5. Samordning mellom akvakulturloven og energiloven
5.2 Presentasjon av eksempelsak Kollsnes - Lindås
5.3.3 Akvakulturtillatelsens forhold til plan- og bygningsloven
Conforme já fiz referência noutros capítulos deste trabalho, o nosso planeta tem sofrido alterações ambientais consideráveis tais como: o aquecimento global da terra, as chuvas ácidas, a desflorestação, a redução das reservas de combustíveis fósseis, a diminuição da camada de ozono, a poluição da água e do ar, entre outros.
Estão identificados alguns dos factores que provocam estes problemas nomeadamente o intenso crescimento demográfico, tecnológico e industrial do último século. Estes provocaram um impacto na qualidade de vida das pessoas e também das espécies, necessitando, neste momento de um cuidado acrescido, na preservação ambiental.
“A forma como o homem tem vindo a consumir os recursos naturais não permite a sua reposição por parte do meio ambiente que assegure o seu usufruto e continuidade pela população actual e gerações vindouras”. 1
Como consequência de todas estas mudanças acresce o facto de haver por parte dos consumidores uma maior sensibilização para as questões ambientais, estes tornaram-se cada vez mais preocupados com os seus hábitos diários e com as repercussões dos seus actos no meio ambiente. Também as empresas começaram a usar estratégias mais competitivas, tendo em linha de conta estas alterações, mudando o seu marketing. Esta mudança é acompanhada por uma outra, no âmbito cultural, com consequências nos próprios padrões de consumo, procurando satisfazer uma nova classe de consumidores que prefere e consome produtos ecologicamente correctos.
““As organizações que objectivaram uma associação directa da sua imagem corporativa ou da sua marca com a preocupação ética e ambiental começaram a fazer uso do chamado “marketing verde”, desenvolvendo produtos e serviços com o propósito maior de satisfazer as necessidades e desejos dos consumidores e proporcionar uma melhor qualidade de vida.””2
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1 AFONSO, C., (2010) , Green Target, As Novas Tendências do Marketing, Cap. 7 e 8, pp. 83-114, Lisboa, Smart Book. 2 Ob. cit. pp.83-84.
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Em síntese, a autora defende que a sociedade relaciona cada vez mais os problemas ambientais com os actuais padrões de consumo. Este facto tem-se reflectido no aumento do consumo de produtos verdes, o que tem impulsionado os marketeers a estarem atentos às novas tendências do marketing.
Carolina Afonso refere que a partir dos anos 60 do século passado, a consciência dos problemas ambientais se tem vindo a desenvolver. Assim, há um conjunto de entidades individuais e colectivas, entre as quais se encontram os consumidores, a opinião pública, a agenda política e as empresas que estão despertas e até tomam novas medidas para criar uma nova realidade, mais “amiga do ambiente”.
“Neste âmbito, surge então, uma nova filosofia de gestão e de marketing, denominada green marketing ou marketing verde, este é um “processo de gestão global que visa a satisfação das necessidades dos clientes e da sociedade, não só de forma lucrativa, mas também sustentável”3
Associado a este conceito surge um outro denominado “produto verde” entendido como aquele que causa um menor impacto ao meio ambiente comparativamente com outro que seja alternativo. No entanto, a autora acrescenta que não existem produtos totalmente ecológicos, atendendo ao elevado número de factores que compõem o seu processo de desenvolvimento. A autora propõe, a este respeito analisar a relação entre consciência ecológica e comportamento de compra, bem como conhecer o perfil destes clientes verdes.
Este conhecimento permitirá o desenvolvimento de estratégias de marketing das empresas adequadas que conduzirá a um melhor posicionamento dos produtos e serviços que se reflectirá positivamente, não só nos seus resultados económicos, mas também na sustentabilidade ambiental.
Algumas empresas têm adoptado estratégias neste domínio, nomeadamente de assumirem uma maior responsabilidade social, que envolve políticas, quer para com os trabalhadores, quer para com o meio ambiente.
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3 Ob. cit. pp.83-84.
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Assim, os consumidores, as empresas e a sociedade em geral beneficiam de medidas de desenvolvimento sustentável.
Carolina Afonso refere que o consumidor verde nasceu nas últimas décadas, em virtude do ambiente ter adquirido uma maior importância, reflectindo-se nas escolhas dos consumidores. Na sua obra faz referência a autores que caracterizam este novo consumidor ecológico, salientando que este consumidor procura produtos que considera causarem um menor impacto negativo no meio ambiente, ao mesmo tempo que valoriza aqueles que são produzidos por empresas ambientalmente responsáveis.
O consumidor verde, ao recusar comprar determinados produtos tem consciência que pode contribuir para desincentivar a produção daquilo que agride o ambiente.
“Dias define o consumidor verde como aquele que manifesta uma preocupação com o meio ambiente e adopta um comportamento coerente com esses valores. O autor, Portilho define o consumidor verde como aquele que, para além da variável qualidade/preço, inclui, nas suas decisões de compra, a variável ambiental.”4
Também Hailes refere, em conformidade com os autores anteriores que o consumidor verde associa ao acto de comprar a possibilidade de contribuir para a preservação ambiental.
“Elkington, Hailes e Makower descrevem o consumidor verde como aquele cujas opções reflectem uma preocupação com o meio ambiente. As suas características são: - A qualidade do produto transcende as suas características intrínsecas, incorporando o impacto ambiental na produção e/ou consumo;
- Prefere e/ou paga um preço mais elevado por produtos ecológicos;
- Não adquire produtos com embalagens excessivas e prefere produtos com embalagem reciclável;
- Evita comprar produtos com embalagens que não sejam biodegradáveis; - Não transporta compras em sacos de plástico;
- Escolhe produtos isentos de pesticidas ou corantes;