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In document Sektor for oppvekst (sider 55-63)

Grunnskule

Læringsmiljø 5.-10. årssteg

A conceção e implementação do processo de empreendedorismo pressupõe a posse de recursos de diferentes naturezas. Os empreendedores precisam, primeiramente, reunir recursos, para, então, combiná-los e construir uma plataforma de recursos que lhes permita avançar no decurso de empreendedorismo. A seguir são enunciados os principais recursos do empreendedor.

Capital humano

Vários investigadores consideram o capital humano como um dos recursos essenciais na criação bem sucedida de negócios. O capital humano inclui o conjunto de conhecimentos e capacidades do empreendedor, nomeadamente a educação e a experiência de trabalho.

A educação pode incentivar ao empreendedorismo, ao dotar os indivíduos das competências e informações necessárias para iniciar um negócio e no estímulo de valores empresariais como a criatividade, a independência e a assunção de riscos.

Segundo um estudo de Gimeno et al. (in Sorensen e Chang, 2006) os empreendedores relativamente bem-educados beneficiam de maiores retornos financeiros dos seus empreendimentos e são menos suscetíveis de abandonar a via empreendedora. Ou seja, os empreendedores com graus académicos alcançam maiores lucros. Apesar da relação entre o nível de escolaridade e o empreendedorismo por vezes seja encarada como ambígua, vários estudos demonstraram que a escolaridade exerce uma influência positiva no desempenho do empreendedor.

Quanto à experiencia profissional do empreendedor esta assume elevada importância. Segundo Sorensen e Chang (2006), a experiência profissional dos empreendedores poderá aumentar os lucros da empresa, o emprego e a probabilidade de sobrevivência do empreendimento. Assim, espera-se que os empreendedores com conhecimento preexistentes, nomeadamente em relação aos fornecedores, clientes e assuntos operacionais, tenham um melhor desempenho do que os restantes.

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Capital social relacional

O capital social é também um recurso fundamental para a criação de um negócio.

Pierre Bourdieu (1980), considera o capital social como sendo o conjunto de recursos reais ou potenciais que estão ligados à posse de uma rede durável de relações sociais mais ou menos institucionalizadas. Constitui a adesão a um grupo, como um conjunto de membros que não são apenas dotados de propriedades comuns (que podem ser percebidas pelo observador, pelos outros ou por eles mesmos), mas também são unidos por ligações permanentes e úteis. O capital social é utilizado por estes membros para aceder a benefícios, sendo o volume de capital possuído por um membro em particular dependente da extensão da rede de conexões que ele pode efetivamente mobilizar e do volume de capital (económico, cultural ou simbólico) possuído por um determinado membro ou mesmo todos os membros que estão ligados.

Transportando o conceito de capital social de Bourdieu para o universo do empreendedor, o capital social constitui a rede de conhecimentos que permite ao empreendedor encontrar os recursos em falta e criar uma rede externa de contactos. Ter uma boa rede de contactos assume-me indispensável no processo de empreendedorismo, principalmente na busca de novas oportunidades e de recursos.

Capital Financeiro

O capital financeiro é um fator determinante, em muitos casos decisivo, na escolha da via empreendedora. O acesso às linhas de crédito subentende a transposição de inúmeras barreiras, uma vez que as empresas em fase de arranque são consideradas de alto risco. Além disso, caso o crédito seja concedido por bancos, fornecedores ou outras entidades, as empresas ficam sujeitas ao pagamento de juros elevados (Monteiro, 2010).

De acordo com Giannetti e Simonov (in Monteiro, 2010) na atividade empresarial, os empreendedores enfrentam várias restrições de liquidez. Na ausência de riqueza familiar ou individual, os empreendedores optam por criar recursos financeiros próprios, antes de entrarem na via empreendedora. Adicionalmente, os empreendedores com mais ativos iniciais têm uma maior probabilidade de ganhar mais dinheiro nos negócios e conduzir a empresa de forma mais eficiente, no que diz respeito ao capital.

