1. Bakgrunn
1.2. Rasismediskusjonen i media sommer og høst 2020
1.2.2. Analyse av rasisme og diskriminering i idretten
B asicamente a metodologia proposta para estimar a disponibilidade hídrica efetiva se resume em duas etapas principais: (i) determinaçã o da vazã o afluente em secas plurianuais. V ariável chave no balanço hídrico, pois que tem relaçã o na recarga do reservatório e; (ii) disponibilidade hídrica operacional durante momentos de escassez por meio da modelagem da vazã o regularizável associada à garantia anual de atendimento dessa demanda. Uma melhor descriçã o é encontrada nos tópicos subsequentes.
4.2.2.1 V azã o afluente em secas plurianuais
E ssa etapa constitui a fase inicial para avaliar a disponibilidade hídrica efetiva de reservatórios semiáridos durante secas plurianuais. Uma correta estimativa da série de vazões
afluentes aos reservatórios durante os anos secos é fundamental para as etapas posteriores, pois a disponibilidade hídrica efetiva é uma funçã o direta da vazã o de recarga, também em tempo de escassez.
F igura 14 – L ocalizaçã o dos reservatórios em estudo do presente capítulo: Marengo, Pentecoste (Pereira de Miranda) e Orós
F onte: E laborada pelo autor.
Para a avaliaçã o da vazã o média afluente e de seu respectivo coeficiente de variaçã o – dados a serem utilizados nas simulações de secas plurianuais – partiu-se da série histórica de vazões afluentes anuais. A série que se busca deve ser composta apenas por um subconjunto (subsérie) das vazões anuais históricas. E sse subconjunto deve ser composto apenas pelas vazões mais baixas da série. O ponto de corte deve ser um percentil eleito que, recomenda-se, nã o ultrapasse 50%. E ntretanto, para essa pesquisa e com o objetivo de se
conseguir resultados mais conclusivos, optou-se por analisar esse conjunto de dados em trê s subséries para os percentis de 15%, 25% e 50% das menores vazões afluentes. D esse modo, analisaram-se trê s níveis de severidade das secas plurianuais: extrema (15%), severa (25%) e moderada (50%). Portanto, para cada subsérie, obtivemos os valores de média anual e coeficiente de variaçã o, essenciais para o cálculo da disponibilidade hídrica efetiva.
C abe ressaltar que, na ausê ncia de dados medidos de vazã o afluente, procede-se o balanço hídrico do reservatório a partir de modelos. Para a calibraçã o e para a validaçã o do modelo, devem ser usados dados representativos do monitoramento do nível d’água (volume armazenado). E sse foi o caso do reservatório Marengo. O modelo hidrológico selecionado para a geraçã o da série pseudo-histórica foi o W A S A -S E D (Model of Water Availability in Semi-Arid E nvironments with Sediment D ynamics C omponent – Güntner; B ronstert, 2004; Mueller et al., 2010). O modelo W A S A -S E D já fora validado para as condições do respectivo reservatório ( L OPE S , 2011).
4.2.2.2 Modelagem da disponibilidade hídrica
A modelagem da disponibilidade hídrica foi concebida por analogia ao método de C ampos (1996; 2010), que avalia a garantia anual associada a um valor objetivo de retirada. A diferença conceitual das duas abordagens é que C ampos op cit visava ao cálculo da disponibilidade hídrica de longo prazo, enquanto que a presente abordagem tem como objetivo avaliar a disponibilidade hídrica operacional durante momentos de escassez severa.
O modelo V Y E L A S (V olume-yield elasticity: de A R A ÚJ O; GÜ NT NE R ; B R ONS T E R T , 2006) foi desenvolvido para reproduzir o método de C ampos (2010), incluindo regras de operaçã o vigentes no NE B e uma rotina que simula abstraçã o simultânea de água para uso, evaporaçã o e infiltraçã o nos semestres de estio. O método aqui proposto usa a mesma abordagem dos autores op cit, mas a forma de estabelecer os parâmetros difere da original.
