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Akupunkturens virkningsmekanisme og basalforskning

1. Innledning

3.1 Akupunkturens virkningsmekanisme og basalforskning

Nesse sentido, as propostas de reforma monetária internacional de Keynes convergem para a criação de um Banco Central Mundial, tanto gestor de uma “moeda” internacional autônoma, quanto prestamista de última instância, sendo, assim, capaz de solucionar a instabilidade das economias monetárias e promover o crescimento.

A sistematização do desenvolvimento, dessas idéias por Keynes, de acordo com Davidson (1996), deu-se em diferentes fases e a partir de sucessivos Tratados e ou Propostas: “Indian Currency and Finance” (1913), “A Tract on Monetary Reform” (1923), “A Treatise

on Money” (1930), “The Means to Prosperity”(1933) e “Proposals for na International Clearing Union” (início anos 1940).

Na obra “Indian Currency and Finance”, Keynes reflete sobre a importância de regras monetário-cambiais internacionais, para a estabilidade das relações comerciais e financeiras, propondo uma reforma monetária internacional em que, a elasticidade da oferta monetária internacional, seja determinada não por um processo de mudanças de idéias, mas sim, pela compra e venda de moedas conversíveis em relação ao ouro; de modo que, o ouro fosse eliminado, gradualmente, como instrumento de reserva internacional. (DAVIDSON, 1996)

No Tratado “A Treatise on Money”, Keynes propõe uma reforma monetária internacional com a intenção de garantir a autonomia de reservas e liquidez internacional. A proposta era baseada na criação de um Banco Central Mundial (“Supernational Bank-money” - SBM) para controlar o ciclo de crédito e administrar o valor das reservas internacionais, sendo que as reservas internacionais dos Bancos Centrais Nacionais seriam constituídas por ouro e certificados de empréstimos, chamados de SBM.

Tais reservas (SBM) seriam utilizadas como medida de valor e ou como ativo de liquidez internacional podendo assim, estabelecer as taxa de juros com poder discricionário para fazer “open-market” e servir de manutenção do valor do ouro para evitar processo inflacionário. (DAVIDSON, 1996)

Posteriormente, Keynes apresenta “The Means to Prosperity”, proposta essa que buscava flexibilizar a quantidade de liquidez internacional para prevenir qualquer falta de demanda efetiva mundial. Para tanto, sugeria a criação de uma instituição monetária internacional autônoma com poderes para emitir “gold-notes” (ativo de alta liquidez internacional lastreado pelas reservas de ouro dos países) bem como estabilizar o nível de preços internacionais.

Finalmente, a proposta de reforma monetária internacional mais elaborada de Keynes surge nos anos de 1940 em “Proposals for an International Clearing Union”. Sua intenção era criar um Banco Central Mundial (“International Clearing Union”), que emitiria sua própria moeda de reserva internacional (BANCOR), objetivando reduzir as incertezas dos agentes em relação às decisões de gastos futuros. A sua idéia central caracteriza-se em tornar a moeda de reserva internacional um ativo não passível de entesouramento por parte dos agentes privados, bem como, um importante instrumento para exercer influência e poder de manutenção da estabilidade dos preços e controle do ciclo comercial.

Tais fatos, na ótica de Davidson (1996), reduziria a incerteza, evitaria o crescimento da preferência pela liquidez e a possibilidade de escassez de reservas internacionais, cujo resultado final é o arrefecimento da atividade econômica mundial. Para tanto, Keynes recomendava que a moeda internacional tivesse seu valor mantido ao longo do tempo, ou seja, haveria a adoção de um sistema cambial de taxas fixas (que implicaria na redução da incerteza), porém ajustáveis e previamente acordadas pelos países membros do sistema monetário internacional.

Portanto, em 1944, com a elaboração do “Internactional Clearing Union”, Keynes ratifica a necessidade de uma reforma monetária internacional com a sistematização de uma moeda única internacional e a existência de um Banco supra-nacional gestor, considerações essas que podem ser identificadas a partir das referidas colocações:

“The proposal is to establish a Currency Union (…) based on international bank money, called (let us say) Bancor, fixed (but not unalterably). The system contemplated should greatly facilitate the restoration of international credit loan for loan purposes (…) distinguishing (a) between movements of floating funds and genuine new investment for developing the world´s resources.” (Keynes, 1980, p.170)

“We need an instrument of international currency having general acceptability between nations(…) We need an ordely and agreed method of determining the relative exchange values of national currency units (…) We need a quantum of international currency, which is neither determined in an unpredictable and irrelevant manner (…) nor subject to large variations depending on the gold reserve policies of individual countries; but is governed by the actual current requirements of world commerce, and is also capable of deliberate expansion contraction to offset deflationary and inflationary tendencies in effective demand world. We need a system possessed of an internal stabilizing mechanism, by which pressure is

exercised on any country whose balance of payments with the rest of the world is departing from equilibrium in either position, so as to prevent movements which must create for its neighbours an equal but opposite want of balance (…) to aid and support other international institutions.” (Keynes, 1980, p.176)

A proposta de Keynes converge, portanto, para a criação de um poder monetário autônomo, um Banco Central Mundial, gestor de uma “moeda” internacional própria (como reserva de valor). Assim preconiza-se que, o principal objetivo da existência de uma “moeda” internacional consistiria em manter a estabilidade do padrão de valor e conseqüentemente minimizar a relação entre incerteza, moeda e desemprego.

Similarmente, Davidson (1994) propôs o uso de uma única moeda internacional como uma reserva internacional, usada somente por um Banco Central coordenador. Cada país continuaria usando suas moedas como unidade de conta e, haveria possibilidade de troca entre as moedas estrangeiras, a partir da relação fixa com essa unidade internacional de conta. Entretanto, a administração e ou troca se daria somente entre os Bancos Centrais de cada um dos países participantes dessa sistemática de integração.

Nessa direção, a proposta de Davidson desenvolve uma taxonomia relacionando o Sistema Monetário uniformizado (UMS) e o não uniformizado (NUMS), em que se afirma que, se a maioria das economias se constituíssem sob a forma UMS, haveria condições de prever a demanda global efetiva e providenciar automaticamente ajustamento nas nações, podendo, assim, cada país monitorar o seu próprio movimento de capital. Para tanto, o sistema necessitaria de uma institucionalização de uma moeda única, com taxa fixada, mas com flexibilidade de ajustamento para ajudar as economias a re-equilibrar seus balanços de pagamentos.