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No quadro 10 apresento a planificação para a área de Estudo do Meio.

Quadro 10 – Planificação de Estudo do Meio

Plano de Aula

Professora Hugo Gouveia Isa Lacerda, ME 1.º Ciclo n.º 2 3.º Ano A

23 de abril de 2013 Duração: ± 60 minutos

Área: Estudo do Meio

Conteúdos Concetuais

Procedimentos / Métodos

Circuitos elétricos: condutores

 Dispor os alunos sentados em grupos de quatro pessoas.

 Iniciar a aula com a apresentação de um

PowerPoint de modo a contextualizar o

tema.

Atividade experimental

 Dispor o circuito elétrico (previamente preparado) na mesa de cada grupo.  Distribuir por cada grupo os materiais

descritos no protocolo experimental.  Pedir que os alunos leiam o protocolo

experimental e que executem o procedimento descrito no mesmo.

 Realizar uma sistematização da temática abordada.

 Questionar os alunos sobre outras perguntas que queiram formular.

Capacidades / Destrezas

Objetivos

Valores / Atitudes

Experimentar – Reconhecer – Identificar Relacionar – Comparar – Compreender Respeito – Escutar – Dialogar Rigor – Interesse – Curiosidade

Material: quadro interativo; protocolo experimental e os respetivos materiais.

Planificação baseada no Modelo T. Este plano pode estar sujeito a alterações.

Na área de Estudo do Meio realizei uma experiência com os alunos a qual tinha como objetivo compreender que existem materiais bons condutores elétricos e materiais maus condutores elétricos.

Para a realização da experiência, dividi a turma em grupos – Dispor os alunos

sentados em grupos de quatro pessoas. Este tipo de trabalho é muito importante

não só para enriquecer as relações entre os alunos mas também o seu espírito de equipa.

Para Estanqueiro (2010), a escola tem um papel muito importante no sentido que deve promover o trabalho de grupo, pois “deve preocupar-se não só com os conteúdos programáticos e as classificações, mas também com a formação pessoal e social do aluno” (p.21).

O mesmo autor salienta que “a competência para trabalhar em equipa, de forma organizada, é fundamental para toda a vida. Através da cooperação, resolvem- se problemas e realizam-se projectos” (p.22).

Os avanços científicos e tecnológicos têm vindo a ter uma influência crescente na esfera pessoal dos indivíduos. Por isso, cada vez mais, existe a necessidade de formar cidadãos capazes de lidar, de forma eficaz, com os desafios e as necessidades da sociedade atual.

Dada esta dimensão que as ciências têm vindo a ter nos nossos dias, torna-se essencial que um tema científico seja apresentado através de numa situação contextualizada – Iniciar a aula com a apresentação de um PowerPoint de modo a

contextualizar o tema.

De acordo com Eshach (2006, citado por Martins et al., 2009) existem várias razões a favor das ciências desde os primeiros anos:

1– As crianças gostam naturalmente de observar e tentar interpretar a natureza e os fenómenos que observam no seu dia-a-dia.

2– A educação em ciências contribui para uma imagem positiva e reflectida acerca da ciência.

3– Uma exposição precoce a fenómenos científicos favorece uma melhor compreensão dos conceitos apresentados mais tarde, no ensino básico.

4– A utilização de uma linguagem cientificamente adequada com crianças pequenas pode influenciar o desenvolvimento de conceitos científicos.

5– As crianças são capazes de compreender alguns conceitos científicos elementares e pensar cientificamente.

6– A educação em ciências favorece o desenvolvimento da capacidade de pensar cientificamente. (p.12)

Após contextualizar o tema, comecei por explicar o tipo de trabalho que iríamos fazer, quais os passos que iríamos seguir e distribuí os materiais necessários – Dispor

o circuito elétrico (previamente preparado) na mesa de cada grupo; Distribuir por cada grupo os materiais descritos no protocolo experimental – visto ser uma

Martins et al. (2007) referem que o termo trabalho prático “aplica-se a todas as situações em que o aluno está activamente envolvido na realização de uma tarefa, que pode ser ou não de tipo laboratorial.” (p.36).

Seguidamente, comecei por solicitar a leitura do protocolo experimental por parte dos alunos – Pedir que os alunos leiam o protocolo experimental e que

executem o procedimento descrito no mesmo.

Antes de executar os procedimentos descritos, comecei por detetar as conceções alternativas dos alunos. Cachapuz (1995, citado em Martins et al., 2007) define conceções alternativas como sendo:

As ideias que aparecem como alternativas a versões científicas de momento aceites, não podendo ser encaradas como distracções, lapsos de memória ou erros de cálculo, mas sim como potenciais modelos explicativos resultantes de um esforço consciente de teorização. (p.28)

Detetadas as conceções alternativas, cabe ao professor o papel de organizar estratégias intencionais, onde sugere e refere propostas alternativas às dos alunos, provocando-lhes dúvidas e vacilações, que incentivam a interação e cooperação entre eles, onde o principal objetivo é ajudá-los a construir representações mais ajustadas à forma como os alunos deverão pensar. Segundo Cachapuz, Praia e Jorge (2002), os professores têm três instrumentos ao seu dispor: mapa de conceitos, paralelismos entre Conceções Alternativas / História das Ciências e trabalhos experimentais.

Continuei a execução da experiência seguindo os passos descritos no protocolo e após a análise dos resultados realizei uma conclusão da aula com os alunos e pedi que fizessem uma síntese da mesma – Realizar uma sistematização

da temática abordada.

De acordo com Martins et al. (2007), o professor deve “colocar o aluno a registar os dados recolhidos (…) e a interpretá-los no seu conjunto” e depois “compará-los com as previsões feitas” (p.44).

Relativamente às conclusões da experiência, os mesmos autores salientam que neste ponto é relevante que o aluno “consiga estabelecer uma resposta à questão-problema, a qual será, portanto, a conclusão da experiência realizada” (p.45).

No final da experiência estabeleci um diálogo com os alunos onde pude escutar algumas questões que tinham sobre a temática assim como sugestões de outros materiais a experimentar – Questionar os alunos sobre outras questões que

tenham sobre a temática.

As crianças têm sempre muito interesse por este tipo de atividades permitindo desenvolver nelas a curiosidade e a descoberta. É importante incentivar a realização de várias experiências.