C omo mencionado anteriormente, as bases fundamentais da concepçã o do modelo aqui proposto partem da abordagem utilizada por C ampos (1996; 2010). O método permite avaliar a disponibilidade efetiva de água também considerando-se a reduçã o na capacidade de armazenamento devido ao assoreamento. Isso se dá principalmente através das alterações
consideráveis que o assoreamento causa no fator de forma ( α ) do reservatório. O fator de forma é calculado a partir da E quaçã o 12 e se constitui em um dos parâmetros de entrada do modelo.
= ∑ ∑
(12) E m que Vi sã o os volumes armazenados para uma altura hi da água no reservatório.
A lém do coeficiente de forma do reservatório (α ), outros dados de entrada sã o necessários ao modelo V Y E L A S: vazã o média afluente (Qa, hm³ ano
-1
); coeficiente de variaçã o anual da vazã o afluente; evaporaçã o no período seco (m ano
-1
); capacidade de armazenamento máxima (hm³); volume de alerta (hm³) e volume inicial no primeiro ano de operaçã o (hm³). Os mais relevantes parâmetros demandados pelo modelo estã o apresentados na T abela 8.
T abela 8 - D ados de entrada do modelo V Y E L A S para as simulações da disponibilidade hídrica efetiva no reservatórios Marengo, Pereira de Miranda (Pentecoste) e Orós
dados
fonte/observações
Marengo Pereira de Miranda Orós
V azã o (Q) afluente média W A S A -S E D B alanço hídrico C oeficiente de variaçã o da vazã o afluente
C alculado a partir das vazões anuais
C oeficiente de forma do reservatório
C alculado pelo projeto inicial e por batimetria
C alculado pelo projeto inicial e estimado com base
no assoreamento simulado E vaporaçã o no
período seco
Normais climatológicas do B rasil para o município correspondente ( INME T )
C apacidade do reservatório
Obtido pelo projeto e por batimetria
Obtido pelo projeto e com base no assoreamento simulado V olume inicial no primeiro ano 50% da capacidade máxima Ná de passos – garantia vs. vazã o 1000 Número de simulações 10.000 F onte: E laborada pelo autor
Nesse modelo, a simulaçã o do balanço hídrico inicia-se pela geraçã o de uma série sintética (geralmente usam-se 10.000 anos) de vazã o afluente ao reservatório. Para gerar a série, o modelo usa como parâmetros a vazã o média anual (da subsérie de anos secos) e seu respectivo coeficiente de variaçã o. A série sintética é gerada a partir de sementes aleatórias, admitindo a distribuiçã o gama biparamétrica.
E m todas as simulações do balanço hídrico, o volume mínimo operacional variou entre os valores de 15%; 25% e 50% do volume médio afluente anual.
B uscou-se também avaliar o impacto do assoreamento nos reservatórios e seu respectivo impacto no planejamento do uso da água nos períodos de escassez. Os dados referentes ao assoreamento que comtemplam essa análise foram obtidos junto à s seguintes fontes: (i) os dados do A çude Marengo foram extraídos do banco de dados do Grupo de Pesquisa Hidrossedimentológica do S emiárido – HID R OS E D ( www.hidrosed.ufc.br); (ii) os dados do A çude Pentecoste foram cedidos pela C ompanhia de Gestã o dos R ecursos Hídricos do E stado do C eará (C OGE R H); e (iii) os dados do A çude Orós foram estimados com base na pesquisa de L ima Neto, W iegand e de A raújo (2011).
O modelo V Y E L A S foi utilizado para simular para 18 diferentes cenários para cada reservatório (total de 54 simulações). Os resultados analisados referiram-se a quatro níveis de garantia anual: 99%, 95%, 90% e 85%. E sses valores se referem à s garantias associadas de abastecimento humano (99%) até de irrigaçã o (85%) (F igura 15).
F igura 15 - F luxograma radial convergente utilizado na elaboraçã o dos cenários simulados
4.3 R esultados e discussã o