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Análisis del Estado de flujos de efectivo (EFE)

5. ANÁLISIS ECONÓMICO-FINANCIERO DEL REAL MADRID Y EL

5.1 Análisis del Estado de flujos de efectivo (EFE)

1) Nomes

Segundo Ferreira (2003, p. 46-47), os nomes em Parkatêjê podem ser identificados a partir da presença das seguintes características morfológicas ou sintáticas:

- A categoria de posse nos nomes depende de sua natureza semântica, de modo que distinguem-se nomes possuíveis de nomes não-possuíveis. Os nomes possuíveis ainda podem ser divididos em nomes alienavelmente possuídos e inalienavelmente possuídos. No grupo de nomes não-possuíveis estão os elementos relacionados a nomes de pessoas, a nomes de plantas e fenômenos da natureza em geral. Os alienavelmente possuídos englobam, em sua maioria, objetos da cultura material. Já os inalienavelmente possuídos referem-se a partes do corpo, partes de um todo e aos termos de parentesco;

- Os sufixos derivacionais de tamanho -re e -ti, diminutivo e aumentativo, respectivamente, podem ocorrer com os nomes;

- O formativo mẽ, que indica plural, pode ocorrer em nomes cujo referente seja [+ humano];

- Os nomes não são flexionados para gênero. No entanto, o gênero em alguns nomes, dependendo da circunstância, pode ser indicado lexicalmente por termos genéricos que indicam homem/macho ou mulher/fêmea;

- Os nomes são marcados pela categoria de caso;

- Raízes nominais podem ser derivadas a partir de itens de outras classes de palavras;

- Raízes verbais podem ser nominalizadas por meio do acréscimo do formativo - katê;

- Os nomes ocorrem em posição de núcleo de uma locução nominal, ocorrendo como sujeitos, objetos de verbos e de posposições;

- Os nomes podem ocorrer como predicado de orações não verbais;

- Os nomes possuíveis ocorrem como núcleo em locuções genitivas ou possessivas;

- Os nomes podem ser modificados por descritivos, quantificadores, demonstrativos e outros nomes.

A classe dos nomes, de acordo com Ferreira (2003, p. 47-48), em sua maioria, exprime conceitos referentes a elementos e fenômenos naturais; animais e plantas; nomes de pessoas; manufaturas e objetos da cultura material; relações pessoais.

2) Verbos

Conforme Ferreira (2003), prototipicamente, os verbos em Parkatêjê ocorrem como núcleos de predicados e estão associados às categorias de tempo, aspecto e modo. Tais categorias não são marcadas na raiz verbal, mas sim codificadas por partículas que podem ocupar determinadas posições em relação ao constituinte verbal. Partículas pós- verbais de modo geral indicam negação e ênfase.

Os sufixos de tamanho também ocorrem ligados a verbos e podem indicar diferentes propriedades do sujeito ou objeto dependendo do tipo de verbo ao qual se agregam, de forma a funcionarem, por exemplo, como atenuativos, ou ainda indicar ênfase na ação verbal (FERREIRA, 2003).

De acordo com Ferreira (2003, p. 85), os verbos em Parkatêjê podem ser divididos em duas grandes classes, conforme suas propriedades semânticas e morfossintáticas. São elas: ―os ativos e os estativos ou descritivos ou ainda não-ativos‖.

3) Advérbios

Em Parkatêjê, termos de diferentes classes podem funcionar como advérbios. Diante disso, figuram como advérbios palavras que indicam expressões dêiticas, entre outras noções. No entanto, Ferreira (2003) justifica o uso do rótulo ‗advérbios‘ com base nas propriedades distribucionais do termo em questão, o qual, segundo a autora, se

caracteriza por sua mobilidade dentro de sentenças e por sua função de modificador de verbos.

Muitos advérbios em Parkatêjê são derivados de nomes, bem como descritivos, numerais e demonstrativos locativos também podem funcionar como modificadores verbais em formas adverbias. Dentre as subclasses de advérbios em Parkatêjê estão: os locativos e os temporais (FERREIRA, 2003, p.144).

4) Pronomes

Conforme Ferreira (2003, p. 60), em Parkatêjê existem duas séries de pronomes pessoais, são elas: pronomes livres e pronomes dependentes. Os elementos pronominais recebem marcas de caso e marcação de número. As duas referidas séries de pronomes distinguem a 1ª e a 2ª pessoa, além de três números (singular, dual e plural). De acordo com a autora existem duas formas para a 1ª pessoa do plural, conforme o ouvinte seja incluído ou não, isto é, 1ª pessoa do plural inclusiva ou 1ª pessoa do plural exclusiva, respectivamente.

Além dos pronomes pessoais livres e dependentes existem ainda, em Parkatêjê, os pronomes reflexivo e recíproco, demonstrativos, indefinidos e interrogativos. Entretanto, no corpus de antropônimos analisados só foi verificada a ocorrência dos pronomes reflexivo e recíproco que serão retomados conforme sua presença nos dados.

5) Partículas

A classe de palavras denominada por Ferreira (2003, p. 116) de partículas engloba elementos da língua Parkatêjê que não constituem uma classe internamente coerente, de modo que foram assim definidos por exclusão de outras categorias internamente coerentes. Sendo assim, a classe das partículas abriga formas que não se encaixam em qualquer outra classe de palavras.

De acordo com Ferreira (2003, p. 116) ―as partículas constituem uma classe fechada de elementos não-flexionáveis, cuja a função é operacionalizar significados aspectuais, temporais e modais‖.

As partículas em Parkatêjê são consideradas elementos dependentes, pois não ocorrem de forma isolada, à exceção da partícula de aspecto iterativo ‗apiri‘, que indica uma ação que se repete (FERREIRA, 2003, p. 123).

Os tipos de partículas descritos por Ferreira (2003) são: partículas de tempo, partículas de aspecto, partículas de intensidade, partículas de modo e partículas evidenciais.

6) Posposições

De acordo com Ferreira (2003, p. 138), ―as posposições em Parkatêjê constituem uma classe fechada de elementos, que ocorrem, de modo geral, precedido de seu objeto, o qual pode ser um elemento pronominal ou um nominal‖.

Conforme Ferreira (2003, p.138), a função primordial das posposições é relacionar seu objeto com o verbo ou com outro elemento da construção sintática, de modo a marcar noções semânticas espaços-temporais, locais e não-locais.

Em Parkatêjê, é comum que as posposições ocorram com nomes, de modo a imprimir-lhes funções espaço-temporais, tais como: indicação de tempo; indicações locativas (FERREIRA, 2003).

7) Conjunções

Segundo Ferreira (2003, p. 146), em Parkatêjê, há um pequeno número de conjunções. Conforme a autora, não há ainda em Parkatêjê um estudo aprofundado a respeito das conjunções, uma vez que ainda não foi realizada uma investigação sobre a sintaxe das orações dependentes, o que deverá ser apresentado em breve.

8) Interjeições

Assim como as conjunções, as interjeições são descritas em pequeno número, sendo necessário, segundo Ferreira (2003, p. 147), mais estudos a cerca dessa classe de palavras.

Em síntese, das oito classes de palavras descritas por Ferreira (2003) para a língua Parkatêjê, cinco foram observadas na construção de antropônimos da língua, são elas: nomes, pronomes, verbos, partículas e posposições.

Na próxima subseção será discutida a diferença entre nomes compostos e sintagmas conforme a literatura pertinente, a fim de embasar a análise dos antropônimos neste estudo.