXTO ESCOLAR, faz uma abordagem sobre o PCP em interface aos espaços/tempos de formação docente na escola. Por essa mirada, o referido capítulo apresenta uma reflexão a partir do esquadrinhamento das ações do PCP coadunadas diretamente à formação dos professores, objetivando analisar o que há de ações pedagógicas formativas, tempos e espaços destinados exclusivamente para a formação contínua do professor no contexto escolar.
CAPÍTULO 5, sob o título de: A FORMAÇÃO CONTÍNUA DO DOCENTE: POSSIBILIDADES E LIMITES DE UMA FORMAÇÃO FORJADA NA ARENA ESCOLAR, versa a respeito dos elementos fundantes da formação contínua do professor na arena escolar, na perspectiva dos PCPs. Logo, envereda por um viés epistemológico atinente à concepção da proposição de uma formação contínua do docente forjada na seara escolar. No entanto, os limites e as possibilidades serão realçadas, visando salutar o trabalho pedagógico formativo docente dos PCPs.
Por fim, as CONSIDERAÇÕES FINAIS apresentam, no primeiro momento, intitulado de “Marcha à ré”, uma retomada das indagações embrionárias do estudo, visando esboçar uma síntese das aprendizagens apreendidas. Doravante, discorre a respeito da arquitetura da boa formação contínua do docente, salientando, essencialmente, as ideias consumatórias do estudo realizado. Neste sentido, assinala que as práticas pedagógicas, saberes e experiências dos professores constituem-se em pilares para a construção de um processo de formação contínua do docente coerente com a arena escolar.
Os momentos e movimentos coligidos em capítulos são provenientes de uma longa história de formação, experiência profissional e convivência com uma seara tão tensa: o campo da formação docente. Apresentar os movimentos da pesquisa executada é poder contar uma longa história de tensões e disputas no exercício do ofício docente, permeado pelas implicações dos estorvos que envolvem a formação dos professores, porém a socialização desta pesquisa vem salutar a busca por soluções para uma história de autoconformação de muitos professores em interface a insuficiente oferta da formação contínua.
É possível, entretanto, apresentar uma importante consideração de Paulo Freire, expoente na perspectiva de transformação do mundo, semente geradora de uma educação como processo de humanização. Freire (2008) discorre que impende àqueles cuja gana política é reinventar a sociedade, ocupar o espaço educacional, com o fito de deslindar o que está sendo ocultado pela ideologia e pelo currículo dominante. Com fulcro nesse prisma, objetiva-se, assim, contribuir para a sedimentação de uma educação que se realize com compreensão e intervenção na realidade concreta; por meio do espaço escolar, como espaço de formação, com professores e PCP como aprendizes mútuos.
O texto que segue apresenta o percurso metodológico deste processo investigativo que confluiu para as discussões empreendidas e apresentou-se como uma guinada em relação aos elementos dos entornos deste processo investigativo.
Ser coordenador pedagógico significa estar imbricado a um emaranhado de situações que o forma continuamente e orienta as suas escolhas, suas atitudes e sua posição frente à formação dos professores na escola (DOMINGUES, 2014).