2 Teori
2.4 Hva gjør profesjonsfellesskap effektive?
2.4.1 Felles verdier og visjoner
Programa de Pós-graduação em Saneamento, Meio Ambiente e Recursos Hídricos da UFMG 64 valetas e sistemas de distribuição. Esses sistemas são caracterizados por uma grande bacia a montante (200 ha - 50 km2) e uma relação área de captação / área cultivada entre 100:1 e 10.000:1. É utilizado para controlar erosão e para irrigação de culturas, incluindo árvores e pasto. No caso de um aquífero não confinado, pode contribuir significativamente para a recarga do lençol freático. Há dois tipos principais de sistemas de captação de água de cheias: a) captação de água de cheias no leito do curso de água - coleta o escoamento turbulento que ocorre em um canal para promover um espraiamento da água na planície de inundação. Para isso são construídas barragens de terra, de pedras ou ambas. As estruturas são especialmente adequadas para árvores frutíferas.; e
b) desvio de água de cheias - desvio de água de cheias de rios sazonais para aplicação direta em áreas adjacentes de cultivo. O desvio é realizado com o uso de estruturas de terra, pedra ou concreto. É adequado para quase todas as culturas.
Na maioria dos esquemas de captação de água de chuva ou de cheias sua alimentação é devido ao escoamento superficial ou fluxo de água estocado no solo. Isso significa que sua aplicação é limitada às estações chuvosas. Para permitir o cultivo fora da estação chuvosa diversos dispositivos de estocagem são utilizados, desde tanques construídos em ferro- cimento até largos reservatórios com capacidade de estocar milhões de metros cúbicos de água.
Na Índia e no Sri Lanka, mais de 500.000 tanques estocam água de chuva, algumas vezes suplementados pela água de pequenos córregos e riachos. Os tanques e reservatórios desempenham diversos importantes papéis, como sistema de controle de enchentes e prevenção da erosão do solo durante os períodos de chuvas intensas. Adicionalmente, eles recarregam os aquíferos de áreas próximas. Macrobacias com áreas de 10 a 30 ha abastecem milhares de hectares de agricultura irrigada. Essas macrobacias são utilizadas para irrigação não somente em áreas áridas ou semi-áridas, mas também em áreas semi-úmidas (com precipitações acima de 1300mm/ano) (PRINZ & SINGH, 2000).
Segundo Prinz & Singh (2000), diversos parâmetros são utilizados para identificação de áreas próprias para a captação de água de chuva:
a) Chuvas - o conhecimento das características das chuvas (intensidade e distribuição) para uma dada área é um dos pré-requisitos para se projetar um sistema de captação de água de chuva. A disponibilidade das séries de dados de chuva no espaço e no tempo e sua
Programa de Pós-graduação em Saneamento, Meio Ambiente e Recursos Hídricos da UFMG 65 distribuição são importantes para o conhecimento do processo precipitação - escoamento superficial e ainda para a determinação da água contida no solo;
b) Uso do solo e cobertura vegetal - a vegetação é outro importante parâmetro que afeta o escoamento superficial. Estudos efetuados no oeste da África e na Síria provam que um incremento na densidade da vegetação resulta em correspondente aumento nas perdas por intercepção, retenção e infiltração, com consequente decréscimo do volume do escoamento superficial. A densidade da vegetação também pode caracterizar as áreas propícias para cultivo;
c) Topografia e perfil do terreno - a forma, a declividade do terreno e outros parâmetros determinam o tipo de captação de água e o dimensionamento do barramento coletor das águas. Com uma dada inclinação, o volume de água escoado em um espaço de tempo irá determinar a construção de um micro ou macro-barramento;
d) Tipo e profundidade do solo - a disponibilidade de uma certa área para a construção de um barramento ou para desenvolvimento de uma cultura utilizando-se da água da chuva ou de enxurrada depende fortemente das características do solo, tais como: (i) estrutura da superfície, que influencia o escoamento superficial; (ii) taxas de infiltração e percolação, que determinam o movimento da água no subsolo; e (iii) inclinação e textura do solo, que determinam a quantidade de água que pode ser armazenada no solo;
e) Hidrologia - os processos hidrológicos relevantes para a captação de água são aqueles envolvidos com a produção, fluxo e estocagem do escoamento superficial proveniente das chuvas em determinada área. As precipitações numa determinada área podem ser efetivas (produzindo um escoamento superficial) ou não efetivas (quando há evaporação ou percolação profunda). A quantidade de chuva que produz escoamento é um bom indicador da sustentabilidade de uma área para a captação de água;
f) Condições socioeconômicas de infra-estrutura - as condições socioeconômicas de uma determinada região para a implantação de qualquer dos sistemas de captação de água são muito importantes para o planejamento, projeto e implementação. As chances de sucesso são muito maiores se os usuários e os grupos comunitários estiverem envolvidos desde o início do planejamento. As formas de trabalho da comunidade, a capacidade financeira da média dos habitantes, seu posicionamento quanto a crenças religiosas, os preconceitos quanto à introdução de novos métodos na agricultura, os conhecimentos sobre a agricultura irrigada, a propriedade das terras e o papel da mulher e das minorias na comunidade são temas cruciais; e
Programa de Pós-graduação em Saneamento, Meio Ambiente e Recursos Hídricos da UFMG 66 g) Impactos ecológicos e ambientais - áreas secas possuem geralmente um ecossistema frágil e tem uma limitada capacidade de ajuste a mudanças. Se o uso de determinado recurso natural (água ou terra) é subitamente mudado pela captação de água, pode haver mudanças no meio ambiente. Considerações devem ser feitas sobre os efeitos em áreas naturalmente úmidas e as intervenções dos usuários de água. O novo sistema de captação de água a ser implementado pode interceptar o escoamento de água na parte superior de uma bacia, privando um potencial uso para outros localizados a jusante. A captação de água deve ser entendida como um componente de um projeto de gerenciamento regional de águas.
3) Captação de água subterrânea - é o termo empregado para a antiga e não convencional