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Meio Envolvente

O meio envolvente constitui um determinante importante da atividade empreendedora e inclui forças e fatores fora do espetro de ação do empreendedor, nomeadamente os fatores económicos, socioculturais, político-legais e tecnológicos.

Entre o meio envolvente e o empreendedor estabelece-se uma relação de influência mútua. A perceção dos indivíduos em relação ao meio envolvente num determinado momento, pode influenciar ou não a escolha da via empreendedora e o respetivo sucesso ou insucesso do empreendimento. O processo de reconhecimento das oportunidades demonstra a importância da compreensão do meio envolvente na criação de novos negócios (Monteiro, 2010). Ou seja, o êxito dos novos empreendimentos depende do empreendedor, enquanto a oportunidade depende das circunstâncias do ambiente da comunidade.

Os autores Miller e Friesen (Monteiro, 2010) dividiram o meio envolvente em três dimensões: dinamismo, hostilidade e heterogeneidade. O dinamismo está associado às mudanças imprevisíveis do meio envolvente, com impacto na capacidade de previsão do empreendedor e no próprio processo empreendedor. O dinamismo e a complexidade são um reflexo do grau de incerteza que os empreendedores enfrentam nos mercados onde estão presentes.

Os meios envolventes dinâmicos são acompanhados por uma dose de hostilidade, que se carateriza pela escassez e intensidade competitiva ligada aos recursos do meio envolvente. Uma maior hostilidade do meio provoca um aumento da competitividade e da pressão sobre os empreendedores.

Quanto à heterogeneidade do meio envolvente, esta depende dos regulamentos do governo, as taxas de impostos e a legislação em vigor que influenciam positiva ou negativamente, os indivíduos a criarem o seu próprio negócio. De acordo com Giannetti e Simonov (Monteiro, 2010) no campo dos regulamentos, o custo de entrada parece ter um efeito significativo no nível de atividade empresarial, uma vez que uma menor percentagem de indivíduos entra no empreendedorismo, nos países onde os custos iniciais são mais elevados. Por outro lado, os regulamentos que facilitam o acesso ao financiamento e protegem os investidores e os direitos de propriedade intelectual influenciam o número de indivíduos que escolhem a via empreendedora. Outros aspetos igualmente importantes no incentivo à criação de novos negócios são a proteção dos direitos dos credores, o nível de cumprimento da lei e o grau de desenvolvimento do

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sistema financeiro, dado que afetam a capacidade dos potenciais empreendedores de acederem a fundos, na fase inicial.

Por fim, é importante referirmos que os indivíduos que optam pelo empreendedorismo enquanto estratégia de inserção na vida ativa, podem ser motivados quer pela necessidade, quer pela oportunidade. Posto isto, podemos dizer que existem dois tipos de empreendedorismo, designadamente o empreendedorismo por necessidade e o empreendedorismo por oportunidade. Quanto à oportunidade, este tipo de motivação surge quando se projetou uma ideia de negócio caraterizada pela inovação e pela potencialidade de expansão da área no mercado, cuja aplicação em prática permitirá que o indivíduo – para além da sustentabilidade própria, uma vez que um dos objetivos principais pode ser a de aumentar o rendimento face à condição de empregado por conta de outrem - contribua para a sustentabilidade e competitividade do país. No entanto existem situações heterogéneas, por exemplo, o facto de alguém decidir criar o próprio emprego porque quer ser independente e sentir-se realizado pode funcionar como uma necessidade – de independência e autorealização – e como uma oportunidade – de se tornar independente e realizado. O empreendedorismo por necessidade está relacionado com as dificuldades de inserção profissional, surgindo a criação do próprio emprego como uma alternativa de inserção no mercado de trabalho. No caso português, de acordo com um relatório produzido pela Edit Value (2007), o empreendedorismo por necessidade é mais comum do que o empreendedorismo por oportunidade, provavelmente devido ao desemprego crescente que se tem vindo a verificar nos últimos anos.

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