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5.1.3 Å mestre voksenrollen
Pode optar-se por uma estrutura que tenha uma Introdução, Procedimento, Resultados e Conclusões. Um relatório de atividade experimental não tem obrigatoriamente uma estrutura rígida.
O Relatório de trabalho científico deverá ainda obrigatoriamente incluir um Resumo e indicar a bibliografia que foi utilizada. Poderá ainda ter anexos e/ou apêndices. Não existe um modo universal para apresentar a bibliografia. Pode ser da seguinte forma: Nome do autor (ano de publicação ou edição), título da obra, local de edição, Editora, número da página ou volume da obra. O título da obra deve estar sublinhado ou em itálico.
3. O Resumo
Deverá conter de forma sucinta as questões ou informações mais importantes referidas no relatório, ou seja, explicará a finalidade do trabalho, descreverá o método utilizado apresentará os principais resultados, conclusões.
Esta parte do relatório só deve ser feita no final. Só nessa altura é possível ter a visão global de todo o relatório necessária à elaboração de uma síntese.
Costuma estar localizado logo no início do relatório, mas também poderá aparecer no fim.
4. A Introdução
A introdução deve apresentar o tema geral do trabalho experimental. Poderá ser uma breve explicação do princípio científico estudado ou então uma referência aos produtos/materiais que estão a ser testados. Poderá referir-se a utilidade e alcance do trabalho desenvolvido.
Deverá ainda indicar de modo claro e breve quais são os objetivos do trabalho (o propósito), ou seja, qual é o problema a ser resolvido. É quem orienta a investigação/pesquisa/estudo que deve definir quais são os objetivos do trabalho. 5. O Procedimento Experimental
Será necessário fazer uma breve descrição do método/ técnica/ processo utilizado no trabalho, e dos princípios teóricos em que se baseia (leis, reações químicas, comportamento químico ou físico etc.).
Será importante fazer um resumo do procedimento experimental, onde se selecionem apenas os passos fundamentais. O resumo do procedimento experimental é um trabalho de síntese que obriga a focar a atenção nos aspectos do procedimento que são realmente importantes, o que permitirá adquirir uma visão mais global do trabalho.
6. Os Resultados
Sem um bom registro de dados no caderno de laboratório não é possível elaborar as tabelas e/ou gráficos necessários à apresentação dos resultados. Por isso uma das chaves para escrever um bom relatório é tirar bons apontamentos das observações efetuadas e dos resultados obtidos.
A análise dos resultados não deverá ter um caráter interpretativo, deverá limitar-se a destacar os resultados considerados mais evidentes ou então a dar-lhes uma forma mais compreensível.
7. As Conclusões
Será necessário realçar os principais resultados e comentá-los de um ponto de vista crítico. Levar em consideração os objetivos iniciais do trabalho e aquilo que estava previsto ou estipulado, o que, por vezes, envolve uma comparação entre os dados obtidos experimentalmente e a informação bibliográfica.
Podem ser apresentadas recomendações ou propostas de decisões a tomar em função dos resultados obtidos.
Podem também indicar-se sugestões para investigações posteriores ou ainda, alterações ao procedimento seguido ou à técnica utilizada.
5) Quais são as partes de um relatório? (Localização de informação)
6) O que você deve escrever em cada uma delas? (Localização e generalização de informações)
7) Para que serve um relatório de experiência científica? (Generalização de informações)
8) Além de alunos como você, quem mais, em sua opinião, escreve relatório de experiência científica? (Ativação de conhecimentos prévios)
9) Agora é sua vez: junte-se a seus colegas, discutam a experiência que realizaram e façam a primeira versão de seu Relatório.
Instruções para o professor:
Observe os seguintes critérios na redação do relatório:
• correção na apresentação do problema, ou seja, dos conceitos que se quer verificar na experiência;
• utilização de vocabulário específico do âmbito das ciências;
• clareza e precisão dos termos utilizados;
• objetividade;
• coerência na descrição das etapas da experiência (verificar se cada etapa fundamental está devidamente descrita, sem excessos ou faltas);
• clareza e relevância das ilustrações (esquemas, gráficos, tabelas, diagramas etc.) usadas na apresentação dos resultados;
• qualidade nas conclusões, sempre considerando-se as validações de princípios, leis e conceitos das ciências;
• apresentação adequada da bibliografia;
• resumo adequado e relevante das principais partes do relatório.
Uma vez produzido o relatório, verifique se apresenta a estrutura apresentada abaixo:
Estrutura Sim Não
Resumo
Introdução – Tema Geral
Introdução – Parâmetros do experimento Procedimento experimental
Resultados
Ilustrações dos resultados (tabelas, gráficos, diagramas etc) Conclusões
Para avaliar os relatórios você poderá utilizar a seguinte grade de avaliação: 1a versão do Relatório 2ª versão do Relatório Conceito Final Observações O problema foi apresentado de forma clara? Foram empregados termos científicos que remetem ao vocabulário das ciências?
O texto está claro e
apresenta as informações com precisão? As informações estão apresentadas com a objetividade desejada a um texto de caráter científico? Há coerência entre os objetivos propostos, a metodologia empregada e os resultados obtidos? Se houver imagens, gráficos e tabelas: estão corretos e adequados aos resultados?
As conclusões baseiam- se nos resultados e são apresentadas de forma clara? A bibliografia segue as normas indicadas? O resumo é conciso, trazendo apenas as informações relevantes?
10) Seu professor entregou a você a 1a versão de seu Relatório, acompanhada de uma correção. Leia as observações que ele fez, discuta com seu grupo e produza uma nova versão de seu relatório, considerando que ele será publicado no Jornal de sua escola.
Dica cultural:
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Capítulo 5
Considerações Finais
Para apresentar nossas considerações finais, deve-se recuperar, aqui, quais eram os objetivos deste trabalho: elaborar uma Unidade Didática que focalizasse a leitura e a produção de alguns gêneros da esfera de divulgação científica, a qual seria utilizada nos últimos dois encontros da Ação de Formação oferecida a um grupo de professores da rede pública de ensino do município de Barueri. Os resultados desta ação com os professores, ou seja, como eles avaliaram a formação, o que construíram, quais foram os ganhos e quais os pontos críticos a serem melhorados não puderam ser alvo de nossa reflexão, uma vez que os resultados somente poderiam ser aferidos quando esta ação se encerrasse e a data de encerramento ultrapassava o prazo formal de que dispúnhamos para a conclusão deste trabalho. Deste modo, o leitor deve ter claro que o que apresentaremos, a seguir, assenta-se em observações de campo realizadas que, por seu caráter impressionista, não têm pretensões de conclusão.
Um primeiro ponto digno de nota diz respeito à habilidade que os professores presentes revelaram em elencar os atores, as atividades, os interesses e os gêneros da esfera científica. De igual maneira, mostraram-se cientes de que a divulgação científica é realizada por meio das esferas jornalística e escolar. No entanto, tiveram dificuldades para caracterizar as alterações que um texto científico sofre ao ser divulgado.
Estas observações demonstraram, a nosso ver, que o trabalho realizado nos oito encontros anteriores foi efetivo no sentido de levar estes professores a compreenderem o que é uma esfera de circulação da língua, bem como permitir que eles consolidassem procedimentos de análise, a partir dos quais são capazes de pensar as características de uma nova esfera que esteja em foco.
Por outro lado, o trabalho realizado não logrou formar estes professores para uma análise mais depurada dos elementos constitutivos de um gênero, o que explica a
dificuldade que tiveram na caracterização das mudanças que acometem os textos de divulgação científica.
Outro ponto que merece destaque refere-se à compreensão que os professores demonstraram na identificação da capacidade de leitura que estava focalizada em cada questão. Também este dado parece revelar a eficácia dos encontros anteriores que tematizaram e exploraram as capacidades leitoras.
Cabe, ainda, destacar que os professores demonstraram extremo interesse pela parte dedicada à produção textual, deixando claro que não tinham, como prática recorrente, a utilização dos expedientes que ali expusemos, seja para a elaboração do texto, seja para sua revisão e reelaboração. Esta constatação permite prognosticar uma ênfase em atividades de produção textual para uma futura ação de formação com estes (ou outros) professores.
Por fim, a nosso ver, a utilização por professores de língua materna de um material didático tal como este apresentado tem algumas qualidades que precisam ser sinalizadas: em primeiro lugar, é um material que permite ao professor ir além do livro didático (LD). Isso é importante, porque o LD costuma ser o principal recurso empregado pelo professor em sala de aula (conforme Lajolo, 1996); assim, apresentar um material que amplie e complemente as referências do LD é um ponto de destaque. Em segundo lugar, na medida em que exige conhecimentos de algumas ciência sociais, como História e Geografia, este material propicia uma abordagem interdisciplinar que é, ao mesmo tempo, um dos objetivos (de) e um dos grandes desafios (para) o ensino atual. Por fim, o material em questão traz gêneros discursivos que pertencem à esfera de divulgação científica e esta esfera (e seus gêneros) raramente integra os materiais de ensino de língua materna; desta maneira, ao propor um trabalho com artigos de vulgarização científica, notícias e notas de divulgação científica, verbetes e relatórios de experiência, este material pode, efetivamente, contribuir para a ampliação das capacidades de leitura e produção textual. Além disso, ao mobilizar conhecimentos de outras áreas, este incremento na leitura e produção textual poderá se fazer notar não apenas nas aulas de língua materna, mas também naquelas relativas às demais ciências.
Levando em conta a experiência dos encontros, foi-nos possível perceber que os gêneros que elegemos e as atividades propostas para a formação foram acertados, indo ao encontro das demandas dos professores. Além disso, o modo de organização dos encontros, os textos utilizados, os expedientes empregados para sua discussão e as atividades de leitura e de produção textual sugeridas mostraram- se eficientes, não apenas para levar os professores a compreenderam a importância de um trabalho com a esfera de divulgação científica, mas também para sensibilizá- los da necessidade de terem na formação continuada um objetivo constante de suas práticas profissionais.
Como já era previsto, os professores esperavam de uma ação de assessoria fonoaudiológica escolar um trabalho bastante diverso daquele que foi por nós empreendido. Embora isso indique que a maioria dos educadores ainda mantém uma visão estereotipada e restrita das possibilidades de atuação fonoaudiológica, vemos como extremamente positivo que estes professores tenham tido a oportunidade de conhecer o trabalho que realizamos e esperamos que possam, em suas práticas profissionais, disseminar a idéia de que a Fonoaudiologia pode, em seu diálogo com a Educação, promover mudanças efetivas na formação e na prática dos professores.
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10.
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Revista Recreio Online - Fique por dentro/Mundo do conhecimento/Natureza –
Vulcão. Disponível em